sexta-feira, 16 de julho de 2010

Lateral: Aperfeiçoamento feminino

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Hoje em dia consideram que o lateral é o recurso de bola parada menos ineficiente do futebol praticado no mundo todo. Consideram também, que em plasticidade dos movimentos feitos para a combrança de um tiro lateral, essa é a bola parada menos atraente.

Só que uma brasileira chamada Leah mostrou ao mundo que o lateral já foi algo chato e inofensivo. Jogando pela seleção Brasileira feminina sub-20, contra a Suécia, a atleta 'inovou' e mandou uma cambalhota na hora de lançar a bola com as mãos. E quem pensa que é apenas algo plástico que não favorece muito, está enganado. Com a cambalhota, a atleta consegue lançar a bola a distâncias bem maiores que o normal, e que acabam provocando lances muito mais perigosos que o esperado em lançamentos laterais.


A cambalhota na hora do lateral já existe a algum tempo, mas foi um pouco modificado pela lateral brasileira, que tornou o lançamento muito mais atrativo.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

8 curiosidades sexuais

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O sexo é, sem dúvida, um dos grandes prazeres da vida. A lista a seguir, compilada pelo site Listverse, mostra alguns fatos incomuns sobre o sexo que pouca gente conhece.

Praticar sexo leva à perda de peso
Em média um humano perde 26 calorias por minuto enquanto beija. Além disso, sexo vigoroso durante meia hora ajuda a queimar 150 calorias (três quilos em um ano – se você tiver relações sexuais 7 a 8 vezes por mês). Beijar também é muito bom para os dentes: o excesso de saliva lançado durante o ato ajuda manter a boca limpa.

O uso de perucas púbicas
A peruca púbica teve seu auge por volta de 1400, quando era usada, principalmente, por mulheres que depilavam a região para livrar-se de piolhos. Na era vitoriana, era frequentemente usada por prostitutas que queriam ocultar o fato de que sofriam de doenças como sífilis. Elas também foram usadas na indústria cinematográfica para esconder os genitais dos atores em cenas de nudez.

A origem dos preservativos
Os preservativos eram originalmente feitos de intestino animal ou linho. Na Ásia, antes do século XV, foram produzidos alguns preservativos para uso na glande. O dispositivo cobria apenas a cabeça do pênis. Na China, os preservativos foram feitos de papel de seda oleada, e no Japão, de carapaça de tartaruga ou animal de chifre. No século XVI, a maioria dos preservativos eram confeccionados com bainhas de linho embebido em uma solução química.

Sexo cura dores de cabeça
Da próxima vez que alguém recursar-se a fazer sexo com você alegando dor de cabeça, lembre a ela que o ato sexual pode ajudar a curar. O sexo faz com que o corpo libere endorfinas que, naturalmente, reduzem a dor.

Esperma e pele
Esperma é bom para a pele, basta deixar secar. A evaporação da água deixa proteínas que podem ajudar a reduzir rugas. Embora possa parecer um excelente tratamento anti-envelhecimento, a desvantagem óbvia é que você terá que andar por aí com esperma no rosto.

Pêlos pubianos
Todos os pêlos do corpo são controlados por um “programa de crescimento”, que determina a duração do crescimento (e, consequentemente, o comprimento) do cabelo. Pêlos pubianos tem um crescimento mais lento em comparação com os pêlos da cabeça.

Sexo por diversão
Os seres humanos não são as únicas criaturas a terem relações sexuais por diversão. Golfinhos e chimpanzés bonobos também foram observados no exercício de suas atividades sexuais, quando não estão nos seus ciclos reprodutivos naturais. Para os bonobos, o sexo funciona como instrumento de compensação da agressividade e faz o papel de agente reconciliador. As fêmeas bonobos são atrativas e ativas sexualmente o tempo inteiro.

Prostituição animal
Acredite ou não, alguns pinguins femininos (mesmo quando estão em um relacionamento sério) trocam favores sexuais com estranhos do sexo masculino em troca de materiais para construir seus ninhos. Em algumas ocasiões, a pinguim “prostituta” engana o macho. Eles realizam o ritual, que geralmente leva ao acasalamento e, quando entregam o pagamento, ela foge.

terça-feira, 13 de julho de 2010

O Cúmulo da Embriaguez

Enfim caros leitores. Finalmente estou mais apto para realizar postagens no blog com mais frequência. Para iniciar com bom humor aí vai uma piadinha.

Um homem vai ao bar, toma "todas que tem direito", sai do bar cambaleando e vai para a sua casa.
Depois de muitos tropeções, tombos e visão embassada o sujeito chega em casa faminto. Mas havia um problema... não existia um grão de arroz em sua casa.
Enquanto o cidadão pensava como faria pra se alimentar passava próximo dele um camundongo procurando onde se esconder.

O sujeito não pensa duas vezes e manda o camundongo pra dentro de sua boca. Pensando que fosse um pedaço de bife depois de três dias amanhecidos.
Quando o bêbado se deu conta do que havia ingerido entrou em desespero, ja que esse ato começou a causar alguns efeitos e o sujeito estava passando mal.
Correu então para um hospício, pensando que fosse um hospital. O funcionário do hospício olhou com desprezo e escutava o que o bêbado lhe dizia. De repente o rapaz pega um papel branco e uma caneta e começou a escrever algumas coisas. Ao terminar entrega o papel ao bêbado e diz:
-Essa é a receita. Veja o que consegue fazer com ela!
O bebado desesperado corre para a farmácia, apresenta a receita ao farmacêutico. Esse por sua vez confere a receita e logo em seguida ri descontrolavelmente.
O homem que então começa a recuperar seu estado sóbrio pergunta:
-Afinal de contas, do que você esta rindo tanto?
O farmacêutico se recompõe e diz:
- Estou rindo do que esta escrito aqui!
TOMAR UM GATO A CADA DUAS HORAS!

Dia do Rock

Hoje é dia do Rock! E como um fanático como eu de tudo o que é rock de verdade, acho que vale a pena destacar alguns dos representantes máximos do que é o gênero músical mais diversificado e com mais vertentes do mundo.

Uma genuína banda de rock geralmente conta com um vocalista, com um guitarrista, com um baixista e com um baterista. Se envolvem em tantas e tantas bandas também um tecladista, um bom guitarra base, um flautista ou et cætera.

Começando pelo pessoal do vocal, vários nomes se destacaram em todos esses anos. Desde Mick Jagger, Ozzy Osbourne, Robert Plant, até pra mim o melhor de todos, Freddie Mercury. Porém um virtuoso vocalista se destaca no meio de todos esses. Paul Rodgers que participou de formações do Bad Company, Free e Queen, entre outras coisas, é hoje um dos melhores vocalistas vivos do rock.



Guitarristas vieram de baciada durante todo o tempo. Um dos pioneiros, Robert Johnson, sequer conheceu a guitarra elétrica. Começando por Les Paul, uma série de bons guitarristas apareceram. Mas um dos meus preferidos ainda é Stevie Ray Vaughan. Me desculpem aos que não concordam, mas pra mim ele foi melhor que Jimi Hendrix.



Para alguns falta atitude para um baixista. Ele mesmo se ofusca atrás do vocalista com aquele som imperceptível para quem é leigo no assunto. Mas isso não era regra nem lei para Gene Simmons. Talvez Gene seja um dos únicos baixistas que tenham conseguido se destacar mais que os guitarristas de sua banda... E esses não eram quaisquer guitarristas. Ace Frehley que o diga.



E o baterista? Dizem que o cara das baquetas é aquele que teve preguiça de estudar música. Em contraponto ele é obrigado a carregar aquela tralha toda durante toda a carreira. Mas quem liga? O épico disco da épica banda Jethro Tull, Thick as a Brick, no lado B mostra um solo daqueles de bateria, praticamente impossível de repetir um idêntico. É algo que existe apenas uma vez, e fica na história, escrito em neon. Barriemore Barlow foi o homem que realizou. Aliás, em toda a extensão do Thick as a Brick se ouve batidas e mais batidas marcantes... A partir do terceiro minuto do seguinte vídeo, podemos ouvir a parte mais marcante.



Ainda falando de Jethro Tull, nenhuma banda conseguiu implementar a flauta transversal no meio de música algumas vezes pesadas com tanta propriedade. Uma das mais incríveis músicas a base de sopro foi introduzida no mundo da música através da banda, intitulada 'Bourée'.



E quem acha que rock é coisa só de menino, se engana. Mulheres de atitude sempre existiram no rock. Debbie Harry do Blondie, as Go Go's, as Bangles, Bonnie Rait, Tanya Tucker, isso só pra citar algumas. Mas quem mais impressionou até hoje foram as meninas do Runaways, com Joan Jett e cia.



Entre tantas outras coisas, o Rock até hoje é o gênero músical mais ouvido do globo, e é o que mais lança hits mundo afora, apesar da, talvez, queda de qualidade dos últimos anos. Ah, Foda-se! Feliz dia do ROCK!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Um mistério denominado Moai


Os Moais localizados na ilha da Páscoa, território habitado mais isolado do mundo pertencente ao Chile, são talvez um dos maiores mistérios do nosso planeta até hoje.

Segundo pesquisadores, os Moais foram esculpidos e levantados cerca de 200 anos antes da descoberta do Brasil, mais ou menos no ano 1300. Os maiores moais pesam cerca de 20 toneladas e medem quase 12 metros. Altura de alguns prédios de 4 andares.

E quem levantou os moais? Moradores da ilha afirmam que os Rapa Nui, o povo nativo do local, foram os responsáveis pelas cabeças gigantes. Os Rapa Nui formam um povo típico da Polinésia, região onde está localizada a ilha. Hoje, 60% dos moradores da ilha são os nativos, e falam o dialeto rapanui, apesar de também terem como a língua oficial o espanhol trazido pelos chilenos. Apesar disso, a descoberta da ilha foi obtida pelo holandês Jacob Hoggeveen, mas como este saiu do Chile, até hoje a ilha pertence ao país. Além do que, a Ilha tem este nome por ter sido descoberta num domingo de páscoa. Apesar dos Rapa Nui, que ao pé da letra quer dizer 'ilha grande', levarem a fama de terem levantado as verdadeiras obras de arte, nenhum documento ou descoberta comprova este fato.

Os moais estão espalhados por toda a extensão da ilha, e foram esculpidos basicamente de rochas vulcânicas extraídas dos dois vulcões da ilha, o Rano Kau, e o Puakatike. E quem pensa que são poucos, está enganado. São quase 900 moais espalhados pela ilha, com possibilidade de mais alguns ainda não descobertos.

Várias questões envolvem a construção e locomoção dos moais. Ninguém sabe ao certo como traziam as enormes pedras dos vulcões para a beira da praia, mas tudo leva a crer que foram roladas por toras de madeira, como faziam os egípcios na construção das pirâmides, mas este é outro fato não comprovado.

Apesar de várias lendas e de nada ter sido comprovado sobre a construção desses artefatos culturais, o mais provável é que a construção realmente tenha sido executada pelos polinésios que provavelmente habitam a ilha desde mais ou menos o ano 700. O povo polinésio descrito pelos seus descobridores era como 'homens brancos de cabelo vermelho'.

Ainda hoje, pesquisadores viajam para a ilha em tentativas de desvendar mais e mais mistérios sobre os moais, patrimônios da humanidade que ainda carregam diversas lendas.

domingo, 11 de julho de 2010

Entrevista Dust - Jarbas Duarte

Em complemento a entrevista com Michel Serdan, que publicamos a pouco, vale ler também essa que fizemos recentemente com Jarbas Duarte, seu fiel companheiro na época do Gigantes do Ringue na TV Gazeta. Segue:

The Dust: Oi Jarbas, tudo bem?

Jarbas Duarte:
Estou muito bem.

TD: Qual sua formação profissional?

JD: Sou jornalista. Me formei em 87/PUC - Campinas.

TD: Como foi o início na narração?

JD: Comecei em Sorocaba, na Clube.
TD: Existiram pessoas que te ajudaram a entrar no mercado, ou foi no puro esforço?

JD: Puro esforço de conhecer as pessoas certas. Nilson César da Jovem Pan me indicou para um amigo.


TD: Como começou a parceria (Marcante, por sinal) com Michel Serdan?

JD: Fui indicado por um amigo em comum, Pedro Camargo. O Michel fez a proposta e fiquei um bom tempo no comando ao lado do Cassiano Serdan e do Michel no GDR na TV Gazeta.


TD: Existe uma preferência por narrar lutas, ou o que vier é legal?

JD: Na verdade o que vier eu faço fácil, qualquer modalidade narro... Vôlei, basquete, tênis, lutas... Mas o meu forte é o futebol.

TD: Quais são seus projetos atuais?

JD: Estou num projeto de internet. Fiquei sócio de uma produtora de vídeos, que estará prestando serviços para um grande portal de vendas de carros pela internet. Algo bastante inovador. Esse portal estará plugado em todas as redes sociais. Será com certeza um sucesso de visitação. Ainda não está no ar mais adicione ai como favoritos esse endereço: WWW.autotv.com.br. E a minha web rádio JDsports, esta fazendo muito sucesso entre os internautas. Transmito jogos as quartas e aos domingos. Clique para ouvir: WWW.futebolpelainternet.com.br. Lá tem chat, vídeos e muitos parceiros.

TD: Também lembro de você fazendo comerciais. Como aconteceu?

JD: Foi um teste que apareceu. Topei, e já fazem 20 anos que estou no ar sem sair, todas as sextas, sábados e domingos vendendo carros.

TD: Existem ideias pro futuro?

JD: Sim, várias. Minha vida é cheia de desafios, devo estar colocando minha voz em jogos de futebol e em DVDs de apresentação de novos jogadores.

TD: Obrigado pela entrevista Jarbas. Quer fazer algum anúncio ou deixar algum recado?

Obrigado pela entrevista.

Meus contatos:

eu@jarbasduarte.com.br

jarbasduarte65@hotmail.com

Meu site: WWW.jarbasduarte.com.br

Minha web rádio JDsports:

WWW.futebolpelainternet.com.br

WWW.radioJDsports.com.br

sábado, 10 de julho de 2010

O dez de cinquenta


A Copa de 50, que foi marcada pelo Maracanazo, onde mais de 150 milhões 150 mil brasileiros se calaram com a derrota sofrida para o Uruguai, tirando o que seria o primeiro título brasileiro de seleções do Brasil, teve seu camisa 10. Naquela Copa, o dez do time foi Danilo Faria Alvim, ou somente Danilo. Em 1950 o jogador já tinha 29 anos, atuava como meio campo, e era apelidado de príncipe pelo seu estilo refinado de jogar. Sua carreira foi totalmente baseada no futebol carioca, onde teve passagens por grandes clubes como Botafogo, Canto do Rio e América, times fortes na época. Mas onde se destacou mesmo foi no Vasco da Gama. Jogou no clube por oito anos, entre 1946 e 1954, onde conquistou o Campeonato Sul-Americano de Campeões em 1948, e o Campeonato Carioca nos anos de 1947, 1949, 1950 e 1952.

Apesar de Danilo Alvim ter sido um dos jogadores que amargaram aquela derrota no Maracanã, ele obteve glórias vestindo a camisa da seleção brasileira. Além dos 27 jogos com 18 vitórias, 3 empates, 6 derrotas, e marcando 2 gols, conquistou os títulos do Campeonato Sul-Americano em 1949, a Taça Rio Branco em 1947 e 1950, além da Taça Oswaldo Cruz em 1950.

Depois do término de sua carreira no futebol dentro dos campos, Danilo Alvim ainda foi técnico, dos bons. Ganhou treinando a seleção boliviana o Campeonato Sul-Americano de Futebol em 1963 (Título esse o único oficial da Bolívia até hoje), além de ter ganho pelo Clube do Remo o paraense de 1969, e o bi do Campeonato do Norte, em 1968 e 1969. Conquistou ainda pelo Itabaiana um sergipano, no ano de 1981.

Solitário depois da morte de sua esposa, vivendo com um salário mínimo de aposentadoria e com as boas lembranças do passado na memória, o jogador que quase não pode exercer o futebol por ter sido atropelado por um carro e ter ficado 18 meses com gessos nas pernas, o histórico homem exemplo de atleta e de superação nos deixou em 16 de maio de 1996, aos 75 anos.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Piadinha...

Faz tempo que não rola piada aqui no blog, né? Vamos a algumas (politicamente incorretas), só pra não perdermos o costume.

Hitler morre e vai para o inferno, assim que chega reclama com o Capeta:
- Eu preciso voltar imediatamente à Terra!! Tenho uma coisa muito importante para fazer! Preciso só de mais uma semana!
- De jeito nenhum! - diz o diabo. - Já deu um trabalhão tirar você de circulação. Não vai voltar nunca mais!
- Mas eu preciso, eu preciso fazer uma coisa muito importante!
Curioso, o Diabo pergunta:
- Mas o que é assim tão importante?
- Eu preciso matar 4 milhões de Judeus e 3 suecos.
- Porque os três suecos?
- Tá vendo só! Ninguém se importa com os Judeus!



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Certo dia um menino foi a igreja se confessar e disse ao padre:
-padre, cometi incesto com minha irmã!
O padre espantado respondeu:
-Mas meu filho, logo sua irmã?!
-você sabe né padre... Bolinha vai, bolinha vem, se eu não faço com ela, não faço com mais ninguém!
Meia hora depois volta o menino e diz:
-padre, cometi incesto com minha mãe!
o padre espantado responde:
-meu filho... logo sua mãe? Isso é pecado.
-você sabe né padre... bolinha vai, bolinha vem, e se não é com ela, não é com ninguém!!
o menino repetiu essa mesma história com o pai, avó, avô, tio, tia...
Depois o menino volta a igreja pra confessar novamente com o padre e o encontra em cima do confessionário assustado e diz:
-padre, o que o senhor esta fazendo ai em cima?
o padre sem demora responde:
-você sabe né meu filho... bolinha vai, bolinha vem, e se eu vacilar você faz comigo também!



quinta-feira, 8 de julho de 2010

O poder ditador de José Serra

Que todos nós sabemos que o Serra enrola todo mundo em debates e horários políticos, e lança suas diretrizes e prioridades para a população sem dizer nada de muito útil, todos nós sabemos. Que ele acha que a gripe H1N1 é transmitida pelo espirro dos porcos, nós também sabemos. Que ele prefere fazer campanha contra o adversário, do que pra ele mesmo, também sabemos.

Mas o que me surpreende é o poder sujo que esse homem tem de mexer seus pauzinhos da maneira que bem entende, sem dosar muito as consequências, se estiver bem para ele... Típico de um ditador.

Todos que acompanham esse blog sabem que eu sou fã de Heródoto Barbeiro, um dos jornalistas mais respeitados desse país. Serra ficou chateado com uma pergunta completamente coesa e verdadeira da parte de Barbeiro no programa Roda Viva, o que fez com que o programa tivesse mudanças tanto na produção, quanto na ancoração. Veja só:



Só pra lembrar a todos os mais desinformados. A TV Cultura é de posse do Governo de São Paulo, de onde José Serra acabou de sair para concorrer ao Planalto.

O povo não merece um sujeito como esse no governo. Suas idéias são péssimas. Seus projetos são furados. Ele promete saúde e segurança para o país, mas sequer conseguiu realizar isso em São Paulo. Além do que, promete se manter no cargo durante todo o mandato, mas não cumpre. Não seria estranho se existisse um cargo de 'presidente das américas' e ele largasse o Planalto para concorrer.

Enfim, pense muito, muito, muito mesmo antes de votar nessas eleições. Não existe candidato. Dê seu voto para qualquer um de partido nanico. Será mais rentável.

A pergunta que eu deixo dessa vez é simples. A ditadura acabou mesmo? A liberdade de expressão existe em sua totalidade?


Seleção da Copa

Certo, certo, a Copa ainda nem acabou. Mas lembrem-se que escolheram o Oliver Kahn como melhor goleiro da Copa de 2002 antes da final, e justo no jogo decisivo ele acabou falhando...

Enfim, não vou pensar duas vezes em fazer minha formação top dessa Copa, que já temos seus principais jogadores definidos antes mesmo da final.


Goleiro - Mark Paston (Nova Zelândia): Paston foi essencial para a conquista dos três pontos obtidos pela seleção da Nova Zelândia na primeira fase. A classificação não veio, mas Paston fez defesas incríveis para sua seleção, principalmente contra a Itália e contra o Paraguai, que terminou no grupo F apenas um ponto atrás da classificada Eslováquia. Para uma seleção taxada de saco de pancadas antes da Copa, Paston, juntamente com outros jogadores, surpreendeu.

Dupla de Zaga - Carlés Puyol e Arne Friedrich (Espanha e Alemanha): As seleções que se enfrentaram na semi-final vencida pela Espanha podem estar orgulhosas de seus zagueiros. Puyol é enérgico, e apesar de ser pesado e baixo para um zagueiro, consegue compensar os problemas com garra e posicionamento. Já Friedrich é excelente na marcação, tem um ótima saída de bola e se antecipa como nenhum outro zagueiro fez durante a Copa do Mundo.

Lateral Direito - Hans Sarpei (Gana): Sarpei foi uma peça importantíssima na seleção de Gana que chegou nas quartas-de-final dessa Copa. Seu estilo clássico e sua boa marcação renderam a seleção ganesa uma segurança grandiosa pelo setor direito da defesa. Já experiente com 33 anos, não é um apoiador perfeito, mas foi um dos grandes defensores da competição.

Lateral Esquerdo - Giovanni van Bronckhorst (Holanda): Van Bronckhrost não teve um início de Copa muito feliz, mas cresceu durante a competição graças a sua experiência vasta no futebol. Aos 35 anos, o holandês mostra vitalidade para ir e voltar em campo, e além de ter no seu ponto forte a marcação, chegou a fazer um golaço na Copa do mundo com um chute potente de perna esquerda.

Dupla de volantes - Yasuhito Endo e Egídio Arevalo (Japão e Uruguai): Endo foi um dos principais jogadores da seleção japonesa que caiu na Copa nas oitavas, só nos pênaltis. Endo já é rodado em Copas e além de ser ótimo na marcação e na saída de bola, foi um dos mais destacáveis atletas em bola parada da competição, o que faltou durante toda a Copa. Já Arevalo, mesmo sendo o provável jogador menos badalado entre os onze titulares da seleção uruguaia, foi implacável na marcação durante toda a competição, e de longe foi o mais útil jogador de marcação da Copa.

Meio campo - Wesley Sneijder e Mesut Özil (Holanda e Alemanha): Sneijder talvez seja um dos remanescentes jogadores que fazem a função original de um camisa 10. Arma o jogo, chuta de longe, chega na área adversária, puxa contra ataques... É um dos melhores da Copa. Já Özil deu uma cara nova ao meio campo alemão. O que era um meio campo com um Ballack muito técnico, mas pouco dinâmico e efetivo, se transformou num rápido e imprevisível setor de armação com Özil.

Ataque: David Villa e Diego Forlán (Espanha e Uruguai): David Villa praticamente resolveu os jogos da Espanha até a semi-final, quando o time não se mostrou nem um pouco inspirado. Ou melhor, a inspiração do time todo tinha passado ao atacante, que caído pela esquerda fez estrago com a grande maioria dos adversários. Já Forlán é a qualidade técnica interligada a raça uruguaia, que fez com que a celeste voltasse ao hall das grandes seleções do mundo. Foi perfeito na armação de jogadas, e fez seus golaços de fora da área, e de bolas paradas.

E ai, concorda?

terça-feira, 6 de julho de 2010

Entrevista Dust - Michel Serdan

Tivemos a honra de poder entrevistar Michel Serdan, um dos pioneiros da luta livre no Brasil. Tudo o que você precisa saber, ele conta nessa conversa.


The Dust: Oi Michel, tudo bem? A princípio, qual sua formação inicial na luta?

Michel Serdan: Comecei em lutas num seminário, fazendo judô, que treinei durante 10 anos.

TD: E como começou a luta livre na sua carreira?

MS:
Certa vez encontrei um argentino, num torneio de braço de ferro. Seu nome era Gran Caruso e ele me perguntou se eu ganhava dinheiro com o judô e com o jiu jitsu, que também já praticava - respondi que não! Ele então me deu o endereço de uma academia, na praça das Bandeiras, onde treinavam varios profissionais. No outro dia estava lá, e nunca mais parei.

TD: Seus maiores rivais talvez tenham sido o Belo e o Mozart. Existem mais alguns?

MS:
Meus rivais mais recentes foram Mozart e o Pit Bull. Antigamente, na fase da TV Record foram Aquiles e o Belo. Tive vários, ainda mais antigos. Naquela época eu era do mal e minha bronca era contra os bonzinhos tipo o Ted Boy (Marino), Bala de Prata e outros.

TD:
A época dos Gigantes do Ringue foi sensacional. Eu Danilo, pessoalmente, tive a experiência de assistir algumas lutas no Ginásio 7 de Setembro... Existe talvez, uma falta de apoio de patrocinadores para o programa alavancar com sucesso novamente?

MS: Pois é Danilo! A época do 7 de setembro foi realmente boa. Tinhamos muitos patrocinadores. Com a venda da Record para a igreja Universal tivemos que parar... Hoje o que falta realmente são os patrocinadores e uma TV aberta.

TD:
E como surgiu a ideia do WWE no Brasil?

MS:
Consegui apresentar um projeto do GDR-BRASIL para o Sílvio Santos. Só que ele pediu para que falasse com um chileno encarregado de novos projetos que me comunicou que já tinha assinado com a WWE, e então me contratou. Quando os gringos viessem para excursionar no Brasil, iriam precisar da estrutura do GDR-BRASIL. Iríamos fazer também um reality show com lutadores brasileiros de onde sairiam 2 vencedores que seriam contratados pela WWE. Só que o Ministério Público tirou do ar pela violência no horário... Acabou-se tudo. Mas ainda mantenho um bom relacionamento com a WWE. Com o Shane McMahon, que não está mais na empresa.

TD:
Você chegou a conhecer figuras marcantes do WWE, certo? Eles são carrancudos mesmo, ou fora do ringue o clima amigável é o que predomina?

MS: Conheci quase todos os lutadores, que me receberam muito bem e o clima é muito bom. Não são inimigos, são adversários.

TD: A dupla Michel Serdan e Jarbas Duarte talvez seja a mais lembrada do Brasil, quando se fala em narração de lutas. Existe o reconhecimento?

MS: Existe a lembrança, pois a entrada da WWE aqui no Brasil foi muito forte, e até porque eu e o Jarbas Duarte fomos os primeiros a narrar em português. Marcou bastante.

TD: Quais são seus projetos atuais, envolvendo publicidade, lutas, ou qualquer outra coisa?

MS:
Meu projeto principal é entrar com o GDR-BRASIL numa TV aberta. Por enquanto vamos ficando na Rede NGT aos domingos, às 22:00 horas. Se sair uma TV aberta e conseguirmos firmar e dar audiência, o próximo passo é trazer de novo a WWE que é minha segunda paixão. Como disse antes, estamos na NGT, sou contratado para a publicidade do energético "Gladiator" da Coca-Cola, que veicula no Pânico e estamos á disposição dos promotores de eventos com nosso show.


TD: Muito obrigado pela entrevista, Michel! Quer deixar algum recado ou fazer um anúncio rápido?

MS: Para encerrar - Quem quiser praticar a luta livre, se tiver acima de 1,75m de altura com nínimo de 80kg, o corpo bem trabalhado e se for maior de 18 anos, é só entrar em contato para fazer um teste, se for aprovado, bancaremos os treinamentos. Um abraço a todos.

(O contato de Michel Serdan pode ser feito pelo endereço de e-mail: michelserdan@ig.com.br, ou pelos telefones
(11)2607-6048, (11)2607-6411 e celulares 7979-4113 e 8633-1295. Mais informações no site http://www.michelserdan.com.br/).

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Renascimento celeste

O que é esse Uruguai de hoje? Talvez seja uma surpresa, mas nem tanto.

O Uruguai de Andrade tio em 1930, e o Uruguai de Andrade sobrinho de 1950, deram ao um dos menores países da América do Sul o status de potência futebolística mundial. Potência essa que não via cor. O líder daquele Uruguai de trinta talvez seja o pioneiro de todos os esportistas negros tão bons que já surgiram para o esporte mundial.

Andrade jogava por paixão. Liderou a primeira seleção a ser campeã mundial de futebol. Era um negro entre 10 outros brancos aguerridos uruguaios. A 'Maravilha Negra como era chamado', além do título de 30, levou as olimpíadas de 24 e de 28, sendo um dos escritores do nome da 'Celeste Olímpica' pelo mundo. Jogava simplesmente pela paixão. Morreu só e pobre num asilo em Montevidéu, mas teve tempo de ver seu sobrinho escrever mais uma história...

Os de 30. Mascheroni, Nasazzi, Ballesteros, Fernandéz, Andrade e Gestido, esses em pé. Os agachados são Dorado, Scarone, Castro, Cea e Iriarte.

O Andrade de 50 não era técnico como o tio, mas tem a fama de, no Maracanazo, ter simplesmente anulado Zizinho, o jogador mais notável do Brasil. Depois disso, praticamente perdeu o estigma de sombra de seu tio para se transformar no 'Pérola Negra'. Depois de 50, ainda participou do mundial de 54 e venceu a Copa América em 56. Também terminou sua vida com humildade, tendo em seus últimos anos a profissão de porteiro.

Os de 50. Varela, Tejera, Gambetta, Matías Gonzalez, Máspoli, Rodríguez, Andrade, esses em pé. Agachados, o herói nacional Ghiggia, Júlio Perez, Miguez, Scchiafino e Morán.

Depois de baixíssimos, e de praticamente perder a marca de seleção gigante, o Uruguai em 2010, depois de 40 anos após uma boa campanha em copas, ensaia um retorno em grande estilo. Mas a verdade é que, mesmo sem o título, a seleção de Lugano, Muslera, Suarez, Abreu, Arevalo, Fucile, e sobretudo, de Forlán, já fez o que todos os uruguaios queriam e precisavam: Fizeram a temida Celeste Olímpica ser poderosa novamente.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

FF1 (Female Formula 1)

Como muitos esportes, a F1 também sente a falta de uma atenção maior às mulheres. Aliás, não só a F1, como qualquer outra categoria automobilistica, que não separa os competidores entre mulheres e homens. Não que hoje não existam representantes do sexo feminino, mas a predominância ainda é quase no seu total de homens.

Apesar de o mundo cada vez mais dar liberdade a mulher como um todo, a maior categoria automobilistica do globo ainda sente falta de representantes, digamos, mais agradavéis aos olhos dos espectadores masculinos... E numa época em que o mundo em geral ainda era muito preconceituoso com mulheres no meio de 'coisas para homem', existiram essas valentes pessoas que representaram o dito sexo frágil no maior evento automobilismo do mundo.

A pioneira foi Maria Teresa de Fillipis, italiana, que correu entre 1958 e 1959 por Porsche e Maserati. Conquistou em sua passagem pela F1 como melhor resultado um décimo lugar. Parou e teve uma filha em 1960, entrou para o ilustre International Club of Former F1 Grand Prix Drivers (Clube Internacional de Ex-Pilotos de Fórmula 1) e hoje mora na Itália, possui netos, além de presidir o clube da Maserati. E tudo isso começou com uma aposta com seus irmãos, que duvidavam dela...

Fillipis. Pouco corajosa?

Muito próximas cronologicamente falando, Divina Galica e Lella Lombardi foram as mulheres seguintes a participar de GP's de F1. Galica tentou a classificação para três corridas, uma em 1976 e outras duas em 1978, pelas equipes Surtees e Hesketh, mas não obteve sucesso, já que sua especialidade era mesmo o esqui alpino, onde chegou a disputar as Olimpíadas pela Grã-Bretanha como capitã de sua equipe.

Galica. Melhor no esqui.

Já Lella foi mais adiante. Lombardi fez doze corridas entre 1974 e 1976, chegando inclusive a ser a única mulher da história a pontuar na categoria máxima do automobilismo. Conseguiu meio ponto no GP de Montjuic na Espanha. Seria um ponto inteirinho se a corrida não tivesse sido interrompida antes do final, por falta de segurança. Na época que só os 6 primeiros pontuavam, ela conseguiu o feito de chegar na sexta posição. Lella morreu em 1992, vítima de câncer aos 51 anos.

Lella Lombardi, vestida a caráter.

Um pouco depois, Desiré Wilson deu as caras. A sul-africana tentou uma única vez num carro extra da Williams para o GP da Inglaterra de 1980, mas sequer se classificou e não largou. Talvez por isso seja a representante menos lembrada por alguns.

Desiré Wilson: Uma vez e só.

E por último (Literalmente), a italiana Giovanna Amati teve a oportunidade de andar na Fórmula 1, e não num carro qualquer: Simplesmente na Brabham. Mas a Brabham em 1992 já não tinha dinheiro e carros bons para seus pilotos. Aliado a uma não muito habilidosa condutora, a Brabham viu-se na obrigação de dispensar sua empregada ao fim de três fins-de-semana onde a piloto sequer conseguiu botar o carro na grelha para a largada. Antes disso ainda tinha feito testes esporádicos pela Benetton. Destacando-se por sua beleza, Amati foi envolvida em boatos de romances com Niki Lauda e o nada bobo Flávio Briatore. Hoje vive como uma socialite, já que a moça tem berço: É nascida numa família rica e já foi até sequestrada em sua infância, por conta do dinheiro.

Amati à bordo da Brabham.

Hoje, depois de 18 anos sem mulheres inscritas em nenhuma prova oficial, a F1 convive diariamente com especulações de novos rostos feminimos surgirem na categoria. Sarah Fischer já chegou a testar um F1, mas foi algo sem muita importância. Outros nomes como o de Danica Patrick (Que procura dizer que não curte F1) e Natacha Gachnang (Prima de Sebastian Buemi) são ouvidos, mas nada de concreto. Quem sabe rola algo um dia.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Primórdios do Futebol Paulistano

No início não existia futebol Paulista, era só Paulistano mesmo. Apesar de equipes como Inter de Bebedouro e Associação Atlética Ponte Preta terem sido fundados muito cedo (A Ponte em 1900, e o Inter em 1906) essas equipes não faziam parte dos campeonatos estaduais no comecinho do século. Podemos chamar então os primeiros Campeonatos Paulistas de Campeonatos Paulistanos, ou até torneio municipal.

A verdade é que para uma cidade como São Paulo, que hoje conta com apenas 7 clubes no profissionalismo (Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Portuguesa, Juventus, Nacional e PAEC) o futebol amador caiu em certo desuso,e não tem a mesma força daquele praticado nos primórdios.

Vários campeões paulistas já nem existem mais.

Paulistano, o maior na época do amadorismo.

O Paulistano é até hoje o 5° maior clube em número de conquistas do Campeonato Paulista. Ao todo foram 11; O SPAC de Charles Miller possui 4 títulos, enquanto o A.A. das Palmeiras (Clube que inspirou a mudança do nome do Palestra Itália, e originou o São Paulo da Floresta, que posteriormente originou o SPFC de hoje) conta com 3 canecos, igualado a Portuguesa de Desportos; Além desses, o Germânia (Hoje Clube Pinheiros, não conta com Futebol Profissional) tem 2 títulos; o Internacional ('Irmão' do Inter de Porto Alegre. O nome dos dois foi dado pelo mesmo homem) tem 2; o Americano (Clube fundado em Santos, e extinto na Capital) tem 2; o São Bento (Nada a ver com o de Sorocaba) tem 2; e o São Paulo da Floresta (Não conta como o SPFC atual) tem 1.

SPAC, o São Paulo Athletic, um dois maiores clubes do início do século na cidade de São Paulo.

Fora essas equipes que em suas épocas eram consideradas grandes, várias outras saíram do amadorismo para tentar a sorte jogando o Paulistão. Times tradicionais no amadorismo, como o América, o Paissandú, o Ordem e Progresso, o Paulista, o República, o Sírio, e o Vicentino, tentaram dar voos mais altos, mas por pouco tempo planaram. Times-empresa também tentaram sorte, como o Sílex, o Santa Marina, o SP Alpargatas, o Antarctica, o Auto Audax, o Nitro Química entre outros.

Times que cresceram junto com as ferrovias fizeram sucesso principalmente no interior do estado, mas a capital também tem seu representante. O Nacional que até hoje mantém atividades, foi fundado como SPR, ou São Paulo Railway.

Associação Atlética das Palmeiras.

Mas o forte do futebol paulistano sempre foram as colônias. O exemplo mais notório é o Palmeiras, antigo Palestra Itália, que hoje é um dos maiores clubes das Américas e demonstra até hoje o que era a força da colônia italiana na cidade. Outros times carcamanos tentaram a sorte sem muito sucesso, como o Ruggerone e o Ítalo. Além deles, outro clube tradicionalíssimo da cidade baseado na colônia italiana é o Juventus, da Mooca, fundado como Cotonfício Rodolfo Crespi Futebol Clube.

Clube Atlético Juventus.

Times de outras colônias também já estiveram no Paulistão. A Portuguesa está ai até hoje, tendo participado de quase todas as edições do campeonato desde sua primeira inscrição em 20, só excetuando o ano de 37 onde não participou, além de uma participação na segunda divisão no ano de 2007. A colônia portuguesa também já foi representada pelo Lusitano Futebol Clube na década de 30, e teve no seu primeiro time o Sport Club Luzitano, que disputou o campeonato na década de 10 e é um dos times de origem da atual Portuguesa.

A colônia inglesa também investiu firme no futebol, em suas origens. O Corinthians, um dos maiores clubes do Brasil é inspirado no Corinthian-Casuals, time que excurcionou no país no início do século. Outros clubes de menor expressão representaram os ingleses no Paulistão, como o Britannia, e especificamente os escoceses, o Scottish Wanderers.

Além desses, a colônia Libanesa também teve um representante. O Libanês disputou o campeonato de 1935.

No começo também era comum os bairros mais tradicionais da cidade terem seus próprios clubes. O Barra Funda representou o bairro homônimo durante a temporada de de 27. O Campos Elíseos fez o mesmo um pouco antes, em 1914, 15 e 16. O bairro da Saúde teve no Estrela seu principal representante, de 1950 até 62, nas divisões de acesso. O bairro do Ypiranga teve o Ypiranga e o Independência. O Jardim América teve um representante com o mesmo nome em 35. A Lapa foi o bairro com mais representantes, ao todo 3: Alfa, Lapeaninho e União Lapa. A Mooca tem em sua vasta tradição o Parque da Móoca e o tradicional Juventus. O Minister representou o bairro de Santo Amaro, e além desses, o Tremembé teve um clube homônimo que disputou o torneio de 36.

Estrela da Saúde.

A vasta história do futebol Paulistano ainda prende a atenção dos mais românticos. O berço do futebol no país mostra que o futebol mudou muito. Antes, na era do amadorismo, bastavam algumas pessoas e um jogo de camisas e feito, o time estava pronto. Hoje em dia, na época do profissionalismo o futebol cresceu, ganhou asas, e é o esporte mais amado do país. De esporte elitisma, o futebol é hoje, o jogo do povo.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Te achei! - Daniela Aedo

Várias e várias atrizes mirins foram destaque na infância de muita gente aqui no Brasil, mesmo sendo mexicanas, graças ao SBT que investiu pesado em programação mexicana ao longo de sua história.

Uma dessas atrizes foi Daniela Aedo. Protagonista da novelinha 'Carita de Angel', Aqui no Brasil, 'Carinha de Anjo', além de outras novelinhas como 'Viva los niños - Carussel 2' ficou meio sumida das telas durante um tempo. Mas em 2009 ela voltou a atuar já próxima dos seus 15 anos de idade, bem mais madura e desenvolvida.

E o que era assim...


...Ficou assim.


E então, o tempo fez bem a moça?

terça-feira, 29 de junho de 2010

Entrevista Dust - Diogo Brandão

(Vai ai agora um projeto completamente novo e inusitado pro blog, entrevistas! E desde já agradeço ao nosso primeiro convidado, o ator e músico Diogo Brandão, por ter sido tão solicito. Ai vai:)


Diogo Brandão (Do cabelo macarrãozinho) é ator e cantor, atualmente em cartaz com a peça 'Dona Flor e seus dois maridos', e segue com o Benflos, sua banda de longa data. Segue o papo:

The Dust: E aí Diogo, tudo bem?

Diogo Brandão:
Tudo tranqüilo meu querido Danilo. (Tenho um primo de Taubaté com o mesmo nome).

TD: Já vem desde pequeno esse dom de conseguir prender a atenção das pessoas?

DB: Cara, eu acho que não. Quando era molecote eu queria ser desenhista. Era tímido com pessoas novas e nem pensava em música e atuação. Minha mãe era dançarina contemporânea e atriz e meu pai ator e músico. Acho que consegui prender a atenção dos meus pais com as estripulias em casa, muito mais do que com as outras pessoas.

TD: Começou a aparecer pro pessoal cantando ou atuando? Qual foi sua primeira aparição pública fazendo algo parecido que seja?

DB: O ator veio antes. Fiz teatro pela primeira vez na Escola Senador Corrêa e o professor era o Márcio trigo, hoje diretor do Casseta e Planeta se não me engano. Eu tinha 11 anos. O primeiro curso de teatro fora da escola foi na Casa da Gávea, na sala “Chiquinho Brandão” (sala que homenageia meu pai no nome). Depois do curso montamos uma peça, essas coisas... Antes de tudo isso, via meus pais atuando. A primeira vez que subi num palco como vocalista de banda, foi num festival de rock num clube no Jardim Botânico chamado “Clube Carioca” devia ter por volta de 17 anos. Muito tempo depois, descobri que foi naquele mesmo lugar que o Chico Buarque estreou. Ter isso em comum com o mestre é algo que me deixa deveras orgulhoso.

TD: Como começou o Rockz e o Benflos?

DB: A Benflos é bem mais antiga. Ela começou como primeira banda da galera. O Daniel que hoje é um renomado baixista de rock (já tocou com o Lobão, Jr Tolstoi e muitos outros) pegou num baixo pela primeira vez pra tocar na Benflos. Eu só conheci o pessoal da banda muito tempo depois quando eu trabalhava num estúdio que não existe mais. O lendário Groove. (Foi lá que nasceu o Planet hemp. Reza a lenda que foi lá também que o Falcão d’O Rappa fez teste pra ser o vocalista). A Benflos ensaiava no Groove, eu trabalhava lá e achava a banda boa. Como não tinha vocalista, eu escrevi uma letra pra uma música deles e mostrei no final do ensaio. Acabei entrando na cara-de-pau. A Rockz era um projeto do Pedro Garcia (ex-Planet Hemp e Cabeça) e do Nobru Pederneiras (ex-cabeça também). O Daniel e o Muzak foram convidados por eles pra entrar e eu já tocava com o Daniel na Benflos. O Pedrinho eu conhecia por intermédio do meu primo que foi roadie do Planet. Aí acabou rolando...

TD: Na TV com o Rockz, se me lembro bem, a primeira aparição foi no Gordo Freak Show da MTV, certo? Mais alguma aparição marcante na TV ou em rádios?

DB: Certo! Depois do Gordo, rolou Banda Antes, Jornal da MTV ao vivo, Jornal da MTV na praia e outras coisas. Um momento marcante pra mim foi o nosso show no Canecão. Sonho de muita gente que trabalha com música, né não?

TD: Ainda mantém trabalhos mesmo que paralelos com alguma das bandas?

DB: A Benflos ta aí. Dia 25 de agosto tem show na Casa da Gávea, na sala Chiquinho Brandão. Momento mais do que especial pra mim! Vai rolar até DVDzin... Essa é a chance de conhecer a banda!

TD: E essa inversão da música pra atuação?

DB: As duas coisas estão interligadas sempre. Estou em cartaz com uma peça onde tenho que tocar violão, caixa-clara, pandeiro, cantar e atuar. Acho que vou fazer as duas coisas (músicar e atuar) pro resto da vida. (To querendo).

TD: Atuar ao lado de atores consagrados ajuda a crescer profissionalmente, ou o negócio é ir por si mesmo?

DB: Claro que ajuda. Além de aprender muito com todos eles, o mercado te vê com outros olhos. Até já escutei ao negociar um cachê: “É, você já trabalhou com o Diogo Vilela... Não vou conseguir te pagar menos que isso...”

TD: Tem projetos futuros de voltar a música, ou o negócio é atuar apenas, por enquanto?

DB: Música sempre! Tem um lance novo aí, mas é segredo ainda. Por hora: show da Benflos dia 25 de agosto na Casa da Gávea!!!

TD: Valeu Diogo... Quer fazer um Jabá básico?


DB: Em cartaz com “Dona Flor e seus dois maridos” com Marcelo Farias, Fernanda Paes Leme e grande elenco (eu no meio) rodando o Brasil. Pra saber da agenda: www.donafloreseusdoismaridos.com.br

Ano que vem tem o novo filme do Arnaldo Jabor nos cinemas: “A suprema felicidade” e eu to lá atuando.

Todo carnaval tem o Bloco do Kazoo. To lá na bagunça.

Quem quiser me achar, tô no Orkut e facebook: Diogo Brandão

Valeu Danilo, grande abráx!!!

Histórias Ludopédicas: Bagunça Pré-FPF

FPF, Federação Paulista de Futebol. A Federação estadual de futebol com mais associados. Hoje o que é uma organizada instituição presidida por Marco Polo del Nero já foi uma desordem só, até porquê ela teve antecessores brigões. Vou contar a história...

No fim do século XIX, o futebol começava a ganhar ares importância na cidade de São Paulo. O primeiro Campeonato Paulista relatado ocorreu em 1899 pelas equipes do SPAC, Mackenzie College e Hans Nobiling, que foi o time homônomo deste alemão que posteriormente fundou o S.C. Germânia.

Com o surgimento de outras equipes voltadas para o futebol, é criada então a Liga Paulista de Foot-Ball, em 14 de dezembro de 1901. Os fundadores foram o SPAC, o S.C. Internacional, A.A Mackenzie College, S.C. Germânia, e C.A. Paulistano. Seu primeiro presidente foi Antonio Casemiro da Costa, que deu seu nome para a primeira taça a ser disputada no país. Em 1912, a LPF começa a sofrer concorrência. Neste ano houve uma cisão entre os dirigentes. Uns defendiam a popularização do esporte, enquanto outros queriam a manutenção de esporte para senhores de alta classe. O estádio oficial também foi motivo para discussão. A LPF preferia o Parque Antártica, enquanto o Paulistano defendia a utilização do Velódromo.

Nesse contexto, o Paulistano e a A.A. das Palmeiras, se retiram do campeonato, e o Paulistano cria a APSA, a Associação Paulista de Sports Atléticos. O primeiro campeonato da APSA é disputado por só três equipes: Paulistano, A.A. das Palmeiras e Mackenzie. Mas ano a ano, a liga vai ganhando adeptos e em 1917, a LPF é extinta. A APSA passa a se chamar APEA, Associação Paulista de Esportes Atléticos, apenas por questões gramaticais da época.

A APEA consegue reunir, finalmente, o primeiro 'Trio de Ferro' do estado: Paulistano, Palestra Itália e Corinthians. De 1917 a 1925, a APEA se consolida, e o futebol começa a adquirir sua característica atual. Em 1926, começam os debates sobre a profissionalização do esporte. Esse fator, somado à popularização do futebol, faz com que o Paulistano rompa novamente com uma federação que ajudou a fundar, desta vez com a APEA, para fundar a LAF, Liga dos Amadores de Futebol. Seguido pelos seus principais clubes do início do século, a LAF rivalizou com a APEA até 1929. Nesses quatro campeonatos ocorridos simultaneamente, o futebol cresce com a briga entre as duas. Equipes do interior são convidadas a disputar o certame, como Guarani, Ponte Preta, Comercial de Ribeirão Preto, Paulista de Jundiaí entre outras.

O primeiro Trio de Ferro.

Mas na verdade, a história ja tinha mudado, e o Paulistano continuava parado no tempo. Aquele futebol do início do século que prezava pelo elitismo e pelo amadorismo já não existia mais. Então, em 7 de janeiro de 1930 a LAF fecha as portas, e o Paulistano, grande clube da época, abandona o futebol melancolicamente. Em 1933, sob regência da APEA, ocorre a profissionalização do futebol em São Paulo.

Em 1934, havia no país uma disputa entre a CBD e a FBF (Federação Brasileira de Futebol) pelo comando do esporte. Apoiados pelo Vasco da Gama, e Botafogo do Rio, Palestra Itália e Corinthians se aliam a CBD e fundam a Liga Bandeirante de Futebol, em 10 de dezembro. A fim de apressar a pacificação do futebol no estado e admitir a entrada de novos clubes, em 11 de fevereiro de 1935, a denominação é mudada para Liga Paulista de Futebol, depois Liga de Futebol Paulista, e em 13 de agosto de 1937, finalmente, a denominação é mudada para Liga de Futebol do Estado de São Paulo.

Enfraquecida, a APEA organiza seu último campeonato em 1936 e desaparece em meados de 1938, assim como a FBF.

Os fundadores.

a LFP passa a ser a única entidade oficial de futebol do estado de São Paulo depois de cerca de 30 anos. Com a oficialização do esporte no país, que determinou a sua 'estandarização', em 22 de abril de 1941, houve uma nova mudança de nome. Surgia então a Federação Paulista de Futebol, que teve como fundadores o Palestra Itália (Hoje Palmeiras), Corinthians, São Paulo, Santos, Portuguesa de Desportos, Juventus, Espanha (Hoje Jabaquara de Santos), Comercial de São Paulo (extinto), Portuguesa Santista, Ypiranga (extinto) e SPR (Hoje Nacional). De lá pra cá, a FPF abriu as barreiras do interior com a criação da Lei do Acesso em 1947, e hoje, é a mais importante federação do Brasil e uma das mais modernas do mundo.

domingo, 27 de junho de 2010

Mude sua cara

Achei um site sensacional esses dias e vou compartilhar com vocês. É o http://www.faceofthefuture.org.uk/ onde o uso é muito simples e não exige quase nada de sua máquina, só precisando do Java atualizado.

O site consiste em simular como seria seu rosto, dependendo do lugar do mundo onde você nasceu, sua aparência em determinada idade, e até mesmo como você seria se retratado em uma obra de arte, ou quando está bêbado, e explorando sua aparência se você fosse um humanóide próximo a um macaco.

Basta definir sua etnia (Parte mais importante. Se você for branco e se definir como negro, provavelmente a montagem ficará clara demais, ou se você for negro e se definir como branco, sairá uma montagem escura demais), sua idade atual, carregar sua foto, recortar seu rosto e determinar a posição de seus olhos e boca. Carreguei uma foto minha e fiz a experiência:

Foto original

Da foto original, saíram como eu seria se ainda fosse um bebê, uma criança, um adolescente e um senhor de idade (Clique para ampliar):


Em seguida, minha aparência se fosse negro, asiático ou árabe/indiano:

Agora, meu rosto se retratado por artistas como Modigliani, Botticelli e Doménikos Theotokópoulos, mais conhecido como El Greco:

É também disponível modos mais despojados, como o homem-macaco, rosto em mangá e rosto embriagado:

O mais legal é que os resultados de rosto para rosto são bem diferentes. Fiz uns testes com o Zulu, nosso parceiro:

Como criança, idoso, branco e metade macaco.

Vale a pena fazer testes e se divertir vendo os resultados.

Pequenos Gigantes - Filiais Cariocas (5 de 5)

No último artigo da série sobre as equipes que com atos mínimos ajudaram a escrever a história do futebol paulista, nada mais justo que homenagear nossos vizinhos cariocas, que têm um futebol tão tradicional quanto o paulista.

Pois bem. Na várzea paulistana existiam dois grandes times na década de 20. Nada menos que o União Fluminense e o União Vasco da Gama. Lembrando que o Rio na época era capital do país, fica fácil de entender a influência que a cidade exercia sobre o restante do país.

O Fluminense e o Vasco, duas das maiores e mais tradicionais equipes brasileiras, já inspiraram agremiações paulistanas.

Mas as duas equipes, que tantos anos jogaram na várzea, e depois na segunda divisão da APEA, uma federação paralela paulistana, nunca conseguiram chegar a divisão de elite. O União Fluminense por exemplo foi bicampeão da segunda divisão em 1919 e 1920, mas não foi aceito entre os grandes, já que a lei do acesso ainda não vigorava.

Pequenos Gigantes - Profissionais amadores (4 de 5)

Várias foram as equipes que marcaram época na fase amadora do nosso futebol. Mesmo alguns times de menor renomada no profissionalismo, tiveram grande destaque nessa fase.

Clubes como Altinópolis, Avareense e Floresta de Amparo, nunca vingaram no profissionalismo, mas chegaram a vencer vários torneios amadores. Da mesma forma, existiram alguns clubes que mesmo sem nunca terem se profissionalizado, fizeram história no futebol do interior, como o Cinelândia de Santa Rita do Passa Quatro ou a A. A. Mocoembu de Dois Corregos.