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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Petkovic no Real Madrid?

(http://twitter.com/danilodust <<< Follow!) Petkovic no Real Madrid? Isso mesmo! Muita gente não sabe, mas o ídolo das torcidas do Vitória e do Flamengo, Dejan Petkovic, meia sérvio que jogou pela seleção da Iugoslávia já teve seus jogos por um dos maiores e mais ricos clubes do mundo, Real Madrid.

Sua passagem pelo time merengue não foi da mais marcante, sendo considerado como um jogador daqueles que vêm como promessa. Lá não vingou, mas pela grande maioria dos clubes por onde passou, deu trabalho aos marcadores adversários.


A foto acima é de Petkovic, então com 23 anos de idade no ano de 1995. Foi o único ano de Pet como jogador do Real. Depois de ter se destacado pelo Crvena Zvezda, (Ou Red Star Belgrado Como é conhecido mundialmente) foi contratado pelo time madrilenho. Depois foi emprestado para times da Espanha antes de desembarcar na América do Sul e se tornar um dos jogadores estrangeiros mais emblemáticos a atuar no Brasil até hoje.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

100 Anos de Corinthians: Um amor Inexplicável!

(http://twitter.com/Obamation)

Louco, feliz e fanático pelo Corinthians! Assim eu me considero.
Aqui no blog raramente faço as postagens me identificando em 1° pessoa. Mas esse caso é exceção. Pois estou falando de um dos maiores amores da minha vida. O Sport Club Corinthians Paulista!

Essa introdução já basta! Pois gravei um vídeo específico para expressar e mostrar tudo isso!



Só digo: Obrigado por existir Corinthians e Parabéns pelos 100 anos!!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Eu lembro dos zagueiros!

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Eu lembro dos zagueiros! Geralmente, costumam ter aquele preconceito bobo com os beques, simples e puramente por ser considerado o mais caneludo do time. Ok, pode ser verdade, mas sem um caneludo do bom, um time rende? Eu poderia falar de Baresi, Luis Pereira, Cannavaro, Maldini, Figueroa, Marinho Perez, Dario Pereira, Mauro Galvão, Aldair, e outros grandes zagueiros. Mas não.

Vou me dedicar neste momento a falar somente quem fez muito, com tão pouco. Aquele zagueiro que lembra uma máquina de pinball, onde a bola vem e ele rebate. E começo com um caneludo que se confunde ao meio dos técnicos, por tanto ter rendido bem seu estilo.


Lúcio começou no Guará, mas no Brasil despontou pelo Inter. Não era unânime, mas naquele apanhado de convocações desorganizadas feitas por Leão e Luxemburgo, ele estava lá no meio. Com isso ficou 10 anos, e quase 100 jogos na seleção. Como no Inter, foi contestado no começo. Ganhou um voto de confiança de Felipão e esteve na seleção de 2002, mesmo falhando feio depois das quartas-de-final, contra a Inglaterra. Depois daquele jogo, Lúcio se transformou num jogador mais raçudo, com excelente marcação, que fez carreira na Europa e se transformou num sinônimo de zagueiro-zagueiro. Aquele zagueiro nato, que rebate todas, sem inventar. Ganhou mais notoriedade ainda por gostar de conduzir a bola, e hoje é um dos melhores zagueiros do mundo, e com certeza, o melhor representante dos zagueiros esforçados.

Um outro nome mítico, é de Tonhão. Quem via o Palmeiras da época da Parmalat com Rivaldo, Edilson, Edmundo, Evair, Roberto Carlos, Antônio Carlos, e tantos outros grandes jogadores, costuma se esquecer do xerifão daquele time. Tonhão era daqueles que não 'perdia a viagem'. Transformava toda a sua deficiência técnica com vontade e força física, se mostrando violento as vezes. Mas seus chutões e entradas fortes conquistaram a torcida do Palmeiras na época, e hoje ele é ainda lembrado com carinho por muitos.


Agora, zagueiros que se completam. Na final de 1996 do Brasileirão, o Grêmio tinha um jogador que se encaixa muito bem no meio desse grupo: Nada menos que Rivarola. Mas Rivarola tinha ao seu lado o técnico Adilson Batista, que salvava suas caneladas. Mas a Lusa, que chegou àquela final com talentos natos, tinha na sua zaga dois jovens e esforçados zagueiros: César e Émerson. Ambos tinham características parecidas. Eram técnicos sim, e se posicionavam bem, mas eram muitos jovens e relativamente lentos. Porém eram extremamente esforçados, e os dois vestiram a camisa da seleção brasileira um tempo depois. César inclusive foi campeão da Copa América com a amarelinha. Além disso, vestiu em campo camisas de grandes clubes brasileiros e estrangeiros. Émerson também esteve na seleção Brasileira, pelos idos do ano 2000. Chegou ainda a jogar por Botafogo e Ponte Preta.

Somente César e Emerson estão indicados na imagem, mas note que nela estão diversos jogadores consagrados do futebol brasileiro.

Deixei pro fim a cereja do bolo. E pra isso recorro às máquinas do tempo e vou me teletransportar para a copa de 1994, pra mostrar dois zagueiros que atuaram naquela copa. Ambos têm semelhanças grandes. A maior delas é maior que a coincidência da posição em campo: São seus estilos no mínimo extravagantes.

Um deles é Alexi Lalas. O zagueiro que jogava pertinho do não menos importante goleiro daquela seleção estadunidense, Tony Meola, era um líder dentro de campo, e depois da Copa se transformou no primeiro yankee a atuar na primeira divisão da Itália. Mesmo com tudo isso, o que mais chamava atenção era seu visual de integrante de banda grunge, naquela época, estilo musical no auge, sobretudo nos EUA.


Outro é o búlgaro, Trifon Ivanov. Na melhor campanha búlgara da história das Copas, onde a seleção alcançou um 4° lugar, Ivanov era um dos jogadores mais notórios. Aliás, Trifon Ivanov é até hoje um dos jogadores mais temidos da história das Copas do Mundo. Sua aparência cizuda, seu jeito ríspido de jogar, e sua força física invejável deixavam os atacantes com receio.


Pense duas vezes antes de tirar um zagueiro do sério. Principalmente se seu nome for Trifon.

sábado, 14 de agosto de 2010

De quando a Groenlândia esteve na Copa

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O que é a Groenlândia? É aquele pedaço enorme de gelo próximo ao pólo norte. É aquela ilha gigantesca, que dizem ser a maior do planeta. E quem é que espera que num lugar desse existam jogadores o suficiente para se montar uma seleção decente de futebol, a ponto de disputarem uma Copa do Mundo? Realmente, não existe.

O futebol, disputado por 11 titulares, talvez exiga demais de um lugar onde sua capital tenha apenas 15.000 habitantes. Por isso, apenas uma pequena parte da Groenlândia esteve na Copa. E não foi só uma vez. A Groenlândia, em Copas, se resume a Jesper Grønkjær.


Grønkjær nasceu em 1977, em Nuuk, capital groenlandesa. A Groenlândia, como muitos sabem, não é uma pátria de fato, e sim uma região autônoma dinamarquesa. Com isso, quem é nascido na Groenlândia também é dinamarquês, assim como quem nasce nas Ilhas Faroé. Com isso ficou fácil entrar na seleção daquela país, devido ao seu talento.

Grønkjær em sua infância pode ver a 'Dinamáquina' encantar o mundo com seu revolucionário 3-5-2, pouco comum para a época, em 1986. Com isso investiu pesado em sua carreira como jogador de futebol, desde já.

Iniciou sua carreira profissional no AaB da cidade de Aalborg, na Dinamarca, em 1995. Lá foi arrasador com seus passes e sua técnica, e em 96 jogos, encantou os dirigentes do Ajax, grande clube holandês, o que causou sua transferência no ano de 1998. Pelo Ajax fez mais de 50 jogos, e se transferiu para o Chelsea da Inglaterra em 2000. Porém, os azuis não era ainda o time temido de atualmente, e tudo foi muito difícil, o que causou em 2004 a tranferência para outro clube azul da Inglaterra, o Birmingham. Lá, fez apenas 16 jogos. Depois disso ainda teve uma passagem pelo Atlético de Madrid, que voltava a primeira divisão Espanhola, além de uma outra passagem pelo Stuttgart. Cansou de rodar a Europa, e decidiu voltar a Dinamarca, onde fez tanto sucesso pelo Aab. Mas voltou em grande estilo, pelo København, o maios time da atualidade dinamarquesa. Com isso, Grønkjær é hoje um dos principais jogadores daquele clube.


Sua carreira pela seleção foi tão boa quanto em clubes. Desde 1999 até 2010, Grønkjær vestiu a camisa vermelha da seleção dinamarquesa. Nela, fez parte da segunda geração das boas seleções que o país passou a fazer. Decidiu parar com a seleção aos 33 anos, depois do fracasso na Copa da Africa de 2010. Esteve presente nas Copas de 2002 e 2010, e com isso foi o primeiro e único atleta nascido na Groenlândia até hoje a estar presente em uma Copa do Mundo. Ou melhor, duas. A ilha gigante tem muito em que se orgulhar desse personagem ilustre nascido por lá.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Irã coberto

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O Islamismo, religião predominante em boa parte dos países árabes, inclusive no Irã, como a maioria sabe, prega os preceitos de que nenhuma mulher saia na rua ou apareça em público com pernas, braços e cabelos a mostra. Isso refletiu no futebol, e a FIFA quase vetou a participação da seleção iraniana feminina nas olimpíadas da Juventude, sediada em Cingapura. No futebol, a FIFA determina que jogadores de linha não joguem com calças compridas, mas cedeu, e liberou a participação das iranianas na competição. O resultado, porém, não é dos mais comuns. A seleção das meninas do Irã joga com calções compridos, de modo que cubram toda a perna delas, além de uma touca para que os cabelos não fiquem a mostra.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Golaço! Contra...

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Um gol contra sempre é horroroso, certo? Errado! Jamie Pollock certa vez superou até Junior Baiano e mandou um golaço contra a própria meta:



Dá a 9 pra ele, professor!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O retorno dos Cosmopolitanos

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O New York Cosmos está de volta! Por meio de seu presidente de honra, nada menos que Pelé, o time que fez sucesso na década de 70 anunciou a sua volta a funcionalidade. "Estamos aqui com uma nova geração. É uma emoção muito grande. Estive aqui há 33 anos para promover o futebol e hoje temos esta terceira geração" disse o rei.

O evento foi ontem, e nele Pelé declarou que a vontade maior da equipe é se voltar para a projeção de novos talentos no futebol. A grande missão é fazer com que o futebol seja praticando tão quanto o Beisebol e o Basquete na 'Big Apple'. Para isso, a equipe contará com o apoio do BW Gottschee, clube com 60 anos de história e experiência no trabalho com garotos.

"Nós nos comprometemos a ajudar na melhoria do futuro do futebol no país, com significante investimento em categorias de base e oferecer filosofias e oportunidades de treinamento. O Cosmos também trabalhará ao lado da prefeitura de Nova York para permitir que as crianças joguem futebol com mais frequência, oferecendo equipamentos e facilidades", revelou o clube, em nota oficial.

O NY Cosmos teve além de Pelé, jogadores como Carlos Alberto Torres, Johan Neskens, Marinho Chagas, Franz Beckenbauer, entre outros grandes nomes do futebol mundial.


Com essa iniciativa, a curto prazo a equipe quer difundir o futebol para os homens do país. O esporte até hoje tem destaque maior entre as mulheres dos EUA.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Beleza, mano?

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Saiu a primeira convocação do novíssimo técnico da seleção brasileira, Mano Menezes. O técnico que tem por missão montar um elenco renovado e que jogue um futebol cativante, para que o país volte a sentir prazer em ver uma partida dos convocados, visando já a Copa de 2014, chamou várias caras novas, que particularmente, me agradam.

Vamos à lista e a minha análise sobre cada jogador:

Goleiros:

Victor (Grêmio)
Jefferson (Botafogo)
Renan (Avaí)

Victor possivelmente será o titular de Mano Menezes. Apesar do goleiro ter chegado no Grêmio após a saída de Mano e com isso, não ter trabalhado com ele no clube, mostrou de longe mesmo o potencial que tem. Por pouco não foi a Copa de 2010, e hoje talvez seja o melhor goleiro em atividade no Brasil. Jefferson sumiu durante uns anos no futebol Turco, mas voltou ao Brasil pelo mesmo Botafogo que tinha se destacado antes. Dá segurança a zaga e mostra reflexo. Mais do do hall botafoguense de jogadores na seleção. Já Renan é uma aposta corajosa, e pra mim, genial. Com apenas 19 anos, fez a torcida do Avaí esquecer Eduardo Martini e vem jogando muito pelo time da Ressacada. Futuro goleiraço.

Em suma, pra mim, três bons nomes. Talvez minha única mudança fosse o goleiro Fábio do Cruzeiro no lugar de Jefferson, mas também gosto do goleiro do Botafogo.

Laterais:

Rafael (Man Utd)
Dani Alves (Barcelona)
Marcelo (Real Madrid)
André Santos (Fenerbahçe)

O Brasil parece estar numa crescente na posição de lateral direito. Além de Maicon, que ficou de fora, o Brasil ainda conta com nomes no futebol brasileiro como Léo Moura, Vitor, Alessandro e outros tantos na Europa. Mano convoca o quase incontestável Daniel Alves e a revelação do Flu e jovem promessa do Manchester, Rafael. Já pelo lado esquerdo, dois bons nomes, mas que ainda não brilharam na seleção. Marcelo e André Santos, mesmo assim, talvez sejam os nomes mais adequados.

Na minha opinião, sobram jogadores com qualidade para a lateral direita ao redor do mundo, mas faltam para a esquerda. André Santos e Marcelo ainda estão muito longe do que foi Roberto Carlos, por exemplo. Ainda assim, boto fé neles. E fica meu desejo de boa sorte para Rafael. Não sente o peso da camisa do Manchester quando entra em campo, e creio eu, tem tudo pra dar certo na seleção. Mas ainda é jovem demais, e necessita da paciência de todos.

Zagueiros:

David Luiz (Benfica)
Henrique (Racing Santander)
Réver (Atlético-MG)
Thiago Silva (Milan)

Ainda falta a confiança dos torcedores por conta dos quatro zagueiros convocados, mas creio eu, todos eles estão com condições de serem convocados. David Luiz é o líder da defesa dos encarnados em Portugal, e já a algum tempo vem melhor que Luisão, aquele da Copa. Henrique sumiu um pouco desde que saiu do Palmeiras em 2008, mas tem potencial de sobra. Réver saiu do Grêmio e fez uma falta absurda ao tricolor gaúcho. Voltou para o Brasil, e agora terá a chance de jogar pela seleção. Já Thiago Silva deve ser o que menos sentirá a pressão e deverá ser o novo xerifão da zaga brasileira.

Só senti falta de nomes como Chicão, na seleção. Pra mim o defesa do Corinthians, mesmo não sendo top no jogo aéreo, é extremamente raçudo e combatível no mano a mano, e é um excelente jogador em bolas paradas. Creio eu que se ele jogasse ao lado de Thiago Silva, a zaga seria excelente.

Volantes:

Hernanes (São Paulo)
Sandro (Inter)
Lucas (Liverpool)
Jucilei (Corinthians)
Ramires (Benfica)

Dois volantes marcadores, dois volantes 'modernos', e um volante-lateral pau pra toda obra. Lucas pra mim é sinônimo de renovação. Peço ele na seleção desde que era do Grêmio. Hernanes não vem numa ótima fase, mas é craque. Ramires talvez seja um dos poucos louváveis da Copa de 2010. E Jucilei, vem meio como homem de confiança de Mano Menezes. Gostei dos nomes, mas na minha opinião, poderia ir Elias no lugar de Jucilei, e Pierre no lugar de Sandro.

Meias:

Ganso (Santos)
Carlos Eduardo (Hoffenheim)
Ederson (Lyon)

Pra mim, nenhum unânime. Ganso e Carlos Eduardo são muito jovens, e Ederson fez uma temporada boa pelo Lyon, e nada mais do que isso. Porém, creio eu que estou sendo um pouco chato, e pelo projeto estipulado de renovação, são realmente os melhores nomes para a posição.

Atacantes:

Robinho (Santos)
Neymar (Santos)
André (Santos)
Diego Tardelli (Atlético-MG)
Alexandre Pato (Milan)

Ataque leve, rápido e oportunista. Pelas peças que mano convocou, é quase certeza que montará um ataque com três atacantes. Porém acho que ele pecou em não convocar o Dentinho no lugar do Pato. Pra mim o Pato não apresentou o necessário para a seleção brasileira nos últimos tempos, diferente do Dentinho que pode decidir partidas com sua vontade dentro de campo. Além do que, não boto ainda muita fé no Neymar. Jogadores como ele são historicamente invisíveis em alguns jogos. Dentinho não é genial como Neymar, mas nunca sentiu o peso de uma partida. Pra mim faltou só ele.

Em suma, adorei a seleção. Como eu disse, faltaram algumas peças que pra mim seriam mais úteis, mas o técnico é o Mano, não eu. Lembrando que essa seleção ainda não pode ser considerada defitiva, e tenho certeza que nosso novo técnico fará as melhores mudanças possíveis com o time.

Por fim, creio que muitas novidades surgirão com o decorrer no tempo, e imagino que o Mano monte um time ofensivo, com um futebol objetivo e leve, como deve ser o futebol da seleção brasileira.

Boa sorte, Mano!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Lateral: Aperfeiçoamento feminino

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Hoje em dia consideram que o lateral é o recurso de bola parada menos ineficiente do futebol praticado no mundo todo. Consideram também, que em plasticidade dos movimentos feitos para a combrança de um tiro lateral, essa é a bola parada menos atraente.

Só que uma brasileira chamada Leah mostrou ao mundo que o lateral já foi algo chato e inofensivo. Jogando pela seleção Brasileira feminina sub-20, contra a Suécia, a atleta 'inovou' e mandou uma cambalhota na hora de lançar a bola com as mãos. E quem pensa que é apenas algo plástico que não favorece muito, está enganado. Com a cambalhota, a atleta consegue lançar a bola a distâncias bem maiores que o normal, e que acabam provocando lances muito mais perigosos que o esperado em lançamentos laterais.


A cambalhota na hora do lateral já existe a algum tempo, mas foi um pouco modificado pela lateral brasileira, que tornou o lançamento muito mais atrativo.

sábado, 10 de julho de 2010

O dez de cinquenta


A Copa de 50, que foi marcada pelo Maracanazo, onde mais de 150 milhões 150 mil brasileiros se calaram com a derrota sofrida para o Uruguai, tirando o que seria o primeiro título brasileiro de seleções do Brasil, teve seu camisa 10. Naquela Copa, o dez do time foi Danilo Faria Alvim, ou somente Danilo. Em 1950 o jogador já tinha 29 anos, atuava como meio campo, e era apelidado de príncipe pelo seu estilo refinado de jogar. Sua carreira foi totalmente baseada no futebol carioca, onde teve passagens por grandes clubes como Botafogo, Canto do Rio e América, times fortes na época. Mas onde se destacou mesmo foi no Vasco da Gama. Jogou no clube por oito anos, entre 1946 e 1954, onde conquistou o Campeonato Sul-Americano de Campeões em 1948, e o Campeonato Carioca nos anos de 1947, 1949, 1950 e 1952.

Apesar de Danilo Alvim ter sido um dos jogadores que amargaram aquela derrota no Maracanã, ele obteve glórias vestindo a camisa da seleção brasileira. Além dos 27 jogos com 18 vitórias, 3 empates, 6 derrotas, e marcando 2 gols, conquistou os títulos do Campeonato Sul-Americano em 1949, a Taça Rio Branco em 1947 e 1950, além da Taça Oswaldo Cruz em 1950.

Depois do término de sua carreira no futebol dentro dos campos, Danilo Alvim ainda foi técnico, dos bons. Ganhou treinando a seleção boliviana o Campeonato Sul-Americano de Futebol em 1963 (Título esse o único oficial da Bolívia até hoje), além de ter ganho pelo Clube do Remo o paraense de 1969, e o bi do Campeonato do Norte, em 1968 e 1969. Conquistou ainda pelo Itabaiana um sergipano, no ano de 1981.

Solitário depois da morte de sua esposa, vivendo com um salário mínimo de aposentadoria e com as boas lembranças do passado na memória, o jogador que quase não pode exercer o futebol por ter sido atropelado por um carro e ter ficado 18 meses com gessos nas pernas, o histórico homem exemplo de atleta e de superação nos deixou em 16 de maio de 1996, aos 75 anos.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Seleção da Copa

Certo, certo, a Copa ainda nem acabou. Mas lembrem-se que escolheram o Oliver Kahn como melhor goleiro da Copa de 2002 antes da final, e justo no jogo decisivo ele acabou falhando...

Enfim, não vou pensar duas vezes em fazer minha formação top dessa Copa, que já temos seus principais jogadores definidos antes mesmo da final.


Goleiro - Mark Paston (Nova Zelândia): Paston foi essencial para a conquista dos três pontos obtidos pela seleção da Nova Zelândia na primeira fase. A classificação não veio, mas Paston fez defesas incríveis para sua seleção, principalmente contra a Itália e contra o Paraguai, que terminou no grupo F apenas um ponto atrás da classificada Eslováquia. Para uma seleção taxada de saco de pancadas antes da Copa, Paston, juntamente com outros jogadores, surpreendeu.

Dupla de Zaga - Carlés Puyol e Arne Friedrich (Espanha e Alemanha): As seleções que se enfrentaram na semi-final vencida pela Espanha podem estar orgulhosas de seus zagueiros. Puyol é enérgico, e apesar de ser pesado e baixo para um zagueiro, consegue compensar os problemas com garra e posicionamento. Já Friedrich é excelente na marcação, tem um ótima saída de bola e se antecipa como nenhum outro zagueiro fez durante a Copa do Mundo.

Lateral Direito - Hans Sarpei (Gana): Sarpei foi uma peça importantíssima na seleção de Gana que chegou nas quartas-de-final dessa Copa. Seu estilo clássico e sua boa marcação renderam a seleção ganesa uma segurança grandiosa pelo setor direito da defesa. Já experiente com 33 anos, não é um apoiador perfeito, mas foi um dos grandes defensores da competição.

Lateral Esquerdo - Giovanni van Bronckhorst (Holanda): Van Bronckhrost não teve um início de Copa muito feliz, mas cresceu durante a competição graças a sua experiência vasta no futebol. Aos 35 anos, o holandês mostra vitalidade para ir e voltar em campo, e além de ter no seu ponto forte a marcação, chegou a fazer um golaço na Copa do mundo com um chute potente de perna esquerda.

Dupla de volantes - Yasuhito Endo e Egídio Arevalo (Japão e Uruguai): Endo foi um dos principais jogadores da seleção japonesa que caiu na Copa nas oitavas, só nos pênaltis. Endo já é rodado em Copas e além de ser ótimo na marcação e na saída de bola, foi um dos mais destacáveis atletas em bola parada da competição, o que faltou durante toda a Copa. Já Arevalo, mesmo sendo o provável jogador menos badalado entre os onze titulares da seleção uruguaia, foi implacável na marcação durante toda a competição, e de longe foi o mais útil jogador de marcação da Copa.

Meio campo - Wesley Sneijder e Mesut Özil (Holanda e Alemanha): Sneijder talvez seja um dos remanescentes jogadores que fazem a função original de um camisa 10. Arma o jogo, chuta de longe, chega na área adversária, puxa contra ataques... É um dos melhores da Copa. Já Özil deu uma cara nova ao meio campo alemão. O que era um meio campo com um Ballack muito técnico, mas pouco dinâmico e efetivo, se transformou num rápido e imprevisível setor de armação com Özil.

Ataque: David Villa e Diego Forlán (Espanha e Uruguai): David Villa praticamente resolveu os jogos da Espanha até a semi-final, quando o time não se mostrou nem um pouco inspirado. Ou melhor, a inspiração do time todo tinha passado ao atacante, que caído pela esquerda fez estrago com a grande maioria dos adversários. Já Forlán é a qualidade técnica interligada a raça uruguaia, que fez com que a celeste voltasse ao hall das grandes seleções do mundo. Foi perfeito na armação de jogadas, e fez seus golaços de fora da área, e de bolas paradas.

E ai, concorda?

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Renascimento celeste

O que é esse Uruguai de hoje? Talvez seja uma surpresa, mas nem tanto.

O Uruguai de Andrade tio em 1930, e o Uruguai de Andrade sobrinho de 1950, deram ao um dos menores países da América do Sul o status de potência futebolística mundial. Potência essa que não via cor. O líder daquele Uruguai de trinta talvez seja o pioneiro de todos os esportistas negros tão bons que já surgiram para o esporte mundial.

Andrade jogava por paixão. Liderou a primeira seleção a ser campeã mundial de futebol. Era um negro entre 10 outros brancos aguerridos uruguaios. A 'Maravilha Negra como era chamado', além do título de 30, levou as olimpíadas de 24 e de 28, sendo um dos escritores do nome da 'Celeste Olímpica' pelo mundo. Jogava simplesmente pela paixão. Morreu só e pobre num asilo em Montevidéu, mas teve tempo de ver seu sobrinho escrever mais uma história...

Os de 30. Mascheroni, Nasazzi, Ballesteros, Fernandéz, Andrade e Gestido, esses em pé. Os agachados são Dorado, Scarone, Castro, Cea e Iriarte.

O Andrade de 50 não era técnico como o tio, mas tem a fama de, no Maracanazo, ter simplesmente anulado Zizinho, o jogador mais notável do Brasil. Depois disso, praticamente perdeu o estigma de sombra de seu tio para se transformar no 'Pérola Negra'. Depois de 50, ainda participou do mundial de 54 e venceu a Copa América em 56. Também terminou sua vida com humildade, tendo em seus últimos anos a profissão de porteiro.

Os de 50. Varela, Tejera, Gambetta, Matías Gonzalez, Máspoli, Rodríguez, Andrade, esses em pé. Agachados, o herói nacional Ghiggia, Júlio Perez, Miguez, Scchiafino e Morán.

Depois de baixíssimos, e de praticamente perder a marca de seleção gigante, o Uruguai em 2010, depois de 40 anos após uma boa campanha em copas, ensaia um retorno em grande estilo. Mas a verdade é que, mesmo sem o título, a seleção de Lugano, Muslera, Suarez, Abreu, Arevalo, Fucile, e sobretudo, de Forlán, já fez o que todos os uruguaios queriam e precisavam: Fizeram a temida Celeste Olímpica ser poderosa novamente.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Primórdios do Futebol Paulistano

No início não existia futebol Paulista, era só Paulistano mesmo. Apesar de equipes como Inter de Bebedouro e Associação Atlética Ponte Preta terem sido fundados muito cedo (A Ponte em 1900, e o Inter em 1906) essas equipes não faziam parte dos campeonatos estaduais no comecinho do século. Podemos chamar então os primeiros Campeonatos Paulistas de Campeonatos Paulistanos, ou até torneio municipal.

A verdade é que para uma cidade como São Paulo, que hoje conta com apenas 7 clubes no profissionalismo (Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Portuguesa, Juventus, Nacional e PAEC) o futebol amador caiu em certo desuso,e não tem a mesma força daquele praticado nos primórdios.

Vários campeões paulistas já nem existem mais.

Paulistano, o maior na época do amadorismo.

O Paulistano é até hoje o 5° maior clube em número de conquistas do Campeonato Paulista. Ao todo foram 11; O SPAC de Charles Miller possui 4 títulos, enquanto o A.A. das Palmeiras (Clube que inspirou a mudança do nome do Palestra Itália, e originou o São Paulo da Floresta, que posteriormente originou o SPFC de hoje) conta com 3 canecos, igualado a Portuguesa de Desportos; Além desses, o Germânia (Hoje Clube Pinheiros, não conta com Futebol Profissional) tem 2 títulos; o Internacional ('Irmão' do Inter de Porto Alegre. O nome dos dois foi dado pelo mesmo homem) tem 2; o Americano (Clube fundado em Santos, e extinto na Capital) tem 2; o São Bento (Nada a ver com o de Sorocaba) tem 2; e o São Paulo da Floresta (Não conta como o SPFC atual) tem 1.

SPAC, o São Paulo Athletic, um dois maiores clubes do início do século na cidade de São Paulo.

Fora essas equipes que em suas épocas eram consideradas grandes, várias outras saíram do amadorismo para tentar a sorte jogando o Paulistão. Times tradicionais no amadorismo, como o América, o Paissandú, o Ordem e Progresso, o Paulista, o República, o Sírio, e o Vicentino, tentaram dar voos mais altos, mas por pouco tempo planaram. Times-empresa também tentaram sorte, como o Sílex, o Santa Marina, o SP Alpargatas, o Antarctica, o Auto Audax, o Nitro Química entre outros.

Times que cresceram junto com as ferrovias fizeram sucesso principalmente no interior do estado, mas a capital também tem seu representante. O Nacional que até hoje mantém atividades, foi fundado como SPR, ou São Paulo Railway.

Associação Atlética das Palmeiras.

Mas o forte do futebol paulistano sempre foram as colônias. O exemplo mais notório é o Palmeiras, antigo Palestra Itália, que hoje é um dos maiores clubes das Américas e demonstra até hoje o que era a força da colônia italiana na cidade. Outros times carcamanos tentaram a sorte sem muito sucesso, como o Ruggerone e o Ítalo. Além deles, outro clube tradicionalíssimo da cidade baseado na colônia italiana é o Juventus, da Mooca, fundado como Cotonfício Rodolfo Crespi Futebol Clube.

Clube Atlético Juventus.

Times de outras colônias também já estiveram no Paulistão. A Portuguesa está ai até hoje, tendo participado de quase todas as edições do campeonato desde sua primeira inscrição em 20, só excetuando o ano de 37 onde não participou, além de uma participação na segunda divisão no ano de 2007. A colônia portuguesa também já foi representada pelo Lusitano Futebol Clube na década de 30, e teve no seu primeiro time o Sport Club Luzitano, que disputou o campeonato na década de 10 e é um dos times de origem da atual Portuguesa.

A colônia inglesa também investiu firme no futebol, em suas origens. O Corinthians, um dos maiores clubes do Brasil é inspirado no Corinthian-Casuals, time que excurcionou no país no início do século. Outros clubes de menor expressão representaram os ingleses no Paulistão, como o Britannia, e especificamente os escoceses, o Scottish Wanderers.

Além desses, a colônia Libanesa também teve um representante. O Libanês disputou o campeonato de 1935.

No começo também era comum os bairros mais tradicionais da cidade terem seus próprios clubes. O Barra Funda representou o bairro homônimo durante a temporada de de 27. O Campos Elíseos fez o mesmo um pouco antes, em 1914, 15 e 16. O bairro da Saúde teve no Estrela seu principal representante, de 1950 até 62, nas divisões de acesso. O bairro do Ypiranga teve o Ypiranga e o Independência. O Jardim América teve um representante com o mesmo nome em 35. A Lapa foi o bairro com mais representantes, ao todo 3: Alfa, Lapeaninho e União Lapa. A Mooca tem em sua vasta tradição o Parque da Móoca e o tradicional Juventus. O Minister representou o bairro de Santo Amaro, e além desses, o Tremembé teve um clube homônimo que disputou o torneio de 36.

Estrela da Saúde.

A vasta história do futebol Paulistano ainda prende a atenção dos mais românticos. O berço do futebol no país mostra que o futebol mudou muito. Antes, na era do amadorismo, bastavam algumas pessoas e um jogo de camisas e feito, o time estava pronto. Hoje em dia, na época do profissionalismo o futebol cresceu, ganhou asas, e é o esporte mais amado do país. De esporte elitisma, o futebol é hoje, o jogo do povo.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Histórias Ludopédicas: Bagunça Pré-FPF

FPF, Federação Paulista de Futebol. A Federação estadual de futebol com mais associados. Hoje o que é uma organizada instituição presidida por Marco Polo del Nero já foi uma desordem só, até porquê ela teve antecessores brigões. Vou contar a história...

No fim do século XIX, o futebol começava a ganhar ares importância na cidade de São Paulo. O primeiro Campeonato Paulista relatado ocorreu em 1899 pelas equipes do SPAC, Mackenzie College e Hans Nobiling, que foi o time homônomo deste alemão que posteriormente fundou o S.C. Germânia.

Com o surgimento de outras equipes voltadas para o futebol, é criada então a Liga Paulista de Foot-Ball, em 14 de dezembro de 1901. Os fundadores foram o SPAC, o S.C. Internacional, A.A Mackenzie College, S.C. Germânia, e C.A. Paulistano. Seu primeiro presidente foi Antonio Casemiro da Costa, que deu seu nome para a primeira taça a ser disputada no país. Em 1912, a LPF começa a sofrer concorrência. Neste ano houve uma cisão entre os dirigentes. Uns defendiam a popularização do esporte, enquanto outros queriam a manutenção de esporte para senhores de alta classe. O estádio oficial também foi motivo para discussão. A LPF preferia o Parque Antártica, enquanto o Paulistano defendia a utilização do Velódromo.

Nesse contexto, o Paulistano e a A.A. das Palmeiras, se retiram do campeonato, e o Paulistano cria a APSA, a Associação Paulista de Sports Atléticos. O primeiro campeonato da APSA é disputado por só três equipes: Paulistano, A.A. das Palmeiras e Mackenzie. Mas ano a ano, a liga vai ganhando adeptos e em 1917, a LPF é extinta. A APSA passa a se chamar APEA, Associação Paulista de Esportes Atléticos, apenas por questões gramaticais da época.

A APEA consegue reunir, finalmente, o primeiro 'Trio de Ferro' do estado: Paulistano, Palestra Itália e Corinthians. De 1917 a 1925, a APEA se consolida, e o futebol começa a adquirir sua característica atual. Em 1926, começam os debates sobre a profissionalização do esporte. Esse fator, somado à popularização do futebol, faz com que o Paulistano rompa novamente com uma federação que ajudou a fundar, desta vez com a APEA, para fundar a LAF, Liga dos Amadores de Futebol. Seguido pelos seus principais clubes do início do século, a LAF rivalizou com a APEA até 1929. Nesses quatro campeonatos ocorridos simultaneamente, o futebol cresce com a briga entre as duas. Equipes do interior são convidadas a disputar o certame, como Guarani, Ponte Preta, Comercial de Ribeirão Preto, Paulista de Jundiaí entre outras.

O primeiro Trio de Ferro.

Mas na verdade, a história ja tinha mudado, e o Paulistano continuava parado no tempo. Aquele futebol do início do século que prezava pelo elitismo e pelo amadorismo já não existia mais. Então, em 7 de janeiro de 1930 a LAF fecha as portas, e o Paulistano, grande clube da época, abandona o futebol melancolicamente. Em 1933, sob regência da APEA, ocorre a profissionalização do futebol em São Paulo.

Em 1934, havia no país uma disputa entre a CBD e a FBF (Federação Brasileira de Futebol) pelo comando do esporte. Apoiados pelo Vasco da Gama, e Botafogo do Rio, Palestra Itália e Corinthians se aliam a CBD e fundam a Liga Bandeirante de Futebol, em 10 de dezembro. A fim de apressar a pacificação do futebol no estado e admitir a entrada de novos clubes, em 11 de fevereiro de 1935, a denominação é mudada para Liga Paulista de Futebol, depois Liga de Futebol Paulista, e em 13 de agosto de 1937, finalmente, a denominação é mudada para Liga de Futebol do Estado de São Paulo.

Enfraquecida, a APEA organiza seu último campeonato em 1936 e desaparece em meados de 1938, assim como a FBF.

Os fundadores.

a LFP passa a ser a única entidade oficial de futebol do estado de São Paulo depois de cerca de 30 anos. Com a oficialização do esporte no país, que determinou a sua 'estandarização', em 22 de abril de 1941, houve uma nova mudança de nome. Surgia então a Federação Paulista de Futebol, que teve como fundadores o Palestra Itália (Hoje Palmeiras), Corinthians, São Paulo, Santos, Portuguesa de Desportos, Juventus, Espanha (Hoje Jabaquara de Santos), Comercial de São Paulo (extinto), Portuguesa Santista, Ypiranga (extinto) e SPR (Hoje Nacional). De lá pra cá, a FPF abriu as barreiras do interior com a criação da Lei do Acesso em 1947, e hoje, é a mais importante federação do Brasil e uma das mais modernas do mundo.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

São Bento - Tradição Interiorana

Não se pode falar do Esporte Clube São Bento de Sorocaba sem citar a cidade (No começo do século XX, ainda distrito) de Votorantim.

O futebol em Sorocaba foi se desenvolvendo em duas frentes. De um lado, o esporte foi trazido por alunos do Colégio Mackenzie da própria cidade de Sorocaba. Do outro lado, italianos de Votorantim, que fundaram o Savóia. Aliás, as principais referências do futebol sorocabano no ínicio do século XX dizem respeito ao Savóia. Outra equipe de destaque na época era o Sorocano, mas ambos praticavam o esporte no amadorismo.

Já em 1913, Sorocaba sofria com uma epidemia de febre amarela, que quase avassalou a cidade toda. Mas isso não impediu a fundação do Sorocaba Athetic Club, com a intenção de representar a cidade no futebol, já que na região, ela se desenvolvia cada vez mais.

Um ano depois em 14 de outubro 1914, o clube mudava seu nome para a atual denominação, Esporte Clube São Bento. A razão da mudança era que os primeiros jogos do clube eram realizados num campo que ficava atrás do mosteiro de São Bento. Isso explica a confusão que alguns fazem sobre a fundação do clube ser em 1913 ou 1914.

O time então se inscreve na Federação e passa a disputar os campeonatos do interior.

Em 1953, 40 anos depois de sua fundação, o Azulão se inscreve na segunda divisão de profissionais e passa a ser o primeiro representante da cidade na divisão de acesso. Acesso este que chega com o título de 1962.

Inicia-se então o período de glórias do time. Por mais de 25 anos o São Bento figura entre os principais clubes não só do interior, como do estado de São Paulo. Já no seu primeiro ano, o Bentão termina o campeonato num 4° lugar que honrou a cidade toda, desbancando grandes equipes do estado.

De lá pra cá, a equipe passou a ser referência de qualidade dos clubes do interior e ainda um dos maiores reveladores de craques para o futebol brasileiro. Na década de 90, o Falcão acaba caindo para segunda e terceira divisões do campeonato paulista. Nos anos 2000, o time sorocabano ainda conseguiu voltar a primeira divisão da competição, mas caiu novamente, e hoje tenta se reerguer e relembrar a todos sua força.

Por todos esses feitos, o São Bento de Sorocaba até hoje é considerado um dos principais clubes do interior paulista de toda a história do futebol do estado.

Futebol pragmático é premiado

A Suíça surpreendeu a milhões de aficcionados por futebol, no jogo contra a Espanha pela primeira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo da África do Sul. Surpresa, realmente?

A Suíça é reconhecidamente uma seleção que toma pouquíssimos gols, mas que peca na hora de atacar, e isso não é de hoje. Apesar de contar com grandes jogadores no comando de ataque como Blaise N'Kufo e Alexander Frei, e de ter em seus convocáveis meias armadores excelentes como Hakan Yakin e Tranquillo Barnetta, o time tem declaradas dificuldades na hora de atacar, e isso se deve ao esquema completamente defensivo da seleção vermelha.

A defesa surpreende, de tão boa. Além de contar com Senderos e Gritching, dois grandes zagueiros, ainda tem a disposição outro belo jogador da posição, Reto Ziegler. Além deles, os laterais são excelentes na marcação, como Behrami e Spycher. Já que o time joga com um 4-4-2 com duas linhas defensivas para bloquear a passagem do gol do excelente goleiro Benaglio, apenas Benjamin Huggel é volante de origem. Os outros três dessa linha são jogadores mais ofensivos, porém, que voltar para ajudar na marcação.

A Suíça ainda é favorecida por conta do futebol ter mudado muito. Esqueça toques maravilhosos, dribles inquietantes e jogadas de efeito. Hoje a prioridade é a marcação, e a Suíça aplica isso de uma forma excelente.

No jogo de hoje contra a Espanha, não foi diferente. Numa das poucas chances que a Suíça teve para abrir o marcador, não desperdiçou, mesmo que numa jogada estranha de Gelson Fernandes.

A dúvida é se realmente, o futebol não abre mais espaços para times que só pensam em atacar, e se agora o esporte é de quem preza para se defender e atacar na hora certa, como a seleção da Suíça fez.

domingo, 13 de junho de 2010

Palmeiras tem um técnico. Agora falta um time

Poucos dias depois de a torcida do Palmeiras renovar as esperanças quanto ao time com a chegada do ídolo Kléber, o Gladiador, outra bomba (Das boas) caiu sobre o Palestra. Trata-se da chegada de Luis Felipe Scolari, o Felipão, técnico bi-campeão da Libertadores, campeão da Copa do Brasil, do Brasileirão, e da Copa do Mundo pela seleção Brasileira, entre tantas outras conquistas.

O time que coleciona fracassos durante todo o ano de 2010 e na segunda metade de 2009 teve talvez, umas das maiores injeções de ânimo da história, com o retorno de dois ídolos.

Mas nem tudo é flores. O time ainda é limitado, e a diretoria corre atrás de reforços de peso durante a Copa do Mundo da África do Sul, e pensa em nomes como Deivid, Ernesto Farías, Riquelme, entre outros jogadores.

A obra ainda não está pronta, mas o alircerce já está colocado no seu devido lugar.

domingo, 23 de maio de 2010

Criticando Belluzzo: É para tanto?

Luiz Gonzaga Belluzzo, economista, natural de Bariri/SP, 67 anos, atual presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras e membro do clube simplesmente desde 1955.

Belluzzo assumiu o clube no começo de 2009 e pensou alto desde então. Manteve o técnico Luxemburgo, deu respaldo ao técnico para novas contratações e acertou a vinda de Keirrison, revelação e super valorizado atleta vindo do Coritiba, além de Armero da seleção Colombiana, Edmílson, penta campeão em 2002 pela seleção Brasileira, entre outras coisas.

O Palmeiras fez primeiros quatro meses ótimos em 2009. Liderou de cabo a rabo o Paulistão na fase da liga, mas se perdeu contra o Santos na semi-final. Depois disso, as críticas vindas de instituições que não citarei vieram de toda parte, mas não a ele. As críticas se concentravam em Keirrison, chamado de 'pipokeirrison' pelos torcedores maldosos.

Passado o episódio, o Palmeiras foi eliminado da Libertadores da América pela mediano Nacional do Uruguai ainda nas quartas de final, e a crise soou, mesmo que não muito alto no começo. Luxemburgo permaneceu no cargo até uma confusão com o mesmo Keirrison o tirar do cargo. Luxa mandou petardos em forma de palavras e críticas forte a Belluzzo, que fez apenas o que deveria fazer - Demitir um técnico que deixava o clima pesado na equipe, além de ter perdido dos títulos de forma bizonha em um período curto de tempo.

Belluzzo então, deixou por algumas rodadas o técnico interino Jorginho no cargo, e esse fez sucesso - Saiu sem perder, sendo marcante a goleada por 3x0 sobre o Corinthians, com tentos marcados por Obina. Nessas alturas, o nome de Muricy Ramalho, técnico tri campeão brasileiro que outrora tinha seu nome rodando o Palestra Itália já tinha perdido força, até que de repente o anúncio feito pelo Twitter atravessou fronteiras, declarando portanto o cartola que o técnico iria assumir o time.

Muricy não fez o que todos esperavam. Começou relativamente bem, mas num curto período de tempo viu o time se erguer com a chegada de Vágner Love e Robert, além da manutenção de grandes jogadores como Pierre, Cleiton Xavier e Diego Souza, na ocasião.

Mas nada é para sempre. O time comandado por Muricy abusava de jogadas aéreas, e os jogos do time estavam desastrosos. Obina e Maurício saíram no tapa e foram demitidos, deixando o plantel com menos opções. Cleiton Xavier e Pierre se machucaram na reta final do torneio, e Diego Souza caiu bruscamente de rendimento desde que voltou de um jogo pela seleção Brasileira e La Paz.

Resultado final: título nacional praticamente ganho jogado no lixo, e nem a vaga para a Libertadores assegurada. Fracasso.

Belluzzo entra 2010 com o time enfraquecido. Contrata bons jogadores como Márcio Araújo para a sequência do trabalho. Uma goleada por 5x1 sobre o Mogi Mirim na abertura do Paulista maqueia o que seria uma campanha lamentável. 11° lugar ao final da competição, já sem Muricy, e com Antônio Carlos contratado para o cargo.

Começa o Brasileirão, e o time não parece mostrar muita reação. Em duas rodadas, 4 pontos. Nada mal, se não tivéssemos visto as fracas partidas do time. O jogo contra o Vasco em São Januário era pior que uma partida da A3 paulista. Passes errados, poucas finalizações, trombadas ridículas... Pra completar, Robert e Zago teriam 'chegado as vias de fato' (Fato negado por ambos) durante a volta para São Paulo depois do jogo.

Mais um técnico assume, dessa vez Jorge Parraga, auxiliar técnico e comandante da boa campanha do Palmeiras 'B' nas divisões de acesso do Paulistão. Começa bem, com um sonoro 4x2 num Palestra Itália rumo a uma reforma de dois anos, contra o bom time do Grêmio. Boa despedida.

Agora no presente, cria-se um dilema parecido com o que aconteceu com Jorginho. Se Parraga for bem, é preciso um novo técnico? O penino na cabeça de Belluzzo hoje é bem pior que Muricy. Trata-se de Felipão, sonho da diretoria.

A Copa do mundo se aproxima, e Belluzzo terá um período bom para contratar reforços bons para a sequência do Brasileirão, e caberá ao então técnico montar uma boa equipe com o que tiver em mãos. Fala-se em Valdívia, Ronaldinho, Riquleme... Mas o mais provável seria mesmo um ponto de interrogação quanto as novas caras.

Vendo tudo isso, fica o questionamento: Será que Belluzzo merece mesmo todas essas críticas vindo de parte da imprensa e parte da torcida? Apesar do fracasso, a verdade tem de ser dita. Belluzzo trouxe jogadores em nível de seleção em sua gestão, como Edmílson e Vágner Love. Trouxe um técnico gabaritado como Muricy Ramalho. Manteve xodós da torcida no elenco como Pierre e Cleiton Xavier. Isso é ruim, por acaso?

Belluzzo teve é muito azar. Apesar de alguns deslizes inegáveis como as críticas duríssimas a Carlos Eugênio Simon em 2009 (Mesmo que justas, um cartola não deve se expor dessa maneira), e alguns discursos de um puro torcedor, como em um dia pouco antes de um jogo contra o São Paulo, Belluzzo fez tudo o que podia. Manteve a base, trouxe peças que qualquer time gostaria de ter. Deixará em sua gestão o Palestra Itália um brinco, digno de um estádio europeu.

Influências de torcedores que se dizem do Palmeiras, porém vão no estádio para fazer tudo menos torcer, falam mais alto. Torcedores que fizeram Edmílson e Vágner Love irem para outros lados, com medo da violência, por exemplo.

Quem olha as coisas com um mínimo de sensibilidade sabe que este homem não é o único culpado por tudo que um time grande como o Palmeiras vem passando. A culpa é nossa, de todos nós, palmeirenses. Nós estragamos, portanto somos nós que devemos fazer esforços para trazer de volta anos gloriosos para um clube tão amado.

sábado, 8 de maio de 2010

Começou o Brasileirão! Onde seu time chegará?

Começa hoje a competição mais importante do futebol nacional, o Campeonato Brasileiro, que reúne os 20 melhores times do país numa liga de dois turnos, totalizando 38 jogos.

Então desde seu começo as especulações começam, e você pode conferir aqui onde seu time chega nesse campeonato:

Atlético/GO: Apesar de muita gente achar que o time do Atlético Goianiense será o bônus da temporada por ter ficado muito tempo fora da elite do futebol nacional, está enganado. Geninho foi contratado como técnico e o time só melhorou. O elenco do time foi reforçado com jovens promessas que vêm se destacando gradualmente desde a temporada passada, como o zagueiro Welton Felipe e o lateral Thiago Feltri, ambos emprestados pelo xará mineiro. Além disso, o time contratou outros bons reforços para a disputa da competição como Rodrigo Tiuí e Ramalho, além de manter a 'espinha dorsal' do time a cerca de três anos, com Pituca, Róbston, Elias, Lindomar, Anaílson, Marcão, e Jairo, além do goleiro artilheiro Márcio. A experiência e a juventude é bem mesclada na equipe, que promete assombrar o time que ir enfrentá-lo calçando salto alto. Melhor que o rival regional Goiás, o time é.

Atlético/MG: Quando é que um time dirigido por Vanderlei Luxemburgo não é favorito ao título? O Atlético entra forte na disputa do campeonato, com um elenco entrosado, com jogadores que a torcida adora como Marques e Diego Tardelli, além do talismã Obina e da experiência de Ricardinho e Junior, ambos penta campeões pela seleção Brasileira. Fora isso, o time conta com um diretoria ousada que promete cumprir as exigências do temperamental e talentoso técnico. É candidato pelo ao menos a uma vaga na Libertadores, já que o bê-a-bá dos pontos corridos são cumpridos a risca pela equipe: Técnico experiente, elenco recheado, experiência de sobra e caixa suficientemente bom.

Atlético/PR: Dos três atléticos, o paranaense é o que mais irá sofrer. O furacão parece ter virado brisa. A diretoria não tem dinheiro para bancar um time bom e um estádio para a Copa de 2014 ao mesmo tempo. O técnico não expira muita confiança. O elenco conta com o ídolo Alex Mineiro que vem numa fase ruim, e além dele pouca coisa. Bons jogadores como Manoel, Rodolpho, Márcio Azevedo e Bruno Mineiro tentarão dar conta do recado, mas tudo isso é pouco. Ajudaria também se Paulo Baier jogasse mais e apitasse menos os jogos. Olhar pro banco e ver o argentino Toledo é triste. Enfim, a equipe terá chances de se reforçar durante a Copa do Mundo, mas a missão é espinhosa. Se não tomar cautelas o suficiente, é série B em 2011.

Avaí: O time da ressacada não é mais forte do que o que surpreendeu a muitos em 2009, mas é um time certinho. Tem o bom goleiro Zé Carlos, bons atacantes como o repatriado Vandinho e Paulo Roberto que rodou o país mesmo ainda jovem, além do que conta com Sávio que organiza bem o meio campo e é o homem das bolas paradas. Se a equipe não se superiorizar mais do que deve, ganha umas posições em relação ao ano passado e pode até beliscar uma vaguinha na Libertadores. Mas a verdade é que comer pelas beiradas é o mais propício no momento para o campeão catarinense.

Botafogo: O papai Joel sabe o que faz. O técnico que chega a ser lembrado por alguns apenas por ser o técnico folclórico que fala inglês acariocado, vez ou outra é esquecido pelo seu talento e quando tem oportunidades, come pela beiradinha títulos com seus times. Com o Botafogo não é diferente. Chegou num time desacreditado, formado basicamente de refugos de outros times, como Marcelo Cordeiro, Fábio Ferreira, Edno, Herrera, Somália, Renato Cajá, entre outros xodós da torcida como Leandro Guerreiro, Jefférson, além do nada craque, porém goleador e esforçadíssimo Sebastian Abreu, 'el Loco'. O Botafogo pode não ser candidato ao título, mas se o técnico resistir a propostas de fora, o elenco for mantido ao seu máximo possível, além da diretoria ter paciência com uma possível fase ruim do time, o Botafogo pode sonhar em beliscar uma vaguinha quem sabe para a Libertadores. A verdade é que a estrela solitária é o time que considero o mais imprevisível desse campeonato. Pode fazer uma grande campanha, ou ficar apenas numa zona do limbo tradicional dos últimos anos. É esperar pra ver.

Ceará: Um primeiro semestre irregular é o que credencia a volta do vovô para a série A do Brasileiro. a eliminação precoce da Copa do Brasil e a perda do título estadual frente ao rival Fortaleza, hoje na Série C, deixaram os torcedores meio na dúvida quanto ao desempenho do time na competição. Mas se por um lado os torcedores estão desconfiados, por outro existem boas notícias. O bom volante Heleno e o regular meia Alex Gaibu jogaram bem nos últimos tempos, além do jovem Misael dar trabalho a praticamente todas as zagas. Além disso, a volta do ídolo da torcida, o meia Geraldo, agradou a todos. O atleta ja chegou jogando a mesma bola redonda da época do Náutico e da primeira passagem pelo Ceará. Se está em falta um típico camisa 10 no Brasil, o Ceará tem um.

Corinthians: Time milionário, técnico competente, torcida apaixonada, salários em dia, caixa gordo... Tudo isso credencia o Corinthians a um belo campeonato Brasileiro, certo? Quem sabe. O time inegavelmente é bom. Roberto Carlos vem numa fase ótima e é cotado até para voltar a uma Copa do Mundo. Elias, Chicão, William, Felipe, Danilo, Iarley, Dentinho, Ralf, Jorge Henrique, Jucilei, Alessando, Moacir, Tcheco... Ufa! Qual time no Brasil tem tantas boas opções assim? Praticamente nenhum, Além do que Ronaldo mesmo fora de forma faz a perna dos zagueiros balançarem na sua frente. Tudo isso faz do Corinthians um favorito, mas o psicológico da equipe no momento, não é dos melhores. Grande parte da torcida pede a cabeça de Mano Menezes depois da eliminação na Libertadores, sonho da torcida. E com a comissão técnica trabalhando sob pressão, ninguém sabe ao certo o que pode acontecer. A campanha pode ser no máximo, mediana. O efeito Libertadores pode ser muito perigoso às vezes. Só olhar o Sport ano passado, que foi de sensação nacional a rebaixado em apenas 9 meses.

Cruzeiro: O Cruzeiro só não encabeça a maioria dos bolões do campeonato por ainda disputar a Libertadores e dar prioridade a ela. Como o calendário não ajuda muito, o Cruzeiro vai entrar pra valer na competição só quando a competição continental não estiver mais nos planos, seja por eliminação ou por simplesmente ter levado ela. O fato é que a raposa tem ma comissão técnica ótima, um elenco recheado de jogadores talentosos, uma base de dar inveja, dinheiro em caixa, planejamenoto ótimo... É sem dúvida, um dos favoritos, a menos que o efeito Libertadores o prejudique.

Flamengo: Seja onde for, a torcida empurra. Não existe 'jogar fora' para o time, pois sempre haverão torcedores empurrando o time em qualquer lugar. O time é bom, além de ter camisa e ser o atual campeão. Vem cheio de moral por ter passado mesmo que no sufoco pelo Corinthians na Libertadores, e a torcida tem fé que o time consiga atropelar seus desafios, mesmo que com problemas internos, sobretudo com Adriano, que ultimamente aparece mais no TV fama do que nos programas de esporte. Mesmo assim, a base do time do ano passado foi mantida com Léo Moura e Juan, Álvaro e Ronaldo Angelim, Maldonado, Petkovic (Mesmo que insatisfeito), e ainda acumula a chegada de Vágner Love que vem resolvendo para o time até quando der. É candidato a ir longe denovo.

Fluminense: O Fluminense entra no torneio depois de uma demissão no mínimo estranha de Cuca. A ingratidão reinou nas Laranjeiras e o técnico que salvou o Flu da série B foi dispensado, e trocado pelo retranqueiro, porém vencedor, Muricy Ramalho. Jogadores que desiquilibram, como Conca e Fred, foram mantidos. Além deles, o time ainda conta com Gum, o zagueiro artilheiro que costuma cometer erros, mas compensá-los com gols. Ainda conta com a promessa Wellington Silva, com o esforçado Adeílson, além de bons nomes domo Diogo e André Lima. Talvez brigue por Libertadores, mas definir algo sobre o Fluminense nos últimos anos vem sendo cada vez mais difícil.

Goiás: O time fez um fraco campeonato estadual e agora tenta juntar os cacos e ir com tudo pra competição nacional com um novo técnico. Émerson Leão é um especialista em treinar times limitados, e com o Goiás não será diferente. O time conta con vários jogadores cedidos pelo Palmeiras, como Daniel Lovinho, Deyvid Sacconi e Wendel, todos preteridos pela torcida paulistana. Além deles, bons jogadores porém jovens demais deverão tentar dar conta do recado, como Rafael Tolói e Rithelly. Missão difícil pro esmeraldinho, que perdeu Fernandão, seu principal jogador.

Grêmio: Um dos times mais cotados para disputar o título nacional. Semifinalista da Copa do Brasil, o time de Silas joga um futebol organizado, e se destaca com sua boa dupla de ataque, Borges e Jonas. Além deles, o time conta com Vítor, goleiro de seleção, e uma torcida apaixonada e fanática que lota o Olímipico quando o time vive boas fases. O fato é que o tricolor gaúcho vai firme pra disputar o título.

Grêmio Prudente: Mesmo com um time modesto e com caras conhecidas apenas por quem acompanha assiduamente o futebol, o Prudente deixou o trio de ferro pra trás no Paulistão e deve entrar do mesmo jeito no Brasileirão. O Ex-Barueri, é um dos times mais organizados e promissores do país, e a cidade de Presidente Prudente acolheu tão bem a equipe que agora o time tem até torcida nos jogos. Toninho Cecílio chegou como técnico e melhorou o desempenho da equipe consideravelmente, ajudado por destaques como Flavinho, Henrique Dias, Tadeu, Araújo e o experiente Paulo César. Longe de brigar por títulos, mas é um time aguerrido que poderá tirar pontos importantes de times grandes.

Guarani: O time mais bipolar do Brasil coleciona fracassos em âmbito regional e conquistas importantes nacionalmente. O elenco foi reforçado consideravelmente para a disputa do Brasileirão a começar pelo banco. Vágner Mancini com passagens pelo Vasco, Santos e Vitória assume o comando técnico da equipe, e será ajudado por caras conhecidas como o lateral direito Rodrigo Heffner, o lateral esquerdo Fabiano, o zagueiro Fabão, os volantes Renan e Léo Mineiro, o meia Válter Minhoca e os atacantes Mazola e Roger. Inclusive Roger polemizou ao aceitar a proposta do bugre, pois é revelação e xodó da rival Ponte Preta. Pra quem viu o fracasso da equipe na A2, equivalente a série B do paulistão, pode esquecer aquele time, pois ele está praticamente reformulado com excessão de remanescentes da campanha do acesso a série A em 2009, como Douglas e Ricardo Xavier. Porém mesmo com os reforços, o time ainda é limitado e falta banco. É esperar pra ver.

Internacional: O Inter conta com um bom elenco, mas não vive uma fase áurea. Há muito torcedor pedindo a cabeça de Fossati, mesmo que esse tenha classificado o time para as quartas da Libertadores. Fora esse probleminha, existem outras crises como o afastamento do time titular de Edu e Taison, além das críticas a Abbondanzieri que chegou, e ainda não caiu nas graças de todos. O Inter tem elenco pra buscar algo, mas não acredito que possa levar o título com muita facilidade. O rival Grêmio tem mais chances.

Palmeiras: Situação complicada para o alviverde. O time hoje é um dos menos vazados do Brasil, e é difícil fazer gol na equipe. O problema é o ataque. Robert e Éwerthon são esforçados, mas Robert num time bom seria um ótima opção pro banco, apenas, e Éwerthon não tem o faro de gol de um centroavante, já que é um jogador mais de lado de campo. Essa mescla de tomar poucos gols e fazer poucos, fazem os jogos dos Palmeiras os mais terríveis da atualidade. Jogos fracos tecnicamente fazem a torcida debandar do estádio, já desacreditada depois de vários fracassos depois do Paulistão de 2008. Só nesse período foram duas eliminações na Sulamericana, uma na Libertadores, dois brasileiros jogados no lixo, além de um fracasso no paulistão e o mais recente, a eliminação na Copa do Brasil depois de 4 pênaltis horrivelmente batidos. Está longe de ter um time para cair, mas a fase não é boa. Talentos como o inquestionável Marcos, os meias Lincoln e Cleiton Xavier, o lateral Vitor, os volantes Pierre e Marcos Assunção, e o zagueiro Danilo fazem as pessoas verem uma qualidade transviada. A diretoria já prometeu reforços para o técnico Antônio Carlos para durante o recesso da Copa do Mundo, o que faz a torcida ter que esperar até pelo ao menos o meio de Julho pra ver a equipe estreiar pra valer.

Santos: Apresentado por muitos como o maior candidato ao título nacional desse ano. O Santos anda dando a bola e não merecia ganhar um título paulista contestado como ganhou, mas ergueu o 18° troféu paulista. É também semifinalista da Copa do Brasil e tentará a tríplice coroa esse ano com seus maiores trunfos, Neymar, Ganso e Robinho, além do técnico do momento, Dorival Jr. Se a molecada não se perder no meio de tanto sucesso, ou se não houver um possível desmanche, o time é sério candidato ao tri.

São Paulo: O time do Morumbi contrata sem olhar muito para agradar sua torcida. Leco e Juvenal vão as compras em todo fim de competição, e costumam trazer caminhões de jogadores, todos com prazo de validade curto. Foi assim com Léo Lima e Marcelinho Paraíba por exemplo. O time tem uma base excelente que revela possíveis craques como Sérgio Mota e Henrique, mas o clube contrata tanto que eles se ofuscam. Mazola até vem sendo emprestado por isso. Além disso, o elenco está inchado e cheio de jogadores caros que não renderam. Cléber Santana chegou para ser o maestro e quase não foi utilizado. Carlinhos Paraíba chegou e pouco jogou, mesmo tendo características que se encaixam no atual sistema do time. No fim, Ricardo Gomes vem utilizando praticamente o mesmo time que terminou a temporada passada, e as novas (E caras) contratações pouco vem sendo utilizadas, em relação aos seus valores. Dagoberto e Marlos são caras velhas que vêm jogando. Além disso, o time vive crises de seus jogadores que querem jogar a qualquer custo. O problema é que o São Paulo só pode por 11 em campo. Washington é o que mais reclama do banco, e agora com a chegada de Fernandão, o a situação pode complicar mais ainda em relação ao ego dos jogadores. É a prova que só o dinheiro não resolve. O time como sempre deve brigar por algo, mas isso se seus jogadores egocêntricos ajudarem.

Vasco da Gama: O Vasco é um caso difícil como todos os outros cariocas na competição. O elenco é bom, e a base que ganhou a série B foi mantida e reforçada. Mas fracassos durante o carioca fizeram o time mudar a comissão técnica e o projeto começar tudo de novo. Élton que foi excelente ano passado caiu de produção drásticamente, o que fez a diretoria a correr atrás de Nunes, destaque do Santo André no Paulistão. Dodô brilha em alguns jogos e nem toca na bola em outros. Carlos Alberto ainda é o diferencial da equipe, que contará com ele para fazer uma boa campanha no Brasileirão e tentar retomar a rota de títulos e o rótulo de gigante temido dos anos 90.

Vitória: Desde que voltou a série A, o Vitória colecionou campanhas dignas, porém foscas. Esse ano o Vitória tentará enfim brigar pro algo a mais no Brasileirão, mas isso dependerá de seu desempenho na Copa do Brasil. O time está na semifinal da competição e tentará ganhar o título. Se conseguir a conquista, se manter na série A e montar um time para a Libertadores do ano que vem será a meta da equipe. Caso cair na competição, o Vitória apostará suas fichas em Renato, Neto Berola, o incansável Vanderson e o bom goleiro Viafara para fazer mais uma campanha decente na competição nacional.

Que vença o melhor!