Mostrando postagens com marcador Carros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Carros. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Para amantes da Kombi

(http://twitter.com/thedustofdan <<< follow!)


A Wolkswagen sempre teve a fama de fazer carros populares, e até hoje mantém a linhagem de carros populares a venda, apesar de já ter caído na tentação de produzir grandes carros a preços altos para concorrer também com outras grandes indústrias automobilísticas principalmente espalhadas pela Europa, América do Norte e Ásia. Mas isso não impede a montadora de ter uma história vasta na Alemanha, seu país de origem, no Brasil, onde a marca se difundiu muito por seus bons carros, e pelo restante do mundo. Carros como o Fusca, a Variant, e até os feinhos Passat, VW 1600 e o TL fazem até hoje a cabeça de amantes de carros pelo mundo. E a Kombi não fica fora dessa história. Um veículo que surgiu depois de fatos lamentáveis até hoje roda pelo mundo. No final dos anos 40, na Europa, casas, estradas e cidades inteiras foram destruídas pela guerra. E com tanto tijolo, areia e cimento precisando ser transportados, várias pessoas tentaram bolar um veículo de carga leve e versátil. Um holandês a serviço da Volkswagen chegou lá e, num rascunho em sua agenda, concebeu a Kombi, o mais longevo carro ainda em produção. No Brasil, ela é montada desde 1957.

1947 >>>
O importador holandês Ben Pon, que trabalhava para a Volkswagen alemã, rascunha o modelo da Kombi em sua agenda
;

1950 >>>
Começa a ser produzida na Alemanha, com o nome de Kombinationfahrzeug, do alemão "veículo combinado", ou "multiuso";

1953 >>> A VW se instala no Brasil, em um armazém no bairro paulistano do Ipiranga;

1957 >>> A fábrica da Volks, em São Bernardo do Campo (SP), ainda estava em construção, mas a Kombi já era produzida em galpões provisórios, o que faz dela o primeiro carro feito no Brasil. Foi usada na construção de Brasília;

1969 >>>
A Kombi carregou o movimento hippie. O modo de vida nômade e em comunidade era facilitado pelo veículo, visto em praças, campings e festivais, inclusive no de Woodstock;

1975 >>> Um modelo adaptado para ambulância é feito para comemorar a marca dos 3 milhões de unidades produzidas no mundo;

1979 >>> É um problema caracterizar a Kombi. Van? Station wagon? Para os americanos é vanagon. No Brasil, monovolume;

1985 >>> Modelo ganha cinto de segurança de três pontos e encosto para a cabeça nos bancos dianteiros;

1997 >>> Seguindo tendência mundial, o carro ganha porta corrediça e surge a versão Carat, mais luxuosa, com capacidade para sete pessoas;

1998 >>> É lançada a primeira versão da Kombi Ecológica, protótipo que foi evoluindo e hoje se chama Solar Power;

2005 >>> O modelo 1.4 Flex passa a ser comercializado. Já foram vendidas cerca de 90 mil unidades dele;

2006 >>> Vira personagem do filme Pequena Miss Sunshine. Em uma Kombi, família viaja do Novo México à Califórnia;

2007 >>> Em seu cinquentenário no Brasil, a Kombi atinge a marca de 1.383.557 unidades produzidas e de 1.290.502 vendidas;

2009 >>> Às vésperas de celebrar 60 anos, segue em produção - só no Brasil - e é imbatível quando o assunto é "a tonelada transportada mais barata do mercado".

E não duvide se a cronologia do carro crescer mais vários e vários anos. Um verdadeiro carro multi-uso.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Fatos sobre o Fiat Uno

Fatos sobre o carro mais vendido, mais enferrujado, e mais acessível a baixa renda do Brasil:

Fiat Uno Mille Fun by boleráji

- Ótimo para quem ficou sem dinheiro nos 8 anos do Governo FHC e depois votou no LULA.

- O carro mais escolhido pelos idosos que migram do fusca e brasília, não precisa dar entrada

- Antigamente esse carro tinha um pró: custava 10.000 reais. Antes da inflaçao subir. Hoje em dia, seu único atributo não existe mais pois custa R$ 23.000. Misteriosamente, a inflação brasileira de aproximadamente 523% ao ano atacou esse automóvel excepcional.

- Contras: esse potente carro nao é capaz de subir lombas com inclinação superior a 5,36°.

- O veiculo ja sai de fabrica com o feixe de molas traseiro rangendo, o escapamento tem um som bizarro parecido com: nhééééégrrrr.

- Após 2 meses de uso, as setas do Uno Mille perdem a sua coloração amarelada, ficando branca, e as traseiras vermelhas ficam rosas.

- Após 3 meses de uso, as setas do Uno Mille queimam a lâmpada.

- Após 3 meses e um dia de uso, os faróis de freio e noturnos traseiros queimam, dando a entender que a pessoa que está dirigindo o carro não ligou seus faróis.

- Após 4 meses de uso, o carro vira um transmissor de tétano ambulante, principalmente pra quem mora em cidades litoraneas.

- Após 6 meses de uso, o limpador traseiro do parabrisa costuma cair e passar a tirar a água da placa do carro e não do vidro.

- É possível também, como ocorre em 98% dos casos, que o comprador do Uno Mille jamais ligue seus faróis, talvez porque tenha medo de acabar com a bateria em um só golpe, ou porque isso acabaria com a tão pouca vida útil do carro, ou devido sua extrema preocupação em fazer com que os outros batam em sua máquina.

- O interior do carro fede.

Repare nas linhas jovens e leves do carrão

- Tem portas com forro de eucatex (mistura de madeira e papelão) revestido de tecido as vezes de courvin (plastico)

- Os vidros elétricos (se disponível) costumam ficar arranhados com o sobe e desce e as borrachas dos vidros, além de machucar o braço ao apoiar ali, ainda arranham o vidro e permitem que a água entre no interior do carro fazendo o Uno ter cheiro de mofo e mais ferrugem no chasi.

- O motor fiasa costuma ferver a água com facilidade em dias de calor nas estradas engarrafadas.

- Para puxar o freio de mão super silencioso é preciso usar as duas mãos e dar um puxão seco. Após frear engate a primeira marcha porque se nao ele desce a lomba.

- O estepe, que fica dentro do motor já vem todo rachado devido ao dilatameno da borracha causado pelo calor do motor.

- Possui um boneco playmobyl indicando o uso do cinto de segurança, disponível apenas no painel dos modelos smart/fire e EX, nos demais vinha um termometro pra mostrar que a água já tava fervendo.

- A expessura da chapa também é reduzida para baixar o custo, consequentemente ela pode afundar se algum inseto pousar na lataria.

- No modelo de duas portas não há maçaneta com puchador, apenas um trinco de levantar e que tende a cair e arranhar a pintura do carro dando origem a mais ferrugem.

- Geralmente não possui interruptor na porta para acender automaticamente a luz do teto, obrigando você a acender com a mão e apagar com a mão.

- Nos modelos anteriores a 1994 a buzina é acionada por meio de um botão na alavanca do pisca. Esse botão emperra se você forçar acaba quebrando a alavanca.

- A pior série foi a de 1991, com motor 1.0 de 47 cavalos 4 marchas não sicncronizadas, sem servo freio, carburador de corpo simples e não tinha saídas de ar no painel. Essas saídas de ar eram fechadas com uma tampa. Vento? Só o da janela ou forçado pelo potente motor elétrico de 2 velocidades.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Você compraria um Smart?

Smart é aquele carrinho ecologicamente correto, feito pela Daimler.


Apesar de parecer inofensivo com seu motor 1.0 litros 12 válvulas, possui bons 84cv de potência, que agregados ao seu baixo peso, fazem ele chegar aos 145km/h facilmente. Além disso chega aos 100km/h em apenas dez segundos.
Tem um consumo muito satisfatório na cidade, fazendo mais de 15km com apenas um litro de combustível, e na estrada consegue fazer mais de 24km. Economia boa.
Apesar de pequeno, de apenas dois lugares, e de teoricamente fraco em relação a outros carros, ele pesa no bolso ainda. Com menos de R$58.000,00 você não pode adquirir um deles.

Como todos os carros, ele possui seus prós e seus contras, e sejamos sinceros, ele não é lá tão bonito. Por isso é de se pensar duas vezes antes de gastar dinheiro nele, ainda.

Mas quem sabe com uma estilização ele não fica melhor? Um exemplo, o Batsmart:

domingo, 27 de setembro de 2009

Aprenda a como se dar bem

Eis aqui a todos, o grande segredo da vida para os homens que querem se dar bem com mulheres:



Sem mais.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O VW Zé do Caixão 1600)

quero um desses *.*

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A Kombi do Heródoto

Entrevista que eu adoro. Já li umas 3 vezes e fala da paixão de um de meus ídolos, Heródoto Barbeiro, por Kombis.

Vale a pena ler:

Quando surgiu essa sua paixão pela Kombi?
Heródoto Barbeiro - Acho que eu tenho Kombi há uns 30 anos. Tive uma porção delas. Mas, há cerca de 35 anos, eu comprei um sítio na estrada Mogi-Bertioga (SP-98), em uma localidade chamada Taiaçupeba. Ele fica no alto de um morro e, na época, a estrada era de terra e você não sabia se conseguiria chegar até lá. Mas a Kombi sempre chegou. Ela passava bem no barro. Tem carro com tração dianteira que nem consegue subir. Hoje eu tenho uma Kombi mais nova, um modelo 2002, e eu vou muito com ela ao sítio todos os finais de semana. Para mim, ela também é um instrumento de trabalho. Apesar de estar ligada também ao lazer. Eu também gosto muito de fazer excursões a parques. E, com a Kombi, você carrega o equivalente a dois carros. Então você junta seis ou sete amigos e vai todo mundo batendo papo na perua ou jogando baralho, por exemplo. É mais agradável.

Você nunca pensou em ter um carro com tração nas quatro rodas?
HB - Não, pois o custo é muito alto. Outro dia, até experimentei um Nissan Pathfinder que é maravilhoso, extraordinário. Mas você tem que gastar muito dinheiro para obter o mesmo que você consegue com a Kombi.

Fale um pouco sobre a sua primeira Kombi.
HB - Ela era daquelas bem antigas, que tinha dois vidros na frente e um carburador só. Quando eu era moleque, fui auxiliar de mecânico. Meu pai tinha uma oficina, e eu aprendi a mexer em carros da Volkswagen e em coisas que nem existem mais hoje. Coisas que as máquinas antigas tinham. Condensador, platinado, por exemplo. Se quebrasse o cabo do acelerador, por exemplo, era só girar a borboleta e colocar um calço que o carro saía andando. Isso entre outras coisas. E eu sempre tive essa paixão pela Kombi porque ela nunca deixava a gente na mão, mesmo sendo um veículo “démodé” em relação a outros que temos hoje no mercado. Eu tive muitas Kombis velhas. Praticamente, a maioria delas era usada. Só recentemente as condições me permitiram comprar Kombis novas. Eu cheguei a ter uma muito usada e ela pegou fogo na esquina da Avenida Paulista com a Rua Augusta, às 10 h da manhã. Imagina a confusão que foi. Todo mundo correndo com extintor de incêndio para tentar apagar o fogo. Isso faz uns 15 anos.
Tive outra que era modelo tipo exportação, pintada de azul. Nessa época, o serviço funerário de São Paulo também usava Kombis dessa mesma cor. Então, ela acabou ganhando o carinhoso apelido de “funerária” e se tornou motivo de muitas brincadeiras. Certa vez, quando ia para o aeroporto pegar um avião para o Rio, um garoto me perguntou aonde era o enterro. Quando olhei para trás, tinham colado uma cruz de papelão no vidro traseiro. Andei metade da cidade com aquela cruz colada na Kombi (risos). Eu gostava muito dela. Até mandei pintar a parte de baixo de creme. Ficou estilo saia-e-blusa, como dizem por aí. Mas, como a parte de cima era mais escura que a de baixo, ela foi apelidada depois de “Batman”. Aí o pessoal do escritório começou a me perguntar: “E aí? Veio de Batman hoje?” (risos)

E ela era o seu xodó ou tinha outra?
HB - Sim. Essa eu posso dizer que foi o meu xodó. Ela ficou muito tempo comigo e eu a comprei nova.

Você tem idéia de quantos quilômetros já rodou com suas Kombis?
HB - Nossa! Nem tenho idéia. A atual está com 60 mil quilômetros rodados. Mas sempre rodei mais de 100 mil (quilômetros) com cada uma. Acho que com todas já deu para ir à lua e voltar (risos).

E essa mesma relação que você tem com a Kombi, já sentiu por outro carro?
HB - Não (diz enfático). Não sou aficionado por carro. Apesar de já ter trabalhado com automóveis.

Você costuma dar apelidos para suas Kombis?
HB - Com exceção daquela que eu te falei (a funerária), não. A atual só tem um adesivo escrito “Só os loucos me acompanham”. Uma vez, queriam me dar um adesivo com a frase “Nóis breca, mas num capota”. Mas achei que esse “de louco” era melhor (risos). Aliás, já me deram uma porção de coisas para colocar na Kombi. Uma vez me deram aquela bolota para colocar na alavanca do câmbio, com um caranguejo dentro (gargalhada). Outro dia fizeram uma vaquinha e me presentearam com um conjunto de cortininhas.

Desde quando você dirige carros?
HB - Eu aprendi a dirigir em um Chevrolet 1934, uma caminhonetezinha que meu pai tinha na oficina. Para se ter uma idéia, o freio dela não era hidráulico. Era de varão. E, para engatar a primeira (marcha), era preciso parar o carro. Nessa época, em São Paulo, você tinha até a opção de cursar uma auto-escola, mas também poderia ir a algum lugar afastado e ficar dirigindo. Hoje já não dá mais. Fiz exame em um Fusca. Aí, para mim, foi moleza, pois quem andava naquele carro (o Chevrolet 1934), andava em qualquer outro. Depois eu tive um Fusquinha 1968, que foi o primeiro carro que eu pude comprar. Era usado. Depois eu tive um Fusca 1974, uma Variant e uma Brasília. Mas sempre paralelamente à Kombi.

E qual é o seu carro de trabalho atual?
HB - Um Fiat Palio.

O que você achou das mudanças que a Volkswagen fez na Kombi?
HB - Ela melhorou bastante. O motor e o acelerador ficaram muito bons. Só faltou uma direçãozinha hidráulica.

Conte alguma história curiosa sobre as Kombis.
HB - Já passei várias situações inusitadas. Quando meus dois filhos eram pequenos, eles sempre iam comigo no banco da frente, deitados. Mas eu não podia brecar, pois toda vez que eu fazia isso, o menor caía do banco. Ou eles iam dormindo atrás. Por isso, ela é ótima para crianças. A gente colocava um colchão atrás e a molecada ia dormindo.

Você já planejou fazer uma grande viagem com ela?
HB - Não. Nunca tive a oportunidade de ficar um mês de férias e ir para o Nordeste com a perua, por exemplo. Pois ela está ligada diretamente ao meu sítio.

E qual foi o lugar mais distante que você já foi com a Kombi?
HB - Fui a Caldas Novas, em Goiás. Daqui até lá deve ter uns 800 ou 900 quilômetros. Fui e voltei.

Você já imaginou que carro terá quando pararem de fabricar a Kombi, como aconteceu com o Fusca?
HB - Nunca pensei nisso e não sei que carro compraria. Acho que nenhum. Uma vez eu olhei uma Besta, da Kia. Achei confortável, mas ela é ideal para carregar pessoas. Na Kombi, você carrega pessoas e coisas. A minha, por exemplo, não tem o banco do meio. Vai tudo ali. Carrego ração, farelo, e, às vezes, o meu cachorro. Tenho oito no sítio. Se você pega um carro que tem carpete, vai sujar tudo. Na Kombi, eu uso aqueles tapetes de borracha. É só lavar e colocar de volta.

Você participa de algum clube de carros antigos?
HB - Não. Não tenho tempo.

Você é daqueles que tem ciúme do carro?
HB - Sim. Essa Kombi, por exemplo, eu não empresto para ninguém.

Quem você convidaria para dar uma volta na sua Kombi?
HB - Eu acho que as pessoas não gostam muito de serem chamadas para andar de Kombi.


Por quê?
HB - Porque acham que é um carro perigoso, muito instável... E por aí, vai. O grande medo das pessoas é que ela tombe, apesar de ser raro isso acontecer. Claro que ela não foi feita para correr. Mas há uma série de mitos sobre a Kombi. Por isso, as pessoas evitam andar nela. Só andam em algumas circunstâncias. Mas eu já vivi situações engraçadas. Certa vez, eu entrevistei o senador Eduardo Suplicy no programa Opinião Nacional, que eu fazia na TV Cultura, à noite. O programa terminou por volta das 10h da noite. Foi aí que o senador virou para mim e disse “Poxa. Essa hora já não tem mais táxi. Me dá uma carona até a minha casa?”. Aí eu falei que estava de Kombi e ele respondeu: “Ah! Tudo bem! Vamos de Kombi”. Ele subiu no carro e fomos até a casa dele. Ficava num bairro ultra-chique e a gente chegando de Kombi.
Outra vez, um grupo de colegas decidiu invadir a minha Kombi. Quando eu percebi, já estavam todos dentro dela. Brincavam dizendo que eram do “Movimento dos Sem-Kombi”. Outra coisa interessante é que a maior parte dos ouvintes da rádio acha que essa história de Kombi é brincadeira. Quando estou com ela, tem gente que pergunta: “É verdade mesmo? Posso tirar uma foto?”. Outro dia, fui pegar a balsa para o Guarujá e do meu lado havia um carro importado com um senhor oriental dentro. E ele olhava para mim e olhava para Kombi. Quase chegando ao Guarujá, ele desceu do carro e disse para mim: “Você tem mesmo uma Kombi? Pensei que era brincadeira”. Ele não acreditava que eu tinha uma Kombi, apesar de eu estar com ela. Outra vez, eu estava indo em outra balsa, para Bertioga. Já era noite, quando um senhor humilde com uma bicicletinha subiu nela. De repente ele gritou: “Ô, Heródoto!” E eu respondi: “Oi, senhor! Tudo bem?” Foi aí que eu perguntei:
– “Mas, como o senhor me reconheceu?”. – “Ah! A Kombi”.


Fonte: http://carsale.uol.com.br/hotsite/entrevistas/entrevista5.shtml