quarta-feira, 30 de junho de 2010

Te achei! - Daniela Aedo

Várias e várias atrizes mirins foram destaque na infância de muita gente aqui no Brasil, mesmo sendo mexicanas, graças ao SBT que investiu pesado em programação mexicana ao longo de sua história.

Uma dessas atrizes foi Daniela Aedo. Protagonista da novelinha 'Carita de Angel', Aqui no Brasil, 'Carinha de Anjo', além de outras novelinhas como 'Viva los niños - Carussel 2' ficou meio sumida das telas durante um tempo. Mas em 2009 ela voltou a atuar já próxima dos seus 15 anos de idade, bem mais madura e desenvolvida.

E o que era assim...


...Ficou assim.


E então, o tempo fez bem a moça?

terça-feira, 29 de junho de 2010

Entrevista Dust - Diogo Brandão

(Vai ai agora um projeto completamente novo e inusitado pro blog, entrevistas! E desde já agradeço ao nosso primeiro convidado, o ator e músico Diogo Brandão, por ter sido tão solicito. Ai vai:)


Diogo Brandão (Do cabelo macarrãozinho) é ator e cantor, atualmente em cartaz com a peça 'Dona Flor e seus dois maridos', e segue com o Benflos, sua banda de longa data. Segue o papo:

The Dust: E aí Diogo, tudo bem?

Diogo Brandão:
Tudo tranqüilo meu querido Danilo. (Tenho um primo de Taubaté com o mesmo nome).

TD: Já vem desde pequeno esse dom de conseguir prender a atenção das pessoas?

DB: Cara, eu acho que não. Quando era molecote eu queria ser desenhista. Era tímido com pessoas novas e nem pensava em música e atuação. Minha mãe era dançarina contemporânea e atriz e meu pai ator e músico. Acho que consegui prender a atenção dos meus pais com as estripulias em casa, muito mais do que com as outras pessoas.

TD: Começou a aparecer pro pessoal cantando ou atuando? Qual foi sua primeira aparição pública fazendo algo parecido que seja?

DB: O ator veio antes. Fiz teatro pela primeira vez na Escola Senador Corrêa e o professor era o Márcio trigo, hoje diretor do Casseta e Planeta se não me engano. Eu tinha 11 anos. O primeiro curso de teatro fora da escola foi na Casa da Gávea, na sala “Chiquinho Brandão” (sala que homenageia meu pai no nome). Depois do curso montamos uma peça, essas coisas... Antes de tudo isso, via meus pais atuando. A primeira vez que subi num palco como vocalista de banda, foi num festival de rock num clube no Jardim Botânico chamado “Clube Carioca” devia ter por volta de 17 anos. Muito tempo depois, descobri que foi naquele mesmo lugar que o Chico Buarque estreou. Ter isso em comum com o mestre é algo que me deixa deveras orgulhoso.

TD: Como começou o Rockz e o Benflos?

DB: A Benflos é bem mais antiga. Ela começou como primeira banda da galera. O Daniel que hoje é um renomado baixista de rock (já tocou com o Lobão, Jr Tolstoi e muitos outros) pegou num baixo pela primeira vez pra tocar na Benflos. Eu só conheci o pessoal da banda muito tempo depois quando eu trabalhava num estúdio que não existe mais. O lendário Groove. (Foi lá que nasceu o Planet hemp. Reza a lenda que foi lá também que o Falcão d’O Rappa fez teste pra ser o vocalista). A Benflos ensaiava no Groove, eu trabalhava lá e achava a banda boa. Como não tinha vocalista, eu escrevi uma letra pra uma música deles e mostrei no final do ensaio. Acabei entrando na cara-de-pau. A Rockz era um projeto do Pedro Garcia (ex-Planet Hemp e Cabeça) e do Nobru Pederneiras (ex-cabeça também). O Daniel e o Muzak foram convidados por eles pra entrar e eu já tocava com o Daniel na Benflos. O Pedrinho eu conhecia por intermédio do meu primo que foi roadie do Planet. Aí acabou rolando...

TD: Na TV com o Rockz, se me lembro bem, a primeira aparição foi no Gordo Freak Show da MTV, certo? Mais alguma aparição marcante na TV ou em rádios?

DB: Certo! Depois do Gordo, rolou Banda Antes, Jornal da MTV ao vivo, Jornal da MTV na praia e outras coisas. Um momento marcante pra mim foi o nosso show no Canecão. Sonho de muita gente que trabalha com música, né não?

TD: Ainda mantém trabalhos mesmo que paralelos com alguma das bandas?

DB: A Benflos ta aí. Dia 25 de agosto tem show na Casa da Gávea, na sala Chiquinho Brandão. Momento mais do que especial pra mim! Vai rolar até DVDzin... Essa é a chance de conhecer a banda!

TD: E essa inversão da música pra atuação?

DB: As duas coisas estão interligadas sempre. Estou em cartaz com uma peça onde tenho que tocar violão, caixa-clara, pandeiro, cantar e atuar. Acho que vou fazer as duas coisas (músicar e atuar) pro resto da vida. (To querendo).

TD: Atuar ao lado de atores consagrados ajuda a crescer profissionalmente, ou o negócio é ir por si mesmo?

DB: Claro que ajuda. Além de aprender muito com todos eles, o mercado te vê com outros olhos. Até já escutei ao negociar um cachê: “É, você já trabalhou com o Diogo Vilela... Não vou conseguir te pagar menos que isso...”

TD: Tem projetos futuros de voltar a música, ou o negócio é atuar apenas, por enquanto?

DB: Música sempre! Tem um lance novo aí, mas é segredo ainda. Por hora: show da Benflos dia 25 de agosto na Casa da Gávea!!!

TD: Valeu Diogo... Quer fazer um Jabá básico?


DB: Em cartaz com “Dona Flor e seus dois maridos” com Marcelo Farias, Fernanda Paes Leme e grande elenco (eu no meio) rodando o Brasil. Pra saber da agenda: www.donafloreseusdoismaridos.com.br

Ano que vem tem o novo filme do Arnaldo Jabor nos cinemas: “A suprema felicidade” e eu to lá atuando.

Todo carnaval tem o Bloco do Kazoo. To lá na bagunça.

Quem quiser me achar, tô no Orkut e facebook: Diogo Brandão

Valeu Danilo, grande abráx!!!

Histórias Ludopédicas: Bagunça Pré-FPF

FPF, Federação Paulista de Futebol. A Federação estadual de futebol com mais associados. Hoje o que é uma organizada instituição presidida por Marco Polo del Nero já foi uma desordem só, até porquê ela teve antecessores brigões. Vou contar a história...

No fim do século XIX, o futebol começava a ganhar ares importância na cidade de São Paulo. O primeiro Campeonato Paulista relatado ocorreu em 1899 pelas equipes do SPAC, Mackenzie College e Hans Nobiling, que foi o time homônomo deste alemão que posteriormente fundou o S.C. Germânia.

Com o surgimento de outras equipes voltadas para o futebol, é criada então a Liga Paulista de Foot-Ball, em 14 de dezembro de 1901. Os fundadores foram o SPAC, o S.C. Internacional, A.A Mackenzie College, S.C. Germânia, e C.A. Paulistano. Seu primeiro presidente foi Antonio Casemiro da Costa, que deu seu nome para a primeira taça a ser disputada no país. Em 1912, a LPF começa a sofrer concorrência. Neste ano houve uma cisão entre os dirigentes. Uns defendiam a popularização do esporte, enquanto outros queriam a manutenção de esporte para senhores de alta classe. O estádio oficial também foi motivo para discussão. A LPF preferia o Parque Antártica, enquanto o Paulistano defendia a utilização do Velódromo.

Nesse contexto, o Paulistano e a A.A. das Palmeiras, se retiram do campeonato, e o Paulistano cria a APSA, a Associação Paulista de Sports Atléticos. O primeiro campeonato da APSA é disputado por só três equipes: Paulistano, A.A. das Palmeiras e Mackenzie. Mas ano a ano, a liga vai ganhando adeptos e em 1917, a LPF é extinta. A APSA passa a se chamar APEA, Associação Paulista de Esportes Atléticos, apenas por questões gramaticais da época.

A APEA consegue reunir, finalmente, o primeiro 'Trio de Ferro' do estado: Paulistano, Palestra Itália e Corinthians. De 1917 a 1925, a APEA se consolida, e o futebol começa a adquirir sua característica atual. Em 1926, começam os debates sobre a profissionalização do esporte. Esse fator, somado à popularização do futebol, faz com que o Paulistano rompa novamente com uma federação que ajudou a fundar, desta vez com a APEA, para fundar a LAF, Liga dos Amadores de Futebol. Seguido pelos seus principais clubes do início do século, a LAF rivalizou com a APEA até 1929. Nesses quatro campeonatos ocorridos simultaneamente, o futebol cresce com a briga entre as duas. Equipes do interior são convidadas a disputar o certame, como Guarani, Ponte Preta, Comercial de Ribeirão Preto, Paulista de Jundiaí entre outras.

O primeiro Trio de Ferro.

Mas na verdade, a história ja tinha mudado, e o Paulistano continuava parado no tempo. Aquele futebol do início do século que prezava pelo elitismo e pelo amadorismo já não existia mais. Então, em 7 de janeiro de 1930 a LAF fecha as portas, e o Paulistano, grande clube da época, abandona o futebol melancolicamente. Em 1933, sob regência da APEA, ocorre a profissionalização do futebol em São Paulo.

Em 1934, havia no país uma disputa entre a CBD e a FBF (Federação Brasileira de Futebol) pelo comando do esporte. Apoiados pelo Vasco da Gama, e Botafogo do Rio, Palestra Itália e Corinthians se aliam a CBD e fundam a Liga Bandeirante de Futebol, em 10 de dezembro. A fim de apressar a pacificação do futebol no estado e admitir a entrada de novos clubes, em 11 de fevereiro de 1935, a denominação é mudada para Liga Paulista de Futebol, depois Liga de Futebol Paulista, e em 13 de agosto de 1937, finalmente, a denominação é mudada para Liga de Futebol do Estado de São Paulo.

Enfraquecida, a APEA organiza seu último campeonato em 1936 e desaparece em meados de 1938, assim como a FBF.

Os fundadores.

a LFP passa a ser a única entidade oficial de futebol do estado de São Paulo depois de cerca de 30 anos. Com a oficialização do esporte no país, que determinou a sua 'estandarização', em 22 de abril de 1941, houve uma nova mudança de nome. Surgia então a Federação Paulista de Futebol, que teve como fundadores o Palestra Itália (Hoje Palmeiras), Corinthians, São Paulo, Santos, Portuguesa de Desportos, Juventus, Espanha (Hoje Jabaquara de Santos), Comercial de São Paulo (extinto), Portuguesa Santista, Ypiranga (extinto) e SPR (Hoje Nacional). De lá pra cá, a FPF abriu as barreiras do interior com a criação da Lei do Acesso em 1947, e hoje, é a mais importante federação do Brasil e uma das mais modernas do mundo.

domingo, 27 de junho de 2010

Mude sua cara

Achei um site sensacional esses dias e vou compartilhar com vocês. É o http://www.faceofthefuture.org.uk/ onde o uso é muito simples e não exige quase nada de sua máquina, só precisando do Java atualizado.

O site consiste em simular como seria seu rosto, dependendo do lugar do mundo onde você nasceu, sua aparência em determinada idade, e até mesmo como você seria se retratado em uma obra de arte, ou quando está bêbado, e explorando sua aparência se você fosse um humanóide próximo a um macaco.

Basta definir sua etnia (Parte mais importante. Se você for branco e se definir como negro, provavelmente a montagem ficará clara demais, ou se você for negro e se definir como branco, sairá uma montagem escura demais), sua idade atual, carregar sua foto, recortar seu rosto e determinar a posição de seus olhos e boca. Carreguei uma foto minha e fiz a experiência:

Foto original

Da foto original, saíram como eu seria se ainda fosse um bebê, uma criança, um adolescente e um senhor de idade (Clique para ampliar):


Em seguida, minha aparência se fosse negro, asiático ou árabe/indiano:

Agora, meu rosto se retratado por artistas como Modigliani, Botticelli e Doménikos Theotokópoulos, mais conhecido como El Greco:

É também disponível modos mais despojados, como o homem-macaco, rosto em mangá e rosto embriagado:

O mais legal é que os resultados de rosto para rosto são bem diferentes. Fiz uns testes com o Zulu, nosso parceiro:

Como criança, idoso, branco e metade macaco.

Vale a pena fazer testes e se divertir vendo os resultados.

Pequenos Gigantes - Filiais Cariocas (5 de 5)

No último artigo da série sobre as equipes que com atos mínimos ajudaram a escrever a história do futebol paulista, nada mais justo que homenagear nossos vizinhos cariocas, que têm um futebol tão tradicional quanto o paulista.

Pois bem. Na várzea paulistana existiam dois grandes times na década de 20. Nada menos que o União Fluminense e o União Vasco da Gama. Lembrando que o Rio na época era capital do país, fica fácil de entender a influência que a cidade exercia sobre o restante do país.

O Fluminense e o Vasco, duas das maiores e mais tradicionais equipes brasileiras, já inspiraram agremiações paulistanas.

Mas as duas equipes, que tantos anos jogaram na várzea, e depois na segunda divisão da APEA, uma federação paralela paulistana, nunca conseguiram chegar a divisão de elite. O União Fluminense por exemplo foi bicampeão da segunda divisão em 1919 e 1920, mas não foi aceito entre os grandes, já que a lei do acesso ainda não vigorava.

Pequenos Gigantes - Profissionais amadores (4 de 5)

Várias foram as equipes que marcaram época na fase amadora do nosso futebol. Mesmo alguns times de menor renomada no profissionalismo, tiveram grande destaque nessa fase.

Clubes como Altinópolis, Avareense e Floresta de Amparo, nunca vingaram no profissionalismo, mas chegaram a vencer vários torneios amadores. Da mesma forma, existiram alguns clubes que mesmo sem nunca terem se profissionalizado, fizeram história no futebol do interior, como o Cinelândia de Santa Rita do Passa Quatro ou a A. A. Mocoembu de Dois Corregos.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Pequenos Gigantes - Caipira Forasteiro (3 de 5)

A Associação Atlética Caldense de Poços de Caldas, Minas Gerais, quase disputou o campeonato Paulista. A proposta apareceu em 1951, quando o time, que já era tradicional em amistosos, resolveu disputar um campeonato oficial.

Na verdade, dois fatores pesaram e muito para que isso não se concretizasse. Em primeiro lugar, não havia um campeonato oficial para times do interior de Minas, e em segundo lugar, Poços de Caldas recebia influência em grandes remessas do estado de São Paulo.

A Caldense chegou a se inscrever no campeonato, mas a pedido da federação mineira, a CBF (na época CBD) interviu na inscrição e proibiu a equipe de jogar o Campeonato Paulista.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Pequenos Gigantes - O time pizzaria (2 de 5)

No final da década de 20, com a cisão das ligas e a criação da LAF (Uma das antecessoras da FPF) em 1926, o futebol paulistano vivia em polvorosa. Cada liga queria trazer para si o maior número de equipes para a disputa de seu torneio, para ficar cada vez mais prestigiada. Com essa verdadeira 'guerra', o futebol foi amadurendo e criando rivalidades. Campeonatos do interior começaram a ser bem melhores organizados e surgiram divisões classistas e a segunda divisão paulista.

Em 1928 e 1929, duas equipes que rivalizavam se alternavam na liderança desses novos campeonatos: Castellões e Colombo. Ambos haviam nascido da várzea e então começavam a dar mais valor ao esporte, levando o futebol mais a sério.

Mas se no campo existia rivalidade, fora dele reinava a paz e a amizade. A cada final de jogo, sem importar muito o resultado, os atletas do Castellões iam comemorar numa cantina do tradicional bairro do Brás, inclusive tendo em algumas ocasiões a companhia de seus adversários do Colombo. Essas comemorações e confraternizações ficaram tão frequentes que posteriormente a cantina foi rebatizada de Castellões.

Até os dias de hoje, belos exemplares de diversos sabores de pizzas podem ser degustados neste que é um dos mais tradicionais restaurantes da cidade de São Paulo.

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quarta-feira, 16 de junho de 2010

São Bento - Tradição Interiorana

Não se pode falar do Esporte Clube São Bento de Sorocaba sem citar a cidade (No começo do século XX, ainda distrito) de Votorantim.

O futebol em Sorocaba foi se desenvolvendo em duas frentes. De um lado, o esporte foi trazido por alunos do Colégio Mackenzie da própria cidade de Sorocaba. Do outro lado, italianos de Votorantim, que fundaram o Savóia. Aliás, as principais referências do futebol sorocabano no ínicio do século XX dizem respeito ao Savóia. Outra equipe de destaque na época era o Sorocano, mas ambos praticavam o esporte no amadorismo.

Já em 1913, Sorocaba sofria com uma epidemia de febre amarela, que quase avassalou a cidade toda. Mas isso não impediu a fundação do Sorocaba Athetic Club, com a intenção de representar a cidade no futebol, já que na região, ela se desenvolvia cada vez mais.

Um ano depois em 14 de outubro 1914, o clube mudava seu nome para a atual denominação, Esporte Clube São Bento. A razão da mudança era que os primeiros jogos do clube eram realizados num campo que ficava atrás do mosteiro de São Bento. Isso explica a confusão que alguns fazem sobre a fundação do clube ser em 1913 ou 1914.

O time então se inscreve na Federação e passa a disputar os campeonatos do interior.

Em 1953, 40 anos depois de sua fundação, o Azulão se inscreve na segunda divisão de profissionais e passa a ser o primeiro representante da cidade na divisão de acesso. Acesso este que chega com o título de 1962.

Inicia-se então o período de glórias do time. Por mais de 25 anos o São Bento figura entre os principais clubes não só do interior, como do estado de São Paulo. Já no seu primeiro ano, o Bentão termina o campeonato num 4° lugar que honrou a cidade toda, desbancando grandes equipes do estado.

De lá pra cá, a equipe passou a ser referência de qualidade dos clubes do interior e ainda um dos maiores reveladores de craques para o futebol brasileiro. Na década de 90, o Falcão acaba caindo para segunda e terceira divisões do campeonato paulista. Nos anos 2000, o time sorocabano ainda conseguiu voltar a primeira divisão da competição, mas caiu novamente, e hoje tenta se reerguer e relembrar a todos sua força.

Por todos esses feitos, o São Bento de Sorocaba até hoje é considerado um dos principais clubes do interior paulista de toda a história do futebol do estado.