terça-feira, 6 de julho de 2010

Entrevista Dust - Michel Serdan

Tivemos a honra de poder entrevistar Michel Serdan, um dos pioneiros da luta livre no Brasil. Tudo o que você precisa saber, ele conta nessa conversa.


The Dust: Oi Michel, tudo bem? A princípio, qual sua formação inicial na luta?

Michel Serdan: Comecei em lutas num seminário, fazendo judô, que treinei durante 10 anos.

TD: E como começou a luta livre na sua carreira?

MS:
Certa vez encontrei um argentino, num torneio de braço de ferro. Seu nome era Gran Caruso e ele me perguntou se eu ganhava dinheiro com o judô e com o jiu jitsu, que também já praticava - respondi que não! Ele então me deu o endereço de uma academia, na praça das Bandeiras, onde treinavam varios profissionais. No outro dia estava lá, e nunca mais parei.

TD: Seus maiores rivais talvez tenham sido o Belo e o Mozart. Existem mais alguns?

MS:
Meus rivais mais recentes foram Mozart e o Pit Bull. Antigamente, na fase da TV Record foram Aquiles e o Belo. Tive vários, ainda mais antigos. Naquela época eu era do mal e minha bronca era contra os bonzinhos tipo o Ted Boy (Marino), Bala de Prata e outros.

TD:
A época dos Gigantes do Ringue foi sensacional. Eu Danilo, pessoalmente, tive a experiência de assistir algumas lutas no Ginásio 7 de Setembro... Existe talvez, uma falta de apoio de patrocinadores para o programa alavancar com sucesso novamente?

MS: Pois é Danilo! A época do 7 de setembro foi realmente boa. Tinhamos muitos patrocinadores. Com a venda da Record para a igreja Universal tivemos que parar... Hoje o que falta realmente são os patrocinadores e uma TV aberta.

TD:
E como surgiu a ideia do WWE no Brasil?

MS:
Consegui apresentar um projeto do GDR-BRASIL para o Sílvio Santos. Só que ele pediu para que falasse com um chileno encarregado de novos projetos que me comunicou que já tinha assinado com a WWE, e então me contratou. Quando os gringos viessem para excursionar no Brasil, iriam precisar da estrutura do GDR-BRASIL. Iríamos fazer também um reality show com lutadores brasileiros de onde sairiam 2 vencedores que seriam contratados pela WWE. Só que o Ministério Público tirou do ar pela violência no horário... Acabou-se tudo. Mas ainda mantenho um bom relacionamento com a WWE. Com o Shane McMahon, que não está mais na empresa.

TD:
Você chegou a conhecer figuras marcantes do WWE, certo? Eles são carrancudos mesmo, ou fora do ringue o clima amigável é o que predomina?

MS: Conheci quase todos os lutadores, que me receberam muito bem e o clima é muito bom. Não são inimigos, são adversários.

TD: A dupla Michel Serdan e Jarbas Duarte talvez seja a mais lembrada do Brasil, quando se fala em narração de lutas. Existe o reconhecimento?

MS: Existe a lembrança, pois a entrada da WWE aqui no Brasil foi muito forte, e até porque eu e o Jarbas Duarte fomos os primeiros a narrar em português. Marcou bastante.

TD: Quais são seus projetos atuais, envolvendo publicidade, lutas, ou qualquer outra coisa?

MS:
Meu projeto principal é entrar com o GDR-BRASIL numa TV aberta. Por enquanto vamos ficando na Rede NGT aos domingos, às 22:00 horas. Se sair uma TV aberta e conseguirmos firmar e dar audiência, o próximo passo é trazer de novo a WWE que é minha segunda paixão. Como disse antes, estamos na NGT, sou contratado para a publicidade do energético "Gladiator" da Coca-Cola, que veicula no Pânico e estamos á disposição dos promotores de eventos com nosso show.


TD: Muito obrigado pela entrevista, Michel! Quer deixar algum recado ou fazer um anúncio rápido?

MS: Para encerrar - Quem quiser praticar a luta livre, se tiver acima de 1,75m de altura com nínimo de 80kg, o corpo bem trabalhado e se for maior de 18 anos, é só entrar em contato para fazer um teste, se for aprovado, bancaremos os treinamentos. Um abraço a todos.

(O contato de Michel Serdan pode ser feito pelo endereço de e-mail: michelserdan@ig.com.br, ou pelos telefones
(11)2607-6048, (11)2607-6411 e celulares 7979-4113 e 8633-1295. Mais informações no site http://www.michelserdan.com.br/).

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Renascimento celeste

O que é esse Uruguai de hoje? Talvez seja uma surpresa, mas nem tanto.

O Uruguai de Andrade tio em 1930, e o Uruguai de Andrade sobrinho de 1950, deram ao um dos menores países da América do Sul o status de potência futebolística mundial. Potência essa que não via cor. O líder daquele Uruguai de trinta talvez seja o pioneiro de todos os esportistas negros tão bons que já surgiram para o esporte mundial.

Andrade jogava por paixão. Liderou a primeira seleção a ser campeã mundial de futebol. Era um negro entre 10 outros brancos aguerridos uruguaios. A 'Maravilha Negra como era chamado', além do título de 30, levou as olimpíadas de 24 e de 28, sendo um dos escritores do nome da 'Celeste Olímpica' pelo mundo. Jogava simplesmente pela paixão. Morreu só e pobre num asilo em Montevidéu, mas teve tempo de ver seu sobrinho escrever mais uma história...

Os de 30. Mascheroni, Nasazzi, Ballesteros, Fernandéz, Andrade e Gestido, esses em pé. Os agachados são Dorado, Scarone, Castro, Cea e Iriarte.

O Andrade de 50 não era técnico como o tio, mas tem a fama de, no Maracanazo, ter simplesmente anulado Zizinho, o jogador mais notável do Brasil. Depois disso, praticamente perdeu o estigma de sombra de seu tio para se transformar no 'Pérola Negra'. Depois de 50, ainda participou do mundial de 54 e venceu a Copa América em 56. Também terminou sua vida com humildade, tendo em seus últimos anos a profissão de porteiro.

Os de 50. Varela, Tejera, Gambetta, Matías Gonzalez, Máspoli, Rodríguez, Andrade, esses em pé. Agachados, o herói nacional Ghiggia, Júlio Perez, Miguez, Scchiafino e Morán.

Depois de baixíssimos, e de praticamente perder a marca de seleção gigante, o Uruguai em 2010, depois de 40 anos após uma boa campanha em copas, ensaia um retorno em grande estilo. Mas a verdade é que, mesmo sem o título, a seleção de Lugano, Muslera, Suarez, Abreu, Arevalo, Fucile, e sobretudo, de Forlán, já fez o que todos os uruguaios queriam e precisavam: Fizeram a temida Celeste Olímpica ser poderosa novamente.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

FF1 (Female Formula 1)

Como muitos esportes, a F1 também sente a falta de uma atenção maior às mulheres. Aliás, não só a F1, como qualquer outra categoria automobilistica, que não separa os competidores entre mulheres e homens. Não que hoje não existam representantes do sexo feminino, mas a predominância ainda é quase no seu total de homens.

Apesar de o mundo cada vez mais dar liberdade a mulher como um todo, a maior categoria automobilistica do globo ainda sente falta de representantes, digamos, mais agradavéis aos olhos dos espectadores masculinos... E numa época em que o mundo em geral ainda era muito preconceituoso com mulheres no meio de 'coisas para homem', existiram essas valentes pessoas que representaram o dito sexo frágil no maior evento automobilismo do mundo.

A pioneira foi Maria Teresa de Fillipis, italiana, que correu entre 1958 e 1959 por Porsche e Maserati. Conquistou em sua passagem pela F1 como melhor resultado um décimo lugar. Parou e teve uma filha em 1960, entrou para o ilustre International Club of Former F1 Grand Prix Drivers (Clube Internacional de Ex-Pilotos de Fórmula 1) e hoje mora na Itália, possui netos, além de presidir o clube da Maserati. E tudo isso começou com uma aposta com seus irmãos, que duvidavam dela...

Fillipis. Pouco corajosa?

Muito próximas cronologicamente falando, Divina Galica e Lella Lombardi foram as mulheres seguintes a participar de GP's de F1. Galica tentou a classificação para três corridas, uma em 1976 e outras duas em 1978, pelas equipes Surtees e Hesketh, mas não obteve sucesso, já que sua especialidade era mesmo o esqui alpino, onde chegou a disputar as Olimpíadas pela Grã-Bretanha como capitã de sua equipe.

Galica. Melhor no esqui.

Já Lella foi mais adiante. Lombardi fez doze corridas entre 1974 e 1976, chegando inclusive a ser a única mulher da história a pontuar na categoria máxima do automobilismo. Conseguiu meio ponto no GP de Montjuic na Espanha. Seria um ponto inteirinho se a corrida não tivesse sido interrompida antes do final, por falta de segurança. Na época que só os 6 primeiros pontuavam, ela conseguiu o feito de chegar na sexta posição. Lella morreu em 1992, vítima de câncer aos 51 anos.

Lella Lombardi, vestida a caráter.

Um pouco depois, Desiré Wilson deu as caras. A sul-africana tentou uma única vez num carro extra da Williams para o GP da Inglaterra de 1980, mas sequer se classificou e não largou. Talvez por isso seja a representante menos lembrada por alguns.

Desiré Wilson: Uma vez e só.

E por último (Literalmente), a italiana Giovanna Amati teve a oportunidade de andar na Fórmula 1, e não num carro qualquer: Simplesmente na Brabham. Mas a Brabham em 1992 já não tinha dinheiro e carros bons para seus pilotos. Aliado a uma não muito habilidosa condutora, a Brabham viu-se na obrigação de dispensar sua empregada ao fim de três fins-de-semana onde a piloto sequer conseguiu botar o carro na grelha para a largada. Antes disso ainda tinha feito testes esporádicos pela Benetton. Destacando-se por sua beleza, Amati foi envolvida em boatos de romances com Niki Lauda e o nada bobo Flávio Briatore. Hoje vive como uma socialite, já que a moça tem berço: É nascida numa família rica e já foi até sequestrada em sua infância, por conta do dinheiro.

Amati à bordo da Brabham.

Hoje, depois de 18 anos sem mulheres inscritas em nenhuma prova oficial, a F1 convive diariamente com especulações de novos rostos feminimos surgirem na categoria. Sarah Fischer já chegou a testar um F1, mas foi algo sem muita importância. Outros nomes como o de Danica Patrick (Que procura dizer que não curte F1) e Natacha Gachnang (Prima de Sebastian Buemi) são ouvidos, mas nada de concreto. Quem sabe rola algo um dia.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Primórdios do Futebol Paulistano

No início não existia futebol Paulista, era só Paulistano mesmo. Apesar de equipes como Inter de Bebedouro e Associação Atlética Ponte Preta terem sido fundados muito cedo (A Ponte em 1900, e o Inter em 1906) essas equipes não faziam parte dos campeonatos estaduais no comecinho do século. Podemos chamar então os primeiros Campeonatos Paulistas de Campeonatos Paulistanos, ou até torneio municipal.

A verdade é que para uma cidade como São Paulo, que hoje conta com apenas 7 clubes no profissionalismo (Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Portuguesa, Juventus, Nacional e PAEC) o futebol amador caiu em certo desuso,e não tem a mesma força daquele praticado nos primórdios.

Vários campeões paulistas já nem existem mais.

Paulistano, o maior na época do amadorismo.

O Paulistano é até hoje o 5° maior clube em número de conquistas do Campeonato Paulista. Ao todo foram 11; O SPAC de Charles Miller possui 4 títulos, enquanto o A.A. das Palmeiras (Clube que inspirou a mudança do nome do Palestra Itália, e originou o São Paulo da Floresta, que posteriormente originou o SPFC de hoje) conta com 3 canecos, igualado a Portuguesa de Desportos; Além desses, o Germânia (Hoje Clube Pinheiros, não conta com Futebol Profissional) tem 2 títulos; o Internacional ('Irmão' do Inter de Porto Alegre. O nome dos dois foi dado pelo mesmo homem) tem 2; o Americano (Clube fundado em Santos, e extinto na Capital) tem 2; o São Bento (Nada a ver com o de Sorocaba) tem 2; e o São Paulo da Floresta (Não conta como o SPFC atual) tem 1.

SPAC, o São Paulo Athletic, um dois maiores clubes do início do século na cidade de São Paulo.

Fora essas equipes que em suas épocas eram consideradas grandes, várias outras saíram do amadorismo para tentar a sorte jogando o Paulistão. Times tradicionais no amadorismo, como o América, o Paissandú, o Ordem e Progresso, o Paulista, o República, o Sírio, e o Vicentino, tentaram dar voos mais altos, mas por pouco tempo planaram. Times-empresa também tentaram sorte, como o Sílex, o Santa Marina, o SP Alpargatas, o Antarctica, o Auto Audax, o Nitro Química entre outros.

Times que cresceram junto com as ferrovias fizeram sucesso principalmente no interior do estado, mas a capital também tem seu representante. O Nacional que até hoje mantém atividades, foi fundado como SPR, ou São Paulo Railway.

Associação Atlética das Palmeiras.

Mas o forte do futebol paulistano sempre foram as colônias. O exemplo mais notório é o Palmeiras, antigo Palestra Itália, que hoje é um dos maiores clubes das Américas e demonstra até hoje o que era a força da colônia italiana na cidade. Outros times carcamanos tentaram a sorte sem muito sucesso, como o Ruggerone e o Ítalo. Além deles, outro clube tradicionalíssimo da cidade baseado na colônia italiana é o Juventus, da Mooca, fundado como Cotonfício Rodolfo Crespi Futebol Clube.

Clube Atlético Juventus.

Times de outras colônias também já estiveram no Paulistão. A Portuguesa está ai até hoje, tendo participado de quase todas as edições do campeonato desde sua primeira inscrição em 20, só excetuando o ano de 37 onde não participou, além de uma participação na segunda divisão no ano de 2007. A colônia portuguesa também já foi representada pelo Lusitano Futebol Clube na década de 30, e teve no seu primeiro time o Sport Club Luzitano, que disputou o campeonato na década de 10 e é um dos times de origem da atual Portuguesa.

A colônia inglesa também investiu firme no futebol, em suas origens. O Corinthians, um dos maiores clubes do Brasil é inspirado no Corinthian-Casuals, time que excurcionou no país no início do século. Outros clubes de menor expressão representaram os ingleses no Paulistão, como o Britannia, e especificamente os escoceses, o Scottish Wanderers.

Além desses, a colônia Libanesa também teve um representante. O Libanês disputou o campeonato de 1935.

No começo também era comum os bairros mais tradicionais da cidade terem seus próprios clubes. O Barra Funda representou o bairro homônimo durante a temporada de de 27. O Campos Elíseos fez o mesmo um pouco antes, em 1914, 15 e 16. O bairro da Saúde teve no Estrela seu principal representante, de 1950 até 62, nas divisões de acesso. O bairro do Ypiranga teve o Ypiranga e o Independência. O Jardim América teve um representante com o mesmo nome em 35. A Lapa foi o bairro com mais representantes, ao todo 3: Alfa, Lapeaninho e União Lapa. A Mooca tem em sua vasta tradição o Parque da Móoca e o tradicional Juventus. O Minister representou o bairro de Santo Amaro, e além desses, o Tremembé teve um clube homônimo que disputou o torneio de 36.

Estrela da Saúde.

A vasta história do futebol Paulistano ainda prende a atenção dos mais românticos. O berço do futebol no país mostra que o futebol mudou muito. Antes, na era do amadorismo, bastavam algumas pessoas e um jogo de camisas e feito, o time estava pronto. Hoje em dia, na época do profissionalismo o futebol cresceu, ganhou asas, e é o esporte mais amado do país. De esporte elitisma, o futebol é hoje, o jogo do povo.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Te achei! - Daniela Aedo

Várias e várias atrizes mirins foram destaque na infância de muita gente aqui no Brasil, mesmo sendo mexicanas, graças ao SBT que investiu pesado em programação mexicana ao longo de sua história.

Uma dessas atrizes foi Daniela Aedo. Protagonista da novelinha 'Carita de Angel', Aqui no Brasil, 'Carinha de Anjo', além de outras novelinhas como 'Viva los niños - Carussel 2' ficou meio sumida das telas durante um tempo. Mas em 2009 ela voltou a atuar já próxima dos seus 15 anos de idade, bem mais madura e desenvolvida.

E o que era assim...


...Ficou assim.


E então, o tempo fez bem a moça?

terça-feira, 29 de junho de 2010

Entrevista Dust - Diogo Brandão

(Vai ai agora um projeto completamente novo e inusitado pro blog, entrevistas! E desde já agradeço ao nosso primeiro convidado, o ator e músico Diogo Brandão, por ter sido tão solicito. Ai vai:)


Diogo Brandão (Do cabelo macarrãozinho) é ator e cantor, atualmente em cartaz com a peça 'Dona Flor e seus dois maridos', e segue com o Benflos, sua banda de longa data. Segue o papo:

The Dust: E aí Diogo, tudo bem?

Diogo Brandão:
Tudo tranqüilo meu querido Danilo. (Tenho um primo de Taubaté com o mesmo nome).

TD: Já vem desde pequeno esse dom de conseguir prender a atenção das pessoas?

DB: Cara, eu acho que não. Quando era molecote eu queria ser desenhista. Era tímido com pessoas novas e nem pensava em música e atuação. Minha mãe era dançarina contemporânea e atriz e meu pai ator e músico. Acho que consegui prender a atenção dos meus pais com as estripulias em casa, muito mais do que com as outras pessoas.

TD: Começou a aparecer pro pessoal cantando ou atuando? Qual foi sua primeira aparição pública fazendo algo parecido que seja?

DB: O ator veio antes. Fiz teatro pela primeira vez na Escola Senador Corrêa e o professor era o Márcio trigo, hoje diretor do Casseta e Planeta se não me engano. Eu tinha 11 anos. O primeiro curso de teatro fora da escola foi na Casa da Gávea, na sala “Chiquinho Brandão” (sala que homenageia meu pai no nome). Depois do curso montamos uma peça, essas coisas... Antes de tudo isso, via meus pais atuando. A primeira vez que subi num palco como vocalista de banda, foi num festival de rock num clube no Jardim Botânico chamado “Clube Carioca” devia ter por volta de 17 anos. Muito tempo depois, descobri que foi naquele mesmo lugar que o Chico Buarque estreou. Ter isso em comum com o mestre é algo que me deixa deveras orgulhoso.

TD: Como começou o Rockz e o Benflos?

DB: A Benflos é bem mais antiga. Ela começou como primeira banda da galera. O Daniel que hoje é um renomado baixista de rock (já tocou com o Lobão, Jr Tolstoi e muitos outros) pegou num baixo pela primeira vez pra tocar na Benflos. Eu só conheci o pessoal da banda muito tempo depois quando eu trabalhava num estúdio que não existe mais. O lendário Groove. (Foi lá que nasceu o Planet hemp. Reza a lenda que foi lá também que o Falcão d’O Rappa fez teste pra ser o vocalista). A Benflos ensaiava no Groove, eu trabalhava lá e achava a banda boa. Como não tinha vocalista, eu escrevi uma letra pra uma música deles e mostrei no final do ensaio. Acabei entrando na cara-de-pau. A Rockz era um projeto do Pedro Garcia (ex-Planet Hemp e Cabeça) e do Nobru Pederneiras (ex-cabeça também). O Daniel e o Muzak foram convidados por eles pra entrar e eu já tocava com o Daniel na Benflos. O Pedrinho eu conhecia por intermédio do meu primo que foi roadie do Planet. Aí acabou rolando...

TD: Na TV com o Rockz, se me lembro bem, a primeira aparição foi no Gordo Freak Show da MTV, certo? Mais alguma aparição marcante na TV ou em rádios?

DB: Certo! Depois do Gordo, rolou Banda Antes, Jornal da MTV ao vivo, Jornal da MTV na praia e outras coisas. Um momento marcante pra mim foi o nosso show no Canecão. Sonho de muita gente que trabalha com música, né não?

TD: Ainda mantém trabalhos mesmo que paralelos com alguma das bandas?

DB: A Benflos ta aí. Dia 25 de agosto tem show na Casa da Gávea, na sala Chiquinho Brandão. Momento mais do que especial pra mim! Vai rolar até DVDzin... Essa é a chance de conhecer a banda!

TD: E essa inversão da música pra atuação?

DB: As duas coisas estão interligadas sempre. Estou em cartaz com uma peça onde tenho que tocar violão, caixa-clara, pandeiro, cantar e atuar. Acho que vou fazer as duas coisas (músicar e atuar) pro resto da vida. (To querendo).

TD: Atuar ao lado de atores consagrados ajuda a crescer profissionalmente, ou o negócio é ir por si mesmo?

DB: Claro que ajuda. Além de aprender muito com todos eles, o mercado te vê com outros olhos. Até já escutei ao negociar um cachê: “É, você já trabalhou com o Diogo Vilela... Não vou conseguir te pagar menos que isso...”

TD: Tem projetos futuros de voltar a música, ou o negócio é atuar apenas, por enquanto?

DB: Música sempre! Tem um lance novo aí, mas é segredo ainda. Por hora: show da Benflos dia 25 de agosto na Casa da Gávea!!!

TD: Valeu Diogo... Quer fazer um Jabá básico?


DB: Em cartaz com “Dona Flor e seus dois maridos” com Marcelo Farias, Fernanda Paes Leme e grande elenco (eu no meio) rodando o Brasil. Pra saber da agenda: www.donafloreseusdoismaridos.com.br

Ano que vem tem o novo filme do Arnaldo Jabor nos cinemas: “A suprema felicidade” e eu to lá atuando.

Todo carnaval tem o Bloco do Kazoo. To lá na bagunça.

Quem quiser me achar, tô no Orkut e facebook: Diogo Brandão

Valeu Danilo, grande abráx!!!

Histórias Ludopédicas: Bagunça Pré-FPF

FPF, Federação Paulista de Futebol. A Federação estadual de futebol com mais associados. Hoje o que é uma organizada instituição presidida por Marco Polo del Nero já foi uma desordem só, até porquê ela teve antecessores brigões. Vou contar a história...

No fim do século XIX, o futebol começava a ganhar ares importância na cidade de São Paulo. O primeiro Campeonato Paulista relatado ocorreu em 1899 pelas equipes do SPAC, Mackenzie College e Hans Nobiling, que foi o time homônomo deste alemão que posteriormente fundou o S.C. Germânia.

Com o surgimento de outras equipes voltadas para o futebol, é criada então a Liga Paulista de Foot-Ball, em 14 de dezembro de 1901. Os fundadores foram o SPAC, o S.C. Internacional, A.A Mackenzie College, S.C. Germânia, e C.A. Paulistano. Seu primeiro presidente foi Antonio Casemiro da Costa, que deu seu nome para a primeira taça a ser disputada no país. Em 1912, a LPF começa a sofrer concorrência. Neste ano houve uma cisão entre os dirigentes. Uns defendiam a popularização do esporte, enquanto outros queriam a manutenção de esporte para senhores de alta classe. O estádio oficial também foi motivo para discussão. A LPF preferia o Parque Antártica, enquanto o Paulistano defendia a utilização do Velódromo.

Nesse contexto, o Paulistano e a A.A. das Palmeiras, se retiram do campeonato, e o Paulistano cria a APSA, a Associação Paulista de Sports Atléticos. O primeiro campeonato da APSA é disputado por só três equipes: Paulistano, A.A. das Palmeiras e Mackenzie. Mas ano a ano, a liga vai ganhando adeptos e em 1917, a LPF é extinta. A APSA passa a se chamar APEA, Associação Paulista de Esportes Atléticos, apenas por questões gramaticais da época.

A APEA consegue reunir, finalmente, o primeiro 'Trio de Ferro' do estado: Paulistano, Palestra Itália e Corinthians. De 1917 a 1925, a APEA se consolida, e o futebol começa a adquirir sua característica atual. Em 1926, começam os debates sobre a profissionalização do esporte. Esse fator, somado à popularização do futebol, faz com que o Paulistano rompa novamente com uma federação que ajudou a fundar, desta vez com a APEA, para fundar a LAF, Liga dos Amadores de Futebol. Seguido pelos seus principais clubes do início do século, a LAF rivalizou com a APEA até 1929. Nesses quatro campeonatos ocorridos simultaneamente, o futebol cresce com a briga entre as duas. Equipes do interior são convidadas a disputar o certame, como Guarani, Ponte Preta, Comercial de Ribeirão Preto, Paulista de Jundiaí entre outras.

O primeiro Trio de Ferro.

Mas na verdade, a história ja tinha mudado, e o Paulistano continuava parado no tempo. Aquele futebol do início do século que prezava pelo elitismo e pelo amadorismo já não existia mais. Então, em 7 de janeiro de 1930 a LAF fecha as portas, e o Paulistano, grande clube da época, abandona o futebol melancolicamente. Em 1933, sob regência da APEA, ocorre a profissionalização do futebol em São Paulo.

Em 1934, havia no país uma disputa entre a CBD e a FBF (Federação Brasileira de Futebol) pelo comando do esporte. Apoiados pelo Vasco da Gama, e Botafogo do Rio, Palestra Itália e Corinthians se aliam a CBD e fundam a Liga Bandeirante de Futebol, em 10 de dezembro. A fim de apressar a pacificação do futebol no estado e admitir a entrada de novos clubes, em 11 de fevereiro de 1935, a denominação é mudada para Liga Paulista de Futebol, depois Liga de Futebol Paulista, e em 13 de agosto de 1937, finalmente, a denominação é mudada para Liga de Futebol do Estado de São Paulo.

Enfraquecida, a APEA organiza seu último campeonato em 1936 e desaparece em meados de 1938, assim como a FBF.

Os fundadores.

a LFP passa a ser a única entidade oficial de futebol do estado de São Paulo depois de cerca de 30 anos. Com a oficialização do esporte no país, que determinou a sua 'estandarização', em 22 de abril de 1941, houve uma nova mudança de nome. Surgia então a Federação Paulista de Futebol, que teve como fundadores o Palestra Itália (Hoje Palmeiras), Corinthians, São Paulo, Santos, Portuguesa de Desportos, Juventus, Espanha (Hoje Jabaquara de Santos), Comercial de São Paulo (extinto), Portuguesa Santista, Ypiranga (extinto) e SPR (Hoje Nacional). De lá pra cá, a FPF abriu as barreiras do interior com a criação da Lei do Acesso em 1947, e hoje, é a mais importante federação do Brasil e uma das mais modernas do mundo.

domingo, 27 de junho de 2010

Mude sua cara

Achei um site sensacional esses dias e vou compartilhar com vocês. É o http://www.faceofthefuture.org.uk/ onde o uso é muito simples e não exige quase nada de sua máquina, só precisando do Java atualizado.

O site consiste em simular como seria seu rosto, dependendo do lugar do mundo onde você nasceu, sua aparência em determinada idade, e até mesmo como você seria se retratado em uma obra de arte, ou quando está bêbado, e explorando sua aparência se você fosse um humanóide próximo a um macaco.

Basta definir sua etnia (Parte mais importante. Se você for branco e se definir como negro, provavelmente a montagem ficará clara demais, ou se você for negro e se definir como branco, sairá uma montagem escura demais), sua idade atual, carregar sua foto, recortar seu rosto e determinar a posição de seus olhos e boca. Carreguei uma foto minha e fiz a experiência:

Foto original

Da foto original, saíram como eu seria se ainda fosse um bebê, uma criança, um adolescente e um senhor de idade (Clique para ampliar):


Em seguida, minha aparência se fosse negro, asiático ou árabe/indiano:

Agora, meu rosto se retratado por artistas como Modigliani, Botticelli e Doménikos Theotokópoulos, mais conhecido como El Greco:

É também disponível modos mais despojados, como o homem-macaco, rosto em mangá e rosto embriagado:

O mais legal é que os resultados de rosto para rosto são bem diferentes. Fiz uns testes com o Zulu, nosso parceiro:

Como criança, idoso, branco e metade macaco.

Vale a pena fazer testes e se divertir vendo os resultados.

Pequenos Gigantes - Filiais Cariocas (5 de 5)

No último artigo da série sobre as equipes que com atos mínimos ajudaram a escrever a história do futebol paulista, nada mais justo que homenagear nossos vizinhos cariocas, que têm um futebol tão tradicional quanto o paulista.

Pois bem. Na várzea paulistana existiam dois grandes times na década de 20. Nada menos que o União Fluminense e o União Vasco da Gama. Lembrando que o Rio na época era capital do país, fica fácil de entender a influência que a cidade exercia sobre o restante do país.

O Fluminense e o Vasco, duas das maiores e mais tradicionais equipes brasileiras, já inspiraram agremiações paulistanas.

Mas as duas equipes, que tantos anos jogaram na várzea, e depois na segunda divisão da APEA, uma federação paralela paulistana, nunca conseguiram chegar a divisão de elite. O União Fluminense por exemplo foi bicampeão da segunda divisão em 1919 e 1920, mas não foi aceito entre os grandes, já que a lei do acesso ainda não vigorava.

Pequenos Gigantes - Profissionais amadores (4 de 5)

Várias foram as equipes que marcaram época na fase amadora do nosso futebol. Mesmo alguns times de menor renomada no profissionalismo, tiveram grande destaque nessa fase.

Clubes como Altinópolis, Avareense e Floresta de Amparo, nunca vingaram no profissionalismo, mas chegaram a vencer vários torneios amadores. Da mesma forma, existiram alguns clubes que mesmo sem nunca terem se profissionalizado, fizeram história no futebol do interior, como o Cinelândia de Santa Rita do Passa Quatro ou a A. A. Mocoembu de Dois Corregos.