segunda-feira, 12 de julho de 2010

Um mistério denominado Moai


Os Moais localizados na ilha da Páscoa, território habitado mais isolado do mundo pertencente ao Chile, são talvez um dos maiores mistérios do nosso planeta até hoje.

Segundo pesquisadores, os Moais foram esculpidos e levantados cerca de 200 anos antes da descoberta do Brasil, mais ou menos no ano 1300. Os maiores moais pesam cerca de 20 toneladas e medem quase 12 metros. Altura de alguns prédios de 4 andares.

E quem levantou os moais? Moradores da ilha afirmam que os Rapa Nui, o povo nativo do local, foram os responsáveis pelas cabeças gigantes. Os Rapa Nui formam um povo típico da Polinésia, região onde está localizada a ilha. Hoje, 60% dos moradores da ilha são os nativos, e falam o dialeto rapanui, apesar de também terem como a língua oficial o espanhol trazido pelos chilenos. Apesar disso, a descoberta da ilha foi obtida pelo holandês Jacob Hoggeveen, mas como este saiu do Chile, até hoje a ilha pertence ao país. Além do que, a Ilha tem este nome por ter sido descoberta num domingo de páscoa. Apesar dos Rapa Nui, que ao pé da letra quer dizer 'ilha grande', levarem a fama de terem levantado as verdadeiras obras de arte, nenhum documento ou descoberta comprova este fato.

Os moais estão espalhados por toda a extensão da ilha, e foram esculpidos basicamente de rochas vulcânicas extraídas dos dois vulcões da ilha, o Rano Kau, e o Puakatike. E quem pensa que são poucos, está enganado. São quase 900 moais espalhados pela ilha, com possibilidade de mais alguns ainda não descobertos.

Várias questões envolvem a construção e locomoção dos moais. Ninguém sabe ao certo como traziam as enormes pedras dos vulcões para a beira da praia, mas tudo leva a crer que foram roladas por toras de madeira, como faziam os egípcios na construção das pirâmides, mas este é outro fato não comprovado.

Apesar de várias lendas e de nada ter sido comprovado sobre a construção desses artefatos culturais, o mais provável é que a construção realmente tenha sido executada pelos polinésios que provavelmente habitam a ilha desde mais ou menos o ano 700. O povo polinésio descrito pelos seus descobridores era como 'homens brancos de cabelo vermelho'.

Ainda hoje, pesquisadores viajam para a ilha em tentativas de desvendar mais e mais mistérios sobre os moais, patrimônios da humanidade que ainda carregam diversas lendas.

domingo, 11 de julho de 2010

Entrevista Dust - Jarbas Duarte

Em complemento a entrevista com Michel Serdan, que publicamos a pouco, vale ler também essa que fizemos recentemente com Jarbas Duarte, seu fiel companheiro na época do Gigantes do Ringue na TV Gazeta. Segue:

The Dust: Oi Jarbas, tudo bem?

Jarbas Duarte:
Estou muito bem.

TD: Qual sua formação profissional?

JD: Sou jornalista. Me formei em 87/PUC - Campinas.

TD: Como foi o início na narração?

JD: Comecei em Sorocaba, na Clube.
TD: Existiram pessoas que te ajudaram a entrar no mercado, ou foi no puro esforço?

JD: Puro esforço de conhecer as pessoas certas. Nilson César da Jovem Pan me indicou para um amigo.


TD: Como começou a parceria (Marcante, por sinal) com Michel Serdan?

JD: Fui indicado por um amigo em comum, Pedro Camargo. O Michel fez a proposta e fiquei um bom tempo no comando ao lado do Cassiano Serdan e do Michel no GDR na TV Gazeta.


TD: Existe uma preferência por narrar lutas, ou o que vier é legal?

JD: Na verdade o que vier eu faço fácil, qualquer modalidade narro... Vôlei, basquete, tênis, lutas... Mas o meu forte é o futebol.

TD: Quais são seus projetos atuais?

JD: Estou num projeto de internet. Fiquei sócio de uma produtora de vídeos, que estará prestando serviços para um grande portal de vendas de carros pela internet. Algo bastante inovador. Esse portal estará plugado em todas as redes sociais. Será com certeza um sucesso de visitação. Ainda não está no ar mais adicione ai como favoritos esse endereço: WWW.autotv.com.br. E a minha web rádio JDsports, esta fazendo muito sucesso entre os internautas. Transmito jogos as quartas e aos domingos. Clique para ouvir: WWW.futebolpelainternet.com.br. Lá tem chat, vídeos e muitos parceiros.

TD: Também lembro de você fazendo comerciais. Como aconteceu?

JD: Foi um teste que apareceu. Topei, e já fazem 20 anos que estou no ar sem sair, todas as sextas, sábados e domingos vendendo carros.

TD: Existem ideias pro futuro?

JD: Sim, várias. Minha vida é cheia de desafios, devo estar colocando minha voz em jogos de futebol e em DVDs de apresentação de novos jogadores.

TD: Obrigado pela entrevista Jarbas. Quer fazer algum anúncio ou deixar algum recado?

Obrigado pela entrevista.

Meus contatos:

eu@jarbasduarte.com.br

jarbasduarte65@hotmail.com

Meu site: WWW.jarbasduarte.com.br

Minha web rádio JDsports:

WWW.futebolpelainternet.com.br

WWW.radioJDsports.com.br

sábado, 10 de julho de 2010

O dez de cinquenta


A Copa de 50, que foi marcada pelo Maracanazo, onde mais de 150 milhões 150 mil brasileiros se calaram com a derrota sofrida para o Uruguai, tirando o que seria o primeiro título brasileiro de seleções do Brasil, teve seu camisa 10. Naquela Copa, o dez do time foi Danilo Faria Alvim, ou somente Danilo. Em 1950 o jogador já tinha 29 anos, atuava como meio campo, e era apelidado de príncipe pelo seu estilo refinado de jogar. Sua carreira foi totalmente baseada no futebol carioca, onde teve passagens por grandes clubes como Botafogo, Canto do Rio e América, times fortes na época. Mas onde se destacou mesmo foi no Vasco da Gama. Jogou no clube por oito anos, entre 1946 e 1954, onde conquistou o Campeonato Sul-Americano de Campeões em 1948, e o Campeonato Carioca nos anos de 1947, 1949, 1950 e 1952.

Apesar de Danilo Alvim ter sido um dos jogadores que amargaram aquela derrota no Maracanã, ele obteve glórias vestindo a camisa da seleção brasileira. Além dos 27 jogos com 18 vitórias, 3 empates, 6 derrotas, e marcando 2 gols, conquistou os títulos do Campeonato Sul-Americano em 1949, a Taça Rio Branco em 1947 e 1950, além da Taça Oswaldo Cruz em 1950.

Depois do término de sua carreira no futebol dentro dos campos, Danilo Alvim ainda foi técnico, dos bons. Ganhou treinando a seleção boliviana o Campeonato Sul-Americano de Futebol em 1963 (Título esse o único oficial da Bolívia até hoje), além de ter ganho pelo Clube do Remo o paraense de 1969, e o bi do Campeonato do Norte, em 1968 e 1969. Conquistou ainda pelo Itabaiana um sergipano, no ano de 1981.

Solitário depois da morte de sua esposa, vivendo com um salário mínimo de aposentadoria e com as boas lembranças do passado na memória, o jogador que quase não pode exercer o futebol por ter sido atropelado por um carro e ter ficado 18 meses com gessos nas pernas, o histórico homem exemplo de atleta e de superação nos deixou em 16 de maio de 1996, aos 75 anos.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Piadinha...

Faz tempo que não rola piada aqui no blog, né? Vamos a algumas (politicamente incorretas), só pra não perdermos o costume.

Hitler morre e vai para o inferno, assim que chega reclama com o Capeta:
- Eu preciso voltar imediatamente à Terra!! Tenho uma coisa muito importante para fazer! Preciso só de mais uma semana!
- De jeito nenhum! - diz o diabo. - Já deu um trabalhão tirar você de circulação. Não vai voltar nunca mais!
- Mas eu preciso, eu preciso fazer uma coisa muito importante!
Curioso, o Diabo pergunta:
- Mas o que é assim tão importante?
- Eu preciso matar 4 milhões de Judeus e 3 suecos.
- Porque os três suecos?
- Tá vendo só! Ninguém se importa com os Judeus!



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Certo dia um menino foi a igreja se confessar e disse ao padre:
-padre, cometi incesto com minha irmã!
O padre espantado respondeu:
-Mas meu filho, logo sua irmã?!
-você sabe né padre... Bolinha vai, bolinha vem, se eu não faço com ela, não faço com mais ninguém!
Meia hora depois volta o menino e diz:
-padre, cometi incesto com minha mãe!
o padre espantado responde:
-meu filho... logo sua mãe? Isso é pecado.
-você sabe né padre... bolinha vai, bolinha vem, e se não é com ela, não é com ninguém!!
o menino repetiu essa mesma história com o pai, avó, avô, tio, tia...
Depois o menino volta a igreja pra confessar novamente com o padre e o encontra em cima do confessionário assustado e diz:
-padre, o que o senhor esta fazendo ai em cima?
o padre sem demora responde:
-você sabe né meu filho... bolinha vai, bolinha vem, e se eu vacilar você faz comigo também!



quinta-feira, 8 de julho de 2010

O poder ditador de José Serra

Que todos nós sabemos que o Serra enrola todo mundo em debates e horários políticos, e lança suas diretrizes e prioridades para a população sem dizer nada de muito útil, todos nós sabemos. Que ele acha que a gripe H1N1 é transmitida pelo espirro dos porcos, nós também sabemos. Que ele prefere fazer campanha contra o adversário, do que pra ele mesmo, também sabemos.

Mas o que me surpreende é o poder sujo que esse homem tem de mexer seus pauzinhos da maneira que bem entende, sem dosar muito as consequências, se estiver bem para ele... Típico de um ditador.

Todos que acompanham esse blog sabem que eu sou fã de Heródoto Barbeiro, um dos jornalistas mais respeitados desse país. Serra ficou chateado com uma pergunta completamente coesa e verdadeira da parte de Barbeiro no programa Roda Viva, o que fez com que o programa tivesse mudanças tanto na produção, quanto na ancoração. Veja só:



Só pra lembrar a todos os mais desinformados. A TV Cultura é de posse do Governo de São Paulo, de onde José Serra acabou de sair para concorrer ao Planalto.

O povo não merece um sujeito como esse no governo. Suas idéias são péssimas. Seus projetos são furados. Ele promete saúde e segurança para o país, mas sequer conseguiu realizar isso em São Paulo. Além do que, promete se manter no cargo durante todo o mandato, mas não cumpre. Não seria estranho se existisse um cargo de 'presidente das américas' e ele largasse o Planalto para concorrer.

Enfim, pense muito, muito, muito mesmo antes de votar nessas eleições. Não existe candidato. Dê seu voto para qualquer um de partido nanico. Será mais rentável.

A pergunta que eu deixo dessa vez é simples. A ditadura acabou mesmo? A liberdade de expressão existe em sua totalidade?


Seleção da Copa

Certo, certo, a Copa ainda nem acabou. Mas lembrem-se que escolheram o Oliver Kahn como melhor goleiro da Copa de 2002 antes da final, e justo no jogo decisivo ele acabou falhando...

Enfim, não vou pensar duas vezes em fazer minha formação top dessa Copa, que já temos seus principais jogadores definidos antes mesmo da final.


Goleiro - Mark Paston (Nova Zelândia): Paston foi essencial para a conquista dos três pontos obtidos pela seleção da Nova Zelândia na primeira fase. A classificação não veio, mas Paston fez defesas incríveis para sua seleção, principalmente contra a Itália e contra o Paraguai, que terminou no grupo F apenas um ponto atrás da classificada Eslováquia. Para uma seleção taxada de saco de pancadas antes da Copa, Paston, juntamente com outros jogadores, surpreendeu.

Dupla de Zaga - Carlés Puyol e Arne Friedrich (Espanha e Alemanha): As seleções que se enfrentaram na semi-final vencida pela Espanha podem estar orgulhosas de seus zagueiros. Puyol é enérgico, e apesar de ser pesado e baixo para um zagueiro, consegue compensar os problemas com garra e posicionamento. Já Friedrich é excelente na marcação, tem um ótima saída de bola e se antecipa como nenhum outro zagueiro fez durante a Copa do Mundo.

Lateral Direito - Hans Sarpei (Gana): Sarpei foi uma peça importantíssima na seleção de Gana que chegou nas quartas-de-final dessa Copa. Seu estilo clássico e sua boa marcação renderam a seleção ganesa uma segurança grandiosa pelo setor direito da defesa. Já experiente com 33 anos, não é um apoiador perfeito, mas foi um dos grandes defensores da competição.

Lateral Esquerdo - Giovanni van Bronckhorst (Holanda): Van Bronckhrost não teve um início de Copa muito feliz, mas cresceu durante a competição graças a sua experiência vasta no futebol. Aos 35 anos, o holandês mostra vitalidade para ir e voltar em campo, e além de ter no seu ponto forte a marcação, chegou a fazer um golaço na Copa do mundo com um chute potente de perna esquerda.

Dupla de volantes - Yasuhito Endo e Egídio Arevalo (Japão e Uruguai): Endo foi um dos principais jogadores da seleção japonesa que caiu na Copa nas oitavas, só nos pênaltis. Endo já é rodado em Copas e além de ser ótimo na marcação e na saída de bola, foi um dos mais destacáveis atletas em bola parada da competição, o que faltou durante toda a Copa. Já Arevalo, mesmo sendo o provável jogador menos badalado entre os onze titulares da seleção uruguaia, foi implacável na marcação durante toda a competição, e de longe foi o mais útil jogador de marcação da Copa.

Meio campo - Wesley Sneijder e Mesut Özil (Holanda e Alemanha): Sneijder talvez seja um dos remanescentes jogadores que fazem a função original de um camisa 10. Arma o jogo, chuta de longe, chega na área adversária, puxa contra ataques... É um dos melhores da Copa. Já Özil deu uma cara nova ao meio campo alemão. O que era um meio campo com um Ballack muito técnico, mas pouco dinâmico e efetivo, se transformou num rápido e imprevisível setor de armação com Özil.

Ataque: David Villa e Diego Forlán (Espanha e Uruguai): David Villa praticamente resolveu os jogos da Espanha até a semi-final, quando o time não se mostrou nem um pouco inspirado. Ou melhor, a inspiração do time todo tinha passado ao atacante, que caído pela esquerda fez estrago com a grande maioria dos adversários. Já Forlán é a qualidade técnica interligada a raça uruguaia, que fez com que a celeste voltasse ao hall das grandes seleções do mundo. Foi perfeito na armação de jogadas, e fez seus golaços de fora da área, e de bolas paradas.

E ai, concorda?

terça-feira, 6 de julho de 2010

Entrevista Dust - Michel Serdan

Tivemos a honra de poder entrevistar Michel Serdan, um dos pioneiros da luta livre no Brasil. Tudo o que você precisa saber, ele conta nessa conversa.


The Dust: Oi Michel, tudo bem? A princípio, qual sua formação inicial na luta?

Michel Serdan: Comecei em lutas num seminário, fazendo judô, que treinei durante 10 anos.

TD: E como começou a luta livre na sua carreira?

MS:
Certa vez encontrei um argentino, num torneio de braço de ferro. Seu nome era Gran Caruso e ele me perguntou se eu ganhava dinheiro com o judô e com o jiu jitsu, que também já praticava - respondi que não! Ele então me deu o endereço de uma academia, na praça das Bandeiras, onde treinavam varios profissionais. No outro dia estava lá, e nunca mais parei.

TD: Seus maiores rivais talvez tenham sido o Belo e o Mozart. Existem mais alguns?

MS:
Meus rivais mais recentes foram Mozart e o Pit Bull. Antigamente, na fase da TV Record foram Aquiles e o Belo. Tive vários, ainda mais antigos. Naquela época eu era do mal e minha bronca era contra os bonzinhos tipo o Ted Boy (Marino), Bala de Prata e outros.

TD:
A época dos Gigantes do Ringue foi sensacional. Eu Danilo, pessoalmente, tive a experiência de assistir algumas lutas no Ginásio 7 de Setembro... Existe talvez, uma falta de apoio de patrocinadores para o programa alavancar com sucesso novamente?

MS: Pois é Danilo! A época do 7 de setembro foi realmente boa. Tinhamos muitos patrocinadores. Com a venda da Record para a igreja Universal tivemos que parar... Hoje o que falta realmente são os patrocinadores e uma TV aberta.

TD:
E como surgiu a ideia do WWE no Brasil?

MS:
Consegui apresentar um projeto do GDR-BRASIL para o Sílvio Santos. Só que ele pediu para que falasse com um chileno encarregado de novos projetos que me comunicou que já tinha assinado com a WWE, e então me contratou. Quando os gringos viessem para excursionar no Brasil, iriam precisar da estrutura do GDR-BRASIL. Iríamos fazer também um reality show com lutadores brasileiros de onde sairiam 2 vencedores que seriam contratados pela WWE. Só que o Ministério Público tirou do ar pela violência no horário... Acabou-se tudo. Mas ainda mantenho um bom relacionamento com a WWE. Com o Shane McMahon, que não está mais na empresa.

TD:
Você chegou a conhecer figuras marcantes do WWE, certo? Eles são carrancudos mesmo, ou fora do ringue o clima amigável é o que predomina?

MS: Conheci quase todos os lutadores, que me receberam muito bem e o clima é muito bom. Não são inimigos, são adversários.

TD: A dupla Michel Serdan e Jarbas Duarte talvez seja a mais lembrada do Brasil, quando se fala em narração de lutas. Existe o reconhecimento?

MS: Existe a lembrança, pois a entrada da WWE aqui no Brasil foi muito forte, e até porque eu e o Jarbas Duarte fomos os primeiros a narrar em português. Marcou bastante.

TD: Quais são seus projetos atuais, envolvendo publicidade, lutas, ou qualquer outra coisa?

MS:
Meu projeto principal é entrar com o GDR-BRASIL numa TV aberta. Por enquanto vamos ficando na Rede NGT aos domingos, às 22:00 horas. Se sair uma TV aberta e conseguirmos firmar e dar audiência, o próximo passo é trazer de novo a WWE que é minha segunda paixão. Como disse antes, estamos na NGT, sou contratado para a publicidade do energético "Gladiator" da Coca-Cola, que veicula no Pânico e estamos á disposição dos promotores de eventos com nosso show.


TD: Muito obrigado pela entrevista, Michel! Quer deixar algum recado ou fazer um anúncio rápido?

MS: Para encerrar - Quem quiser praticar a luta livre, se tiver acima de 1,75m de altura com nínimo de 80kg, o corpo bem trabalhado e se for maior de 18 anos, é só entrar em contato para fazer um teste, se for aprovado, bancaremos os treinamentos. Um abraço a todos.

(O contato de Michel Serdan pode ser feito pelo endereço de e-mail: michelserdan@ig.com.br, ou pelos telefones
(11)2607-6048, (11)2607-6411 e celulares 7979-4113 e 8633-1295. Mais informações no site http://www.michelserdan.com.br/).

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Renascimento celeste

O que é esse Uruguai de hoje? Talvez seja uma surpresa, mas nem tanto.

O Uruguai de Andrade tio em 1930, e o Uruguai de Andrade sobrinho de 1950, deram ao um dos menores países da América do Sul o status de potência futebolística mundial. Potência essa que não via cor. O líder daquele Uruguai de trinta talvez seja o pioneiro de todos os esportistas negros tão bons que já surgiram para o esporte mundial.

Andrade jogava por paixão. Liderou a primeira seleção a ser campeã mundial de futebol. Era um negro entre 10 outros brancos aguerridos uruguaios. A 'Maravilha Negra como era chamado', além do título de 30, levou as olimpíadas de 24 e de 28, sendo um dos escritores do nome da 'Celeste Olímpica' pelo mundo. Jogava simplesmente pela paixão. Morreu só e pobre num asilo em Montevidéu, mas teve tempo de ver seu sobrinho escrever mais uma história...

Os de 30. Mascheroni, Nasazzi, Ballesteros, Fernandéz, Andrade e Gestido, esses em pé. Os agachados são Dorado, Scarone, Castro, Cea e Iriarte.

O Andrade de 50 não era técnico como o tio, mas tem a fama de, no Maracanazo, ter simplesmente anulado Zizinho, o jogador mais notável do Brasil. Depois disso, praticamente perdeu o estigma de sombra de seu tio para se transformar no 'Pérola Negra'. Depois de 50, ainda participou do mundial de 54 e venceu a Copa América em 56. Também terminou sua vida com humildade, tendo em seus últimos anos a profissão de porteiro.

Os de 50. Varela, Tejera, Gambetta, Matías Gonzalez, Máspoli, Rodríguez, Andrade, esses em pé. Agachados, o herói nacional Ghiggia, Júlio Perez, Miguez, Scchiafino e Morán.

Depois de baixíssimos, e de praticamente perder a marca de seleção gigante, o Uruguai em 2010, depois de 40 anos após uma boa campanha em copas, ensaia um retorno em grande estilo. Mas a verdade é que, mesmo sem o título, a seleção de Lugano, Muslera, Suarez, Abreu, Arevalo, Fucile, e sobretudo, de Forlán, já fez o que todos os uruguaios queriam e precisavam: Fizeram a temida Celeste Olímpica ser poderosa novamente.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

FF1 (Female Formula 1)

Como muitos esportes, a F1 também sente a falta de uma atenção maior às mulheres. Aliás, não só a F1, como qualquer outra categoria automobilistica, que não separa os competidores entre mulheres e homens. Não que hoje não existam representantes do sexo feminino, mas a predominância ainda é quase no seu total de homens.

Apesar de o mundo cada vez mais dar liberdade a mulher como um todo, a maior categoria automobilistica do globo ainda sente falta de representantes, digamos, mais agradavéis aos olhos dos espectadores masculinos... E numa época em que o mundo em geral ainda era muito preconceituoso com mulheres no meio de 'coisas para homem', existiram essas valentes pessoas que representaram o dito sexo frágil no maior evento automobilismo do mundo.

A pioneira foi Maria Teresa de Fillipis, italiana, que correu entre 1958 e 1959 por Porsche e Maserati. Conquistou em sua passagem pela F1 como melhor resultado um décimo lugar. Parou e teve uma filha em 1960, entrou para o ilustre International Club of Former F1 Grand Prix Drivers (Clube Internacional de Ex-Pilotos de Fórmula 1) e hoje mora na Itália, possui netos, além de presidir o clube da Maserati. E tudo isso começou com uma aposta com seus irmãos, que duvidavam dela...

Fillipis. Pouco corajosa?

Muito próximas cronologicamente falando, Divina Galica e Lella Lombardi foram as mulheres seguintes a participar de GP's de F1. Galica tentou a classificação para três corridas, uma em 1976 e outras duas em 1978, pelas equipes Surtees e Hesketh, mas não obteve sucesso, já que sua especialidade era mesmo o esqui alpino, onde chegou a disputar as Olimpíadas pela Grã-Bretanha como capitã de sua equipe.

Galica. Melhor no esqui.

Já Lella foi mais adiante. Lombardi fez doze corridas entre 1974 e 1976, chegando inclusive a ser a única mulher da história a pontuar na categoria máxima do automobilismo. Conseguiu meio ponto no GP de Montjuic na Espanha. Seria um ponto inteirinho se a corrida não tivesse sido interrompida antes do final, por falta de segurança. Na época que só os 6 primeiros pontuavam, ela conseguiu o feito de chegar na sexta posição. Lella morreu em 1992, vítima de câncer aos 51 anos.

Lella Lombardi, vestida a caráter.

Um pouco depois, Desiré Wilson deu as caras. A sul-africana tentou uma única vez num carro extra da Williams para o GP da Inglaterra de 1980, mas sequer se classificou e não largou. Talvez por isso seja a representante menos lembrada por alguns.

Desiré Wilson: Uma vez e só.

E por último (Literalmente), a italiana Giovanna Amati teve a oportunidade de andar na Fórmula 1, e não num carro qualquer: Simplesmente na Brabham. Mas a Brabham em 1992 já não tinha dinheiro e carros bons para seus pilotos. Aliado a uma não muito habilidosa condutora, a Brabham viu-se na obrigação de dispensar sua empregada ao fim de três fins-de-semana onde a piloto sequer conseguiu botar o carro na grelha para a largada. Antes disso ainda tinha feito testes esporádicos pela Benetton. Destacando-se por sua beleza, Amati foi envolvida em boatos de romances com Niki Lauda e o nada bobo Flávio Briatore. Hoje vive como uma socialite, já que a moça tem berço: É nascida numa família rica e já foi até sequestrada em sua infância, por conta do dinheiro.

Amati à bordo da Brabham.

Hoje, depois de 18 anos sem mulheres inscritas em nenhuma prova oficial, a F1 convive diariamente com especulações de novos rostos feminimos surgirem na categoria. Sarah Fischer já chegou a testar um F1, mas foi algo sem muita importância. Outros nomes como o de Danica Patrick (Que procura dizer que não curte F1) e Natacha Gachnang (Prima de Sebastian Buemi) são ouvidos, mas nada de concreto. Quem sabe rola algo um dia.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Primórdios do Futebol Paulistano

No início não existia futebol Paulista, era só Paulistano mesmo. Apesar de equipes como Inter de Bebedouro e Associação Atlética Ponte Preta terem sido fundados muito cedo (A Ponte em 1900, e o Inter em 1906) essas equipes não faziam parte dos campeonatos estaduais no comecinho do século. Podemos chamar então os primeiros Campeonatos Paulistas de Campeonatos Paulistanos, ou até torneio municipal.

A verdade é que para uma cidade como São Paulo, que hoje conta com apenas 7 clubes no profissionalismo (Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Portuguesa, Juventus, Nacional e PAEC) o futebol amador caiu em certo desuso,e não tem a mesma força daquele praticado nos primórdios.

Vários campeões paulistas já nem existem mais.

Paulistano, o maior na época do amadorismo.

O Paulistano é até hoje o 5° maior clube em número de conquistas do Campeonato Paulista. Ao todo foram 11; O SPAC de Charles Miller possui 4 títulos, enquanto o A.A. das Palmeiras (Clube que inspirou a mudança do nome do Palestra Itália, e originou o São Paulo da Floresta, que posteriormente originou o SPFC de hoje) conta com 3 canecos, igualado a Portuguesa de Desportos; Além desses, o Germânia (Hoje Clube Pinheiros, não conta com Futebol Profissional) tem 2 títulos; o Internacional ('Irmão' do Inter de Porto Alegre. O nome dos dois foi dado pelo mesmo homem) tem 2; o Americano (Clube fundado em Santos, e extinto na Capital) tem 2; o São Bento (Nada a ver com o de Sorocaba) tem 2; e o São Paulo da Floresta (Não conta como o SPFC atual) tem 1.

SPAC, o São Paulo Athletic, um dois maiores clubes do início do século na cidade de São Paulo.

Fora essas equipes que em suas épocas eram consideradas grandes, várias outras saíram do amadorismo para tentar a sorte jogando o Paulistão. Times tradicionais no amadorismo, como o América, o Paissandú, o Ordem e Progresso, o Paulista, o República, o Sírio, e o Vicentino, tentaram dar voos mais altos, mas por pouco tempo planaram. Times-empresa também tentaram sorte, como o Sílex, o Santa Marina, o SP Alpargatas, o Antarctica, o Auto Audax, o Nitro Química entre outros.

Times que cresceram junto com as ferrovias fizeram sucesso principalmente no interior do estado, mas a capital também tem seu representante. O Nacional que até hoje mantém atividades, foi fundado como SPR, ou São Paulo Railway.

Associação Atlética das Palmeiras.

Mas o forte do futebol paulistano sempre foram as colônias. O exemplo mais notório é o Palmeiras, antigo Palestra Itália, que hoje é um dos maiores clubes das Américas e demonstra até hoje o que era a força da colônia italiana na cidade. Outros times carcamanos tentaram a sorte sem muito sucesso, como o Ruggerone e o Ítalo. Além deles, outro clube tradicionalíssimo da cidade baseado na colônia italiana é o Juventus, da Mooca, fundado como Cotonfício Rodolfo Crespi Futebol Clube.

Clube Atlético Juventus.

Times de outras colônias também já estiveram no Paulistão. A Portuguesa está ai até hoje, tendo participado de quase todas as edições do campeonato desde sua primeira inscrição em 20, só excetuando o ano de 37 onde não participou, além de uma participação na segunda divisão no ano de 2007. A colônia portuguesa também já foi representada pelo Lusitano Futebol Clube na década de 30, e teve no seu primeiro time o Sport Club Luzitano, que disputou o campeonato na década de 10 e é um dos times de origem da atual Portuguesa.

A colônia inglesa também investiu firme no futebol, em suas origens. O Corinthians, um dos maiores clubes do Brasil é inspirado no Corinthian-Casuals, time que excurcionou no país no início do século. Outros clubes de menor expressão representaram os ingleses no Paulistão, como o Britannia, e especificamente os escoceses, o Scottish Wanderers.

Além desses, a colônia Libanesa também teve um representante. O Libanês disputou o campeonato de 1935.

No começo também era comum os bairros mais tradicionais da cidade terem seus próprios clubes. O Barra Funda representou o bairro homônimo durante a temporada de de 27. O Campos Elíseos fez o mesmo um pouco antes, em 1914, 15 e 16. O bairro da Saúde teve no Estrela seu principal representante, de 1950 até 62, nas divisões de acesso. O bairro do Ypiranga teve o Ypiranga e o Independência. O Jardim América teve um representante com o mesmo nome em 35. A Lapa foi o bairro com mais representantes, ao todo 3: Alfa, Lapeaninho e União Lapa. A Mooca tem em sua vasta tradição o Parque da Móoca e o tradicional Juventus. O Minister representou o bairro de Santo Amaro, e além desses, o Tremembé teve um clube homônimo que disputou o torneio de 36.

Estrela da Saúde.

A vasta história do futebol Paulistano ainda prende a atenção dos mais românticos. O berço do futebol no país mostra que o futebol mudou muito. Antes, na era do amadorismo, bastavam algumas pessoas e um jogo de camisas e feito, o time estava pronto. Hoje em dia, na época do profissionalismo o futebol cresceu, ganhou asas, e é o esporte mais amado do país. De esporte elitisma, o futebol é hoje, o jogo do povo.